A iminente realização da Copa Feminina 2027 em território brasileiro está configurada para atuar como um catalisador fundamental para o desenvolvimento e expansão do futebol feminino, tanto no aspecto esportivo quanto no extracadêmico. Essa avaliação otimista foi apresentada por figuras-chave da FIFA, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Rede Globo, durante um painel de discussões promovido na recente edição da Rio Innovation Week. Os especialistas enfatizaram que, para além do esperado aumento de público e do engajamento comercial, o Mundial é propenso a atrair capital significativos para a modalidade e a estabelecer um duradouro legado em diversas frentes.
De acordo com Aline Pellegrino, a gestora de competições da CBF diretamente ligada à organização da Copa do Mundo Feminina de 2027, o evento representa uma oportunidade ímpar para solidificar as conquistas e os avanços que o futebol feminino brasileiro tem experimentado. Ela explicou que a Federação Internacional de Futebol (FIFA) desenhou uma estratégia de legado robusta, que se fundamenta em três pilares essenciais: o robustecimento da modalidade, o alcance de impactos sociais positivos e a efetivação de melhorias substanciais na infraestrutura esportiva nacional. “O simples fato de a Copa do Mundo Feminina ser sediada no Brasil já é um legado primordial. Nosso desafio agora é capitalizar esse momento único para gerar transformações que perdurem por muitos anos”, ressaltou Pellegrino.
Copa Feminina 2027: Brasil impulsiona futebol feminino
Pellegrino destacou um expressivo crescimento no cronograma de competições de futebol feminino ao longo dos anos. A título de comparação, entre os anos de 2013 e 2015, a FIFA foi responsável pela organização de 127 confrontos entre seleções. Entretanto, a projeção para o ciclo que compreende os anos de 2025 a 2027 indica um salto significativo, estimando-se que a organização alcance a marca de 348 partidas. Complementarmente, o contingente de nações disputando vagas para o Mundial saltou de 134 para impressionantes 180. No âmbito doméstico, a CBF projeta a realização de 712 partidas apenas neste ano, distribuídas em nove campeonatos de nível nacional, dos quais cinco são para a categoria adulta e quatro para as categorias de base.
A representante da CBF também fez menção à considerável infraestrutura existente no país, em grande parte, um fruto dos múltiplos e expressivos eventos esportivos de envergadura global que o Brasil recebeu nas últimas décadas. No entanto, ela frisou a necessidade de que estádios e centros de treinamento passem por modernizações e adaptações para corresponder plenamente aos rigorosos padrões e exigências impostos pela competição. Conforme a dirigente, a expectativa é que a oficialização do cronograma de jogos e a divulgação das cidades-sede operem como um motor para acelerar todas as etapas de preparação da infraestrutura e dos processos logísticos envolvidos na organização do Mundial de 2027.
Outro avanço relevante citado por Aline Pellegrino concerne à diretriz da FIFA que estipula a obrigatoriedade de todas as seleções que participarem das competições femininas manterem, ao menos, uma mulher em suas comissões técnicas. Essa medida visa ampliar a participação feminina em cargos estratégicos, seja como treinadora principal ou como auxiliar técnica, contribuindo para uma maior representatividade e fortalecimento do profissionalismo das mulheres no esporte.

Imagem: Dolores Ochoa via valor.globo.com
Ampla Cobertura e Projeções de Audiência
Em relação à estratégia de mídia, Ana Thaís Matos, comentarista esportiva da Rede Globo, compartilhou os planos da emissora para uma cobertura do torneio que se equiparará àquela tradicionalmente dedicada à Copa do Mundo masculina. Isso inclui transmissões diretas dos estádios, produção de documentários envolventes, elaboração de reportagens especiais e desenvolvimento de conteúdos de entretenimento pensados exclusivamente para o contexto do futebol feminino. Uma pesquisa recentemente comissionada pela própria Globo revelou que aproximadamente 65% dos cidadãos brasileiros já têm ciência de que a Copa será realizada em solo nacional, o que aponta para um potencial expressivo de crescimento da audiência. O mesmo estudo indicou que, na atualidade, o consumo de futebol feminino é ligeiramente maior entre o público masculino em comparação com o feminino. Contudo, Matos é categórica ao afirmar: “O futebol feminino ultrapassou a condição de mero nicho. Tornou-se um produto solidificado, com a capacidade de atrair uma vasta audiência, bem como significativos patrocinadores e o interesse comercial.”
George Guilherme, diretor de transmissões esportivas da Rede Globo, complementou a visão da emissora, assegurando que há planos para mobilizar toda a sua rede de afiliadas espalhadas pelo Brasil a fim de garantir uma cobertura abrangente do torneio. Ele defendeu que a Copa Feminina 2027 surge em um momento crucial para inspirar não somente uma nova leva de atletas em potencial, mas também futuros profissionais que atuarão no campo esportivo. Segundo Guilherme, a competição oferecerá uma plataforma de grande impacto para fortalecer e expandir a presença das mulheres, tanto no esporte competitivo quanto na área da cobertura jornalística.
Confira também: Imoveis em Rio das Ostras
Em suma, a chegada da Copa Feminina 2027 ao Brasil é mais do que um mero evento esportivo; ela representa um marco estratégico para o desenvolvimento global do futebol feminino. Com o apoio da FIFA, CBF e de gigantes da mídia como a Globo, espera-se que o torneio amplie o número de seleções participantes, eleve os padrões de infraestrutura e reforce o papel da mulher no esporte. A discussão levantada na Rio Innovation Week destaca um futuro promissor, repleto de investimentos e visibilidade. Para ficar por dentro de todas as novidades e desdobramentos sobre este e outros temas esportivos, continue acompanhando a editoria de Esporte do nosso portal.
Crédito da imagem: Marcelo Courrege/CBF
