Mercado Livre de Energia: Indústrias Reduzem 73% da Conta de Luz

Economia

O **mercado livre de energia** tem gerado impactos tangíveis e positivos sobre a estrutura de custos da indústria brasileira. Uma pesquisa detalhada, intitulada “Sondagem Especial Indústria e Energia 2026” e publicada em 30 de maio pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), demonstra que uma parcela expressiva de 73% das empresas que optaram pela migração do sistema de contratação cativo para o ambiente livre registrou uma redução efetiva em suas despesas com energia elétrica. Este movimento reflete uma estratégia crucial do setor industrial para enfrentar um dos maiores desafios de sua produção: os elevados custos energéticos.

Desde 2024, ano em que o Ministério de Minas e Energia implementou uma nova regra para ampliar o acesso dos consumidores à livre contratação, o Brasil tem observado uma adesão considerável. Atualmente, a pesquisa da CNI indica que 41% das indústrias em território nacional já operam no regime de compra de energia livre. Apesar desse avanço notável, o potencial de expansão para o **mercado livre de energia** ainda é expressivo. Entre as indústrias que são atendidas em baixa tensão e que, por ora, permanecem vinculadas ao mercado regulado, 37% expressam um claro interesse em realizar a migração, o que sugere uma continuação no ritmo de novas adesões nos próximos anos, impulsionado pela gradual liberalização do setor.

Mercado Livre de Energia: Indústrias Reduzem 73% da Conta de Luz

De acordo com Roberto Wagner Pereira, gerente de Energia da CNI, os resultados do levantamento confirmam a eletricidade como um elemento estratégico e indispensável para a manutenção da competitividade industrial. “A pesquisa ilustra a vitalidade deste custo para a performance da indústria e solidifica a premissa de que a via escolhida pelas empresas para reduzir as tarifas se concretiza na migração para o ambiente de livre contratação”, destaca Pereira. O estudo aponta que a energia elétrica figura como o insumo energético primordial para 79% das indústrias do Brasil. Não surpreendentemente, a relevância do custo da energia é tão alta que 83% dos empresários consideram-no decisivo para a sua competitividade, enquanto 67% relatam que reajustes nas tarifas impactam diretamente seus custos de produção. Nos doze meses que precederam a pesquisa, 62% das empresas sentiram os efeitos das variações nos preços da eletricidade. Mesmo com a maioria dos reajustes sendo considerados moderados, o impacto foi suficiente para motivar a implementação de investimentos voltados à diminuição dessas despesas.

Em resposta à pressão dos custos, 64% das indústrias declararam ter adotado alguma iniciativa para minimizar seus gastos com energia. A principal delas, confirmando as tendências apresentadas, foi justamente a transição para o mercado livre, escolhida por 30% das empresas consultadas. Outros 13% dos respondentes investiram em projetos de autogeração de energia ou em programas de eficiência energética para otimizar o consumo. Contudo, 28% das indústrias participantes admitiram não ter realizado nenhuma ação específica para reduzir ou otimizar seus custos energéticos. Este cenário diversificado mostra que, embora a migração seja uma tendência forte, ainda existem abordagens variadas para a gestão de custos energéticos no setor industrial.

A adesão ao mercado livre demonstra variações consideráveis quando analisada sob a ótica do porte da empresa. Entre as grandes indústrias, majoritariamente atendidas em alta tensão, 63% já são compradoras de energia nesse ambiente de contratação desregulada. No contraste, nas pequenas empresas, essa porcentagem diminui drasticamente para 22%. A CNI sublinha que 45% das pequenas empresas ainda permanecem no mercado cativo. Tais estatísticas ressaltam um espaço significativo para o crescimento da modalidade à medida que um número maior de consumidores venha a se adequar aos requisitos regulatórios estabelecidos para o acesso ao ambiente livre. Para informações adicionais sobre as tendências do setor, consulte a Confederação Nacional da Indústria diretamente em CNI.

Além da crescente migração para o **mercado livre de energia**, parte da indústria também tem apostado na geração própria e em iniciativas de redução de consumo. A pesquisa da CNI destaca alguns setores em particular: a indústria de produtos de borracha é líder nos investimentos em autogeração, com 25% de suas empresas engajadas, e também figura entre as que mais migraram para o mercado livre (38%). Já a indústria calçadista apresentou a maior taxa de adesão ao ambiente de contratação livre, com 47% de suas empresas. O segmento de equipamentos de informática e produtos eletrônicos, por sua vez, sobressai pelos significativos investimentos em eficiência energética, prática adotada por 25% das companhias.

Roberto Wagner Pereira enfatiza que, para além da expansão do mercado livre, o Brasil precisa urgentemente promover alterações estruturais mais amplas no setor elétrico. “É vital que aprimoremos o sistema de sinalização de preços, com tarifas mais flexíveis e dinâmicas, que espelhem de forma mais precisa a geração, o horário de consumo e a demanda dos usuários. Além disso, é imprescindível revisitar a vasta quantidade de subsídios que contribuem para o encarecimento da conta de energia no país”, afirmou o gerente. A avaliação da CNI aponta para uma tendência de contínua ampliação das alternativas de redução de custos para a indústria, favorecida pela abertura progressiva do mercado, em um cenário econômico marcado por energia mais cara e um acirramento da competição em nível internacional.

A “Sondagem Especial Indústria e Energia” foi conduzida ao longo do mês de abril pela CNI. A base da pesquisa foi composta por 1.498 indústrias pertencentes aos setores extrativo e de transformação. Entre os participantes, 601 eram pequenas empresas, 529 classificadas como médias e 368 correspondiam a grandes corporações, garantindo uma amostra representativa da diversidade do parque industrial brasileiro.

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Este levantamento da CNI reitera a urgência da modernização e da busca por eficiência no uso da energia no Brasil, consolidando o mercado livre como uma ferramenta vital para a sustentabilidade e a competitividade industrial. Acompanhe mais análises e notícias sobre o cenário econômico e as inovações que moldam o futuro do Brasil em nossa editoria de Economia.

Crédito da Imagem: Divulgação CNI

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