Lucro Líquido Movida (MOVI3) Dispara 117% no 3º Trimestre

Economia

O lucro líquido da Movida (MOVI3) apresentou um expressivo avanço no terceiro trimestre de 2026, atingindo a marca de R$ 152 milhões. Este valor representa um aumento de 117% em comparação com o mesmo período do ano anterior, e corrobora integralmente os dados de uma prévia de resultados previamente divulgada no início do mês em questão. A locadora de veículos consolidou um desempenho robusto, impulsionado por diversas estratégias operacionais e financeiras.

A receita líquida total da companhia alcançou R$ 3,870 bilhões durante os meses de julho a setembro de 2026, indicando uma expansão de 2,8% frente ao terceiro trimestre do ano passado. No segmento de Rent-A-Car (RAC), o volume de vendas diárias registrou uma alta notável, passando de 6.085 para 7.439 mil, um crescimento de 22%. Paralelamente, a tarifa média do RAC aumentou de R$ 159 para R$ 167, o que corresponde a uma elevação de 5% no período. Nos últimos doze meses, a Movida demonstrou capacidade de expansão de sua base de consumidores, adicionando 767 mil novos clientes à sua carteira.

Lucro Líquido Movida (MOVI3) Dispara 117% no 3º Trimestre

De acordo com Gustavo Moscatelli, CEO da Movida, em declaração à Broadcast, o sólido crescimento reportado é o resultado direto de três vetores estratégicos fundamentais: a precificação eficaz dos serviços oferecidos pela companhia, a constante ampliação da sua participação de mercado e uma rigorosa disciplina na gestão dos custos operacionais. No que diz respeito especificamente à contenção de despesas, uma das inovações de maior destaque foi a expansão da rede de oficinas próprias da empresa. Moscatelli detalhou a mudança significativa na abordagem de manutenção da frota.

“Sempre realizamos toda a manutenção por intermédio de oficinas terceirizadas e iniciamos a verticalização dos processos de manutenção no começo deste ano”, explicou o executivo. Essa mudança envolveu a abertura de centros especializados na preparação de veículos seminovos para venda, bem como a introdução de ‘pit stops’ para a manutenção preventiva e rápida do segmento RAC em locais de fácil acesso, como shopping centers e supermercados. Moscatelli demonstra otimismo quanto à expansão dessa iniciativa, projetando um salto do número atual de 11 pit stops para mais de 50 ao longo do próximo ano, evidenciando o compromisso da Movida em aprimorar a eficiência e controle de seus processos internos.

Desempenho Financeiro Consolidado e Rentabilidade

A companhia registrou um Ebitda consolidado de R$ 1,795 bilhão, valor que supera em 21,4% o desempenho obtido no terceiro trimestre do ano anterior. A margem Ebitda no setor de locação de veículos atingiu um patamar impressionante de 74,2% neste período, representando uma melhora em relação aos 72,6% verificados no mesmo intervalo de 2025. Esses indicadores sublinham a capacidade da Movida de gerar resultados operacionais robustos, mantendo um alto nível de rentabilidade em seu principal segmento de atuação.

No segmento de seminovos, a Movida comercializou 20.051 veículos, número que representa uma retração de 18,1% em comparação com o mesmo período de 2025. Consequentemente, a receita líquida proveniente deste setor totalizou R$ 1,471 bilhão, uma redução de 16,2% na mesma base de comparação. Apesar da diminuição no volume e na receita na comparação anual, o CEO, Gustavo Moscatelli, ressalta que a empresa manteve a estratégia no terceiro trimestre de harmonizar o fluxo de vendas de seminovos com a sazonalidade da locação de veículos, visando otimizar a extração de valor dos ativos antes de sua revenda. Em um cotejo com o trimestre imediatamente anterior, o volume de carros vendidos permaneceu estável, enquanto a receita líquida obtida com as vendas cresceu 3,3%.

Lucro Líquido Movida (MOVI3) Dispara 117% no 3º Trimestre - Imagem do artigo original

Imagem: infomoney.com.br

Estratégia com Veículos Seminovos e Posicionamento da Frota

O CEO da Movida também destacou a política de gestão de frota da empresa, que, nos últimos três anos, tem focado na diminuição do tíquete médio dos veículos para um patamar próximo de R$ 80 mil. Moscatelli elucidou a importância dessa reorientação estratégica diante do cenário de mercado, afirmando que “o grande fluxo de veículos chineses que derrubou o preço de seminovos atingiu mais diretamente o segmento de veículos na faixa de R$ 130 mil a R$ 250 mil”. Com a modificação do mix da frota, 90% dos carros da Movida possuem um valor abaixo de R$ 90 mil, uma decisão que blindou a companhia das flutuações mais severas do mercado. “Esse carro que temos na nossa frota ainda não compete com carro chinês disponível”, reforçou o CEO, evidenciando a adaptabilidade e o planejamento da empresa frente às dinâmicas competitivas.

No tocante ao resultado financeiro, a Movida reportou R$ 900 milhões entre julho e setembro, um incremento de 13,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Quanto à dívida líquida, esta alcançou R$ 17,5 bilhões no trimestre em questão, ante R$ 15,5 bilhões registrados no terceiro trimestre de 2025. Contudo, a companhia conseguiu aprimorar significativamente seu perfil de endividamento. O prazo médio da dívida foi estendido de 3,2 anos para 4,2 anos, enquanto o custo médio foi reduzido de CDI + 1,9% ao ano para CDI + 1,8% ao ano. Essa gestão eficiente levou à melhoria do múltiplo da dívida sobre o Ebitda, que caiu de 2,74 vezes para 2,56 vezes na mesma base de comparação, um sinal claro de alívio e otimização na estrutura de capital da Movida. Para mais informações sobre o desempenho de ações no mercado, você pode acessar dados da Movida (MOVI3) em plataformas financeiras.

Gustavo Moscatelli, o principal executivo da Movida, sublinhou a melhora substancial no perfil de endividamento da empresa. Ele destacou a dispersão dos vencimentos ao longo dos próximos anos, estratégia que elimina picos de pagamento concentrados e, por consequência, mitiga possíveis ameaças ao caixa da companhia. Adicionalmente, o CEO explicou que “a geração de caixa cresceu muito mais rapidamente do que a dívida”. Embora haja uma “redução a cada trimestre”, o contexto de juros elevados e a inerente intensidade de capital necessária para operar o negócio resultam em um certo aumento das despesas financeiras. Moscatelli reconheceu que “todas as companhias que são intensivas em capital e utilizam o mercado de capitais para se financiar sofrem um pouco nesses dias”, mas reafirmou a solidez da gestão da Movida frente a esse cenário desafiador.

Confira também: Imoveis em Rio das Ostras

Em suma, a Movida (MOVI3) demonstrou resiliência e capacidade de crescimento estratégico no terceiro trimestre de 2026, com um notável aumento de 117% no lucro líquido e a implementação de inovações como as oficinas próprias e os pit stops. A reconfiguração da frota e a gestão proativa da dívida consolidam uma base sólida para a companhia. Continue acompanhando as notícias e análises econômicas em nossa editoria de Economia para ficar por dentro dos desdobramentos do mercado de locação de veículos e do cenário financeiro.

Crédito da Imagem: Divulgação

Deixe um comentário