A fuga de presos em Alcaçuz agitou a segurança penitenciária da Grande Natal neste sábado (2), quando cinco detentos conseguiram escapar da Penitenciária Estadual de Alcaçuz. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), que já iniciou procedimentos para a recaptura e apuração das circunstâncias da ocorrência.
O incidente ocorreu durante as fortes e intensas chuvas que castigaram a região de Nísia Floresta, onde o complexo prisional está localizado. Conforme relatos da Polícia Penal, os indivíduos estavam detidos na área de Triagem do Pavilhão 1 no momento da evasão. Para deixar a unidade, os presos causaram danos significativos à estrutura da cela em que se encontravam e, de forma engenhosa, confeccionaram uma corda improvisada. Esta ferramenta, amplamente conhecida no ambiente carcerário como “teresa”, foi utilizada para escalar e transpor o muro da penitenciária.
Fuga Presos Alcaçuz: Cinco Detentos Escapam na Grande Natal
Imediatamente após a constatação da fuga, todas as forças de segurança competentes foram acionadas. Um robusto esquema de diligências e operações de busca está em andamento, visando a pronta recaptura dos foragidos. As autoridades consideram a colaboração da população fundamental para o sucesso das buscas, orientando que qualquer informação relevante sobre o paradeiro dos fugitivos pode ser repassada de forma anônima e segura através do telefone 190, canal direto com a Polícia Militar.
Os cinco detentos que lograram êxito na fuga foram prontamente identificados pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap). Os nomes divulgados são: Carlos Soares Alves da Silva, Jefferson Cleyton Lima da Silva, Maycon Dias Mora, Pedro Gabriel da Silva e Rodrigo da Silva Nascimento. As informações detalhadas sobre os fugitivos, incluindo características e quaisquer dados que facilitem o reconhecimento, estão sendo amplamente disseminadas entre as equipes envolvidas na operação de busca, intensificando os esforços para sua localização.
Em nota oficial, a Seap reafirmou seu compromisso com a transparência e a segurança institucional. A secretaria comunicou a abertura imediata de um procedimento administrativo interno, que terá como finalidade apurar detalhadamente as causas, identificar possíveis falhas e esclarecer todas as circunstâncias que levaram à evasão dos presos. A medida busca não apenas identificar responsabilidades, mas também implementar eventuais melhorias nos protocolos de segurança e monitoramento da unidade, com o objetivo de prevenir futuros incidentes de natureza similar.
A última fuga registrada e documentada na Penitenciária de Alcaçuz, segundo dados fornecidos pela própria secretaria, havia ocorrido em julho de 2021. O retorno de um evento de evasão levanta discussões sobre a infraestrutura prisional e os desafios inerentes à gestão de complexos de grande porte, especialmente em cenários com histórico notável de ocorrências.
Histórico da Penitenciária Estadual de Alcaçuz
A Penitenciária Estadual de Alcaçuz é a maior unidade prisional do Rio Grande do Norte e possui um passado marcado por incidentes críticos. O mais grave deles, amplamente repercutido nacional e internacionalmente, foi a rebelião que eclodiu em janeiro de 2017. Este episódio violento resultou na morte de 26 presos, sendo que a maioria das vítimas foi brutalmente decapitada durante confrontos internos entre facções criminosas rivais. Adicionalmente, em meio ao caos daquela crise, 56 outros detentos aproveitaram a oportunidade para fugir da custódia do Estado. O evento trágico ficou eternamente conhecido na memória pública como o “Massacre de Alcaçuz”.

Imagem: g1.globo.com
A unidade prisional de Alcaçuz foi inaugurada em 1998 com a promessa de ser a solução para os graves problemas e a superlotação crônica que afetavam outra conhecida e problemática instituição penitenciária do estado, a Penitenciária Central Doutor João Chaves. Esta última era tristemente famosa e apelidada de “Caldeirão do Diabo”, localizada na Zona Norte de Natal, evidenciando as dificuldades persistentes do sistema carcerário potiguar ao longo das décadas. A arquitetura e os protocolos de segurança de Alcaçuz, apesar de sua intenção original de modernização, foram, desde sua criação, constantemente testados e questionados. Este incidente mais recente, uma fuga ocorrida sob condições climáticas adversas, reforça a necessidade de vigilância constante e investimentos contínuos em segurança e gestão.
Os desafios enfrentados pelo sistema penitenciário de Alcaçuz e pelo sistema prisional do Rio Grande do Norte como um todo espelham as dificuldades enfrentadas nacionalmente. O sistema carcerário brasileiro, de maneira geral, enfrenta múltiplos desafios estruturais e operacionais que se refletem em episódios como o ocorrido na Grande Natal. A busca pelos cinco foragidos mobiliza significativamente as forças de segurança pública locais e intensifica a pressão por respostas mais efetivas e maior rigor nas medidas de controle dentro das unidades prisionais.
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Crédito da imagem: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi | Reprodução

