Setembro 2026: SP Vive Mês Mais Chuvoso da História

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São Paulo registra o setembro mais chuvoso de sua história, com um volume acumulado de 253,8 milímetros de chuva, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Este recorde é validado desde 1943, ano que marca o início das medições regulares para a capital paulista, consolidando 2026 como um ano atípico em termos de precipitação para o período.

A expressiva quantidade de chuva observada em apenas quatorze dias de setembro de 2026 ultrapassou a marca histórica anterior, que pertencia ao ano de 1983, quando o acumulado foi de 243,1 milímetros. O Inmet estabelece como dia chuvoso qualquer um que registre volume igual ou superior a 1 milímetro. A intensidade atual dos fenômenos climáticos destaca a singularidade do momento vivenciado pela cidade.

Setembro 2026: SP Vive Mês Mais Chuvoso da História

Além do volume pluviométrico, a capital paulista tem experienciado sequências incomuns de dias com chuva. O registro mais recente aponta seis dias consecutivos de precipitação, de 9 a 14 de setembro de 2026. Historicamente, setembro teve sequências de sete dias em apenas duas ocasiões, de 8 a 14 de setembro de 1967 e de 1º a 7 de setembro de 2026, indicando um comportamento pluviométrico acima do usual. O instituto informa que a média histórica para o mês é de 1,8 dia de chuva sequencial, e que em toda a série, houve apenas sete registros de setembros com mais de cinco dias seguidos de chuva. A maior sequência contínua de chuvas já observada na estação do Mirante de Santana, considerando todos os meses entre 1961 e 2026, foi de quinze dias, registrada de 10 a 24 de fevereiro de 1970.

O cenário de umidade intensa vai além do espaço público, adentrando os lares dos paulistanos. A persistência da chuva e a reduzida presença de sol têm levado a situações como vidros “suados”, toalhas que demoram a secar e o surgimento de mofo em diversos ambientes. Diferente dos meses de verão, onde períodos ensolarados costumam intercalar os dias chuvosos, contribuindo para a secagem dos locais, o panorama atual é de umidade constante, refletindo diretamente na rotina dos moradores.

Os registros históricos do Inmet evidenciam a magnitude do volume em 2026 ao elencar os cinco setembros mais chuvosos da série. Em primeiro lugar está o ano de 2026, com 253,8 milímetros. Na segunda posição, figura 1983, com 243,1 milímetros. O terceiro lugar é de 1993, com 206,7 milímetros, seguido por 2015, com 201,7 milímetros, e 2009, que acumulou 192,2 milímetros. Esses dados reforçam a excepcionalidade do corrente mês de setembro.

A previsão para a segunda-feira, 14 de setembro, na capital e região metropolitana de São Paulo, indicava chuvas de forte intensidade. Meteorologistas apontaram que, apesar da intensidade, a chuva não deveria ser acompanhada de raios e ventania, mas sim de precipitações que se sucederiam ao longo do dia. Em razão do solo já encharcado, foi alertado para um risco elevado de alagamentos e deslizamentos em várias áreas. Esse quadro é resultado da aproximação de áreas de instabilidade, combinadas com a umidade proveniente do oceano e a atuação de um cavado, um fenômeno de forte corrente de vento. A expectativa era de que a chuva começasse por volta das 13h ou 13h30 e se intensificasse entre 16h e 17h.

A temperatura também tem sido um fator marcante neste período de chuva persistente. Para a segunda-feira, a máxima na capital foi de 17°C, com uma projeção de queda para 14°C durante a noite, acompanhada por mais precipitações. Esse clima ameno e úmido é atípico para o fim do inverno, sugerindo uma transição menos gradual para as condições primaveris usualmente esperadas.

Previsão do Tempo para os Próximos Dias

Segundo as projeções da Climatempo, os dias subsequentes a essa segunda-feira também apresentaram características climáticas instáveis para São Paulo:

Setembro 2026: SP Vive Mês Mais Chuvoso da História - Imagem do artigo original

Imagem: Gustavo Moreno/STF via g1.globo.com

  • Terça-feira (15): Céu predominantemente nublado com possibilidade de garoa no período da manhã e à noite. No decorrer da tarde, houve abertura de sol, intercalada por pancadas de chuva. As temperaturas oscilaram entre 13°C (mínima) e 19°C (máxima).
  • Quarta-feira (16): A nebulosidade se manteve, com chance de garoa durante o dia e à noite. As mínimas previstas foram de 13°C e as máximas de 18°C.
  • Quinta-feira (17): O sol se mostrou mais presente, mas o dia teve muitas nuvens e períodos de céu nublado. A noite continuou com alta cobertura de nuvens. As temperaturas esperadas variavam de 13°C a 19°C.
  • Sexta-feira (18): Caracterizada por sol com muitas nuvens e períodos de céu encoberto. Pancadas de chuva foram esperadas durante a noite, com temperaturas entre 14°C e 21°C.

O alerta para chuvas significativas se estendeu para praticamente todo o estado de São Paulo, embora com variações regionais. No interior, as precipitações poderiam ser mais intensas, frequentemente acompanhadas de raios e granizo. Já na faixa leste, que engloba a Região Metropolitana e o litoral, a expectativa era de chuvas mais volumosas, porém menos tempestuosas.

A combinação de umidade excessiva dentro das residências tem sido um reflexo direto dessa sequência de dias úmidos, resultando em paredes molhadas, dificuldade na secagem de roupas e o aparecimento de mofo. A ausência de períodos de sol, que normalmente auxiliariam na secagem e ventilação dos ambientes durante as estações chuvosas, agravou a situação.

O fenômeno El Niño, em sua fase de intensificação, tem sido apontado como um dos fatores contribuidores para a formação dos cavados, sistemas de vento que, neste mês, demonstraram maior influência na formação das nuvens de chuva do que frentes frias ou ciclones. Essa atuação dos cavados mantém o tempo fechado, com chuvas frequentes e pouca exposição solar, fazendo com que o fim do inverno paulistano se apresente com temperaturas baixas e muita chuva, diferindo do padrão que comumente transiciona para a primavera.

Para mais informações sobre dados meteorológicos e previsões, acesse o site oficial do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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Este setembro de 2026 se firma, portanto, como um marco histórico de precipitações para São Paulo, demandando atenção redobrada da população para os riscos de alagamentos e a gestão da umidade residencial. Continue acompanhando nossas análises na editoria de Cidades para se manter informado sobre as condições climáticas e seus impactos na região: Clique aqui para mais notícias sobre as cidades!

Crédito da imagem: MARCO AMBROSIO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

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