Nona Condenação Chega em Caso de Assassinato de Kesia no AC

Últimas Notícias

A investigação sobre o brutal desaparecimento e assassinato de Kesia Nascimento da Silva, de 20 anos, em Rio Branco, Acre, alcançou um novo patamar judicial nesta quinta-feira, dia 29. Amanda de Lima Moura foi oficialmente sentenciada, tornando-se a nona pessoa a receber condenação em um caso que chocou a capital acriana em janeiro de 2020 e cujo corpo da vítima, infelizmente, jamais foi localizado.

A pena imposta a Amanda Moura pelo 1º Tribunal do Júri soma 38 anos e 3 meses de reclusão, com início em regime fechado. Os membros do Conselho de Sentença a consideraram culpada por quatro crimes de alta gravidade: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de menores e participação em organização criminosa qualificada. Devido à natureza sensível dos fatos, o processo permanece em segredo de justiça.

Nona Condenação Chega em Caso de Assassinato de Kesia no AC

Kesia Nascimento da Silva, diagnosticada com esquizofrenia, foi vista pela última vez em 28 de janeiro de 2020, em Rio Branco, após deixar o filho em uma lanchonete da família situada no bairro Floresta. As investigações conduzidas pela Polícia Civil concluíram que a jovem foi vítima de decapitação e esquartejamento, e seu corpo, conforme apontado, teria sido lançado no Rio Acre. A principal tese para a motivação do crime é uma suposta mudança de facção criminosa por parte da vítima.

A sentença determinou que Amanda de Lima Moura não terá a prerrogativa de recorrer da decisão em liberdade. O homicídio, conforme detalhado na condenação, foi executado por motivo torpe, empregando-se de meio cruel e através de recursos que tornaram a defesa da vítima extremamente difícil. A decisão judicial também validou a participação da condenada em uma facção criminosa e o envolvimento de adolescentes no planejamento e execução do delito, reforçando a gravidade dos atos.

À época do desaparecimento, a família de Kesia empreendeu intensas buscas e divulgou pedidos de informações sobre o paradeiro da jovem. Contudo, em abril de 2020, dois meses após o sumiço, a Polícia Civil confirmou que Kesia havia sido assassinada e realizou a prisão do primeiro suspeito. As investigações aprofundadas revelaram que a vítima foi levada por integrantes da facção até as margens do Rio Acre, na área do bairro Taquari, onde teria sido submetida a um “tribunal do crime” coordenado e assistido por mulheres antes de sua morte.

As apurações da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) identificaram que, além das nove pessoas que foram acusadas formalmente pelo crime, dois adolescentes também estiveram envolvidos na morte de Kesia. A forma como o sistema judiciário brasileiro atua em casos complexos como este frequentemente resulta no desmembramento dos processos, permitindo que os julgamentos ocorram em etapas, agilizando as resoluções.

Outras Sentenças Anteriores ao Caso

A Justiça do Acre, em novembro de 2020, aceitou a denúncia contra nove indivíduos suspeitos de envolvimento no brutal assassinato de Kesia Nascimento da Silva. Os acusados foram processados por uma série de crimes, incluindo homicídio, ocultação de cadáver, corrupção de menores e participação em organização criminosa. Dada a divisão dos processos, as condenações ocorreram em diferentes momentos ao longo dos anos.

O primeiro conjunto de condenações foi registrado em dezembro de 2021, quando quatro dos réus receberam penas que, somadas, ultrapassaram a marca de 110 anos de prisão. Em maio de 2022, outros dois indivíduos foram sentenciados: Camila Cristine de Souza Freitas foi condenada a 32 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão, enquanto José Natanael Aquino Duarte recebeu uma pena de 27 anos, 9 meses e 10 dias de cárcere.

A sequência de julgamentos prosseguiu em setembro de 2022, quando Rita Rocha do Nascimento foi condenada a mais de 30 anos de prisão. Em um fato notável, ela participou de seu julgamento por meio de videochamada, pois já estava custodiada em São Paulo. Posteriormente, em março de 2023, Veralúcia Marques Coura foi sentenciada a mais de 29 anos de reclusão, sendo apontada como uma das responsáveis por orquestrar a morte da vítima.

Entre os outros réus nomeados nas investigações e denunciados neste caso complexo estão Thalysson Jesus da Silva, João Vitor da Cunha Pereira, Moisés Inácio da Silva e Ana Lúcia Barros de Oliveira. Amanda de Lima Moura, que foi presa em fevereiro de 2026 em Rio Branco — durante uma abordagem policial que identificou um mandado de prisão em aberto — era a última das nove pessoas originalmente denunciadas a ter seu veredito pronunciado, marcando mais uma fase encerrada na busca por justiça.

Confira também: Imoveis em Rio das Ostras

O desfecho do julgamento de Amanda de Lima Moura neste doloroso episódio reforça a contínua busca por justiça em um dos casos mais impactantes da história criminal do Acre, evidenciando a ação das facções criminosas e a persistência das autoridades. Fique por dentro de mais notícias e análises sobre temas urbanos e criminais. Continue acompanhando nossa editoria de Cidades e outros desdobramentos importantes em nosso portal.

Crédito da imagem: Arquivo pessoal

Deixe um comentário