Secretário Exército EUA Dan Driscoll Deixa Cargo em Gestão Trump

Economia

A administração do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, registra uma nova alta patente militar a se afastar. Nesta segunda-feira, 31, a Casa Branca comunicou que Dan Driscoll, Secretário do Exército dos EUA, está deixando sua função após um período de 18 meses no cargo. Essa movimentação ocorre em meio a especulações sobre tensões internas e um cenário de agitação no Departamento de Defesa.

A saída de Driscoll, que possui laços de amizade com o vice-presidente JD Vance, não teve uma justificativa oficial divulgada de imediato. Contudo, relatórios veiculados pela mídia amplamente cobriram uma série de atritos entre o agora ex-secretário e Pete Hegseth, o Secretário de Defesa. Essa nova mudança na cúpula militar reforça a tendência de instabilidade observada nos altos escalões do Exército norte-americano sob a gestão de Trump.

Secretário Exército EUA Dan Driscoll Deixa Cargo em Gestão Trump

Em comunicado oficial, Anna Kelly, porta-voz da Casa Branca, enalteceu a atuação de Driscoll. Segundo ela, o Secretário do Exército dos EUA Dan Driscoll desempenhou um papel “extremamente eficaz” na promoção da agenda presidencial “Tornar a América Forte Novamente” dentro do Departamento do Exército. Kelly destacou sua “liderança excepcional” em operações históricas, o restabelecimento do foco na prontidão e letalidade das tropas, além de sua colaboração nas negociações entre Rússia e Ucrânia.

A porta-voz adicionou que, devido ao empenho de Driscoll, em colaboração com o Comandante-em-Chefe e o Secretário de Guerra, o Exército dos Estados Unidos se encontra em um patamar de força sem precedentes. Diante da repercussão do anúncio, o Pentágono optou por direcionar as solicitações de informações da agência Associated Press (AP) diretamente ao Exército. Contudo, até o momento da publicação, o Exército não havia emitido uma resposta a e-mails e um porta-voz de Driscoll também não respondeu a mensagens de texto em busca de comentários adicionais.

As turbulências no comando do Exército não são novidade. O Secretário de Defesa, Pete Hegseth, protagonizou outras decisões polêmicas, como o repentino afastamento do general Randy George, líder fardado principal da força, ocorrido em abril. George foi substituído interinamente pelo general Christopher LaNeve. Adicionalmente, em junho, o general Christopher Donahue, que comandava as forças do Exército na Europa e na África, também deixou seu posto de maneira inesperada.

O general Christopher LaNeve, cuja ascensão foi meteórica sob a gestão de Hegseth, agora assume a liderança do Estado-Maior do Exército. Uma de suas primeiras medidas impactantes foi a determinação de encerrar um programa de modernização de drones, que havia sido amplamente celebrado e implementado sob a liderança de Driscoll. Fontes militares informaram que uma unidade do Exército sediada na Europa estava envolvida na construção de seus próprios drones, mas com a diretriz de LaNeve, esses esforços foram interrompidos para que a unidade retome suas atividades tradicionais como um batalhão de infantaria.

Dan Driscoll, aliado de Randy George, manifestou publicamente seu pesar pela saída do general, um sentimento compartilhado por legisladores tanto do Partido Republicano quanto do Democrata. Em abril, durante uma sessão no Congresso, Driscoll revelou que, após a renúncia de George, ele e sua família visitaram o general em sua residência para expressar seu apoio. No entanto, ele também reconheceu a prerrogativa da liderança civil, ou seja, a estrutura do sistema governamental, de selecionar seus próprios comandantes.

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Imagem: infomoney.com.br

A trajetória de Driscoll inclui serviço como veterano da Guerra do Iraque, um bem-sucedido investimento no setor de tecnologia e uma passagem como assessor de Vance, seu conhecido da Faculdade de Direito de Yale. Em 2024, quando o então presidente Donald Trump o indicou para o cargo, descreveu-o como um “agente de ruptura e de mudança”, sinalizando suas expectativas por uma gestão transformadora no Departamento do Exército.

No comando do Exército, Driscoll assumiu uma função atípica: a de principal negociador nas tentativas de pôr fim ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Além disso, desempenhou um papel crucial na simplificação da burocracia, agilizando o desenvolvimento de novos drones e capacidades de defesa antiaérea por fornecedores militares. Essas medidas visavam acompanhar e reagir rapidamente às evoluções constantes e velozes do cenário de guerra global. A busca por inovações e a modernização constante são aspectos vitais para a força militar americana, tema frequentemente debatido em altos círculos de defesa, como evidenciado em análises sobre os desafios e estratégias do país para manter a sua liderança e segurança global. Para saber mais sobre os movimentos na política externa americana, acesse: Notícias de Política EUA.

Sua nomeação, confirmada pelo Senado em fevereiro de 2025 com 66 votos a favor e 28 contra, sucedeu a uma audiência tranquila no Comitê de Serviços Armados. Na ocasião, as discussões centraram-se na modernização dos sistemas do Exército, na otimização dos processos de recrutamento e no fortalecimento da base industrial de defesa. Driscoll, que tem pai e avô servindo no Exército, havia prometido ser um secretário focado nas necessidades dos militares. Ele mesmo atuou como oficial de blindados de agosto de 2007 a março de 2011, com uma passagem pelo Iraque entre outubro de 2009 e julho de 2010.

No cenário político, Driscoll também buscou uma vaga no Congresso. Em 2020, concorreu nas primárias republicanas pela Carolina do Norte, embora sem sucesso. Naquela ocasião, ele conquistou aproximadamente 8% dos votos em uma disputa que contava com múltiplos candidatos. A saída de Driscoll se soma a uma série de afastamentos de altos generais e almirantes promovidos por Hegseth, incluindo a do chefe da Marinha, John Phelan. Em abril, a saída de Phelan marcou-o como o primeiro chefe de um ramo das Forças Armadas a deixar o cargo durante o segundo mandato do ex-presidente Trump.

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A despedida de Dan Driscoll da Secretaria do Exército dos EUA é mais um capítulo nas movimentações de alta patente durante a gestão Trump, refletindo desafios e realinhamentos contínuos na defesa nacional. Para acompanhar outras notícias sobre política e a dinâmica do governo, continue explorando nossa editoria de Política.

Crédito da imagem: Associated Press

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