França impõe favoritismo e mira recordes inéditos na Copa 2026

Esportes

A seleção da França na Copa do Mundo de 2026 se solidifica como o grande destaque e favorito ao título. A jornada do time sob a liderança de Didier Deschamps ainda reserva os confrontos finais, com a semifinal agendada para esta terça-feira, 14, contra a Espanha, seguida pela decisão ou disputa do terceiro lugar. Este percurso já igualou diversas marcas históricas e aponta para a possibilidade de estabelecer novos recordes sem precedentes no futebol mundial.

Desde o início do torneio, o status de favoritismo da equipe francesa tem sido não apenas mantido, mas amplificado a cada fase superada. A consistência em campo e o desempenho dominante dos jogadores resultaram em um trajeto que redefiniu as expectativas para o bicampeonato mundial consecutivo, consolidando a França como uma força hegemônica na elite do futebol internacional.

França impõe favoritismo e mira recordes inéditos na Copa 2026

A recente classificação para as semifinais eleva esta geração francesa a um patamar exclusivo na história do futebol. Apenas cinco seleções em todos os tempos conseguiram o feito de alcançar três semifinais de Copas do Mundo de forma consecutiva. Entre essas, a Alemanha o realizou por três vezes (nas sequências de 1966 a 1974, de 1982 a 1990 e, em uma notável quadra, de 2002 a 2014) e o Brasil alcançou tal sequência entre 1994 e 2002. As equipes que chegaram a este estágio repetidas vezes invariavelmente disputaram ao menos uma final e conquistaram pelo menos um título mundial, espelhando a busca atual da França. Em um paralelo com a Alemanha (1982-1990) e o Brasil daquela era dourada, a atual França tem a oportunidade de disputar sua terceira final consecutiva, um feito raríssimo que adicionaria ainda mais brilho à sua trajetória.

O desafio de chegar a três finais consecutivas tem paralelos históricos inspiradores. A Alemanha de 1982-1990 conquistou o título apenas em sua terceira tentativa. Já a seleção brasileira, entre 1994 e 2002, sagrou-se campeã na primeira e na terceira decisões, oferecendo um modelo de sucesso que a França tenta replicar neste ciclo. Contudo, apesar da impressionante continuidade nas campanhas, a longevidade dos elencos não é universal. Apenas três jogadores atuais participaram ativamente em todas as Copas desta sequência. Lucas Hernández, por exemplo, que foi peça-chave em 2018, sofreu uma lesão na estreia em 2022 e, apesar de parte do grupo atual, não esteve em campo nesta edição. Ousmane Dembélé, por outro lado, vivenciou uma ascensão notável; atuou em partidas pontuais em 2018 (sem participar da final), tornou-se titular absoluto em 2022 e hoje é uma das principais referências técnicas da equipe, detentor de dois títulos europeus pelo Paris Saint-Germain, além de ter recebido as honrarias da FIFA e da revista France Football como melhor jogador do mundo no ano anterior.

Destaques Individuais e a Constância Vencedora

Ainda assim, a verdadeira constante em campo nas últimas três campanhas que definem esta geração francesa vencedora é Kylian Mbappé. O atacante já participou de três edições da Copa do Mundo. Chegou às finais nas duas primeiras e, nesta terceira, já garantiu um lugar na semifinal. O atleta do Real Madrid está envolvido em um embate épico pela artilharia histórica dos Mundiais contra Lionel Messi, com 20 gols contra 21 do argentino. Vale ressaltar que Messi atingiu este número com o dobro de participações. Na atual edição de 2026, Mbappé e Messi lideram a lista de artilheiros, ambos com oito gols marcados até o momento (Messi ainda tem a disputa das quartas de final pela frente em sua jornada). Além da briga por recordes individuais, a sua presença e gols são determinantes para o sucesso coletivo.

No comando técnico, Didier Deschamps, o capitão do time que conquistou o primeiro título mundial para a França em 1998, é um recordista em si. Em sua quarta Copa do Mundo como treinador, ele já é o comandante com mais vitórias na história da competição, acumulando 19 triunfos. A FIFA, importante entidade global do futebol, conforme seus dados e diretrizes de registro, não computa o confronto contra a Noruega nesta edição para seu total de jogos, visto que ele não esteve à beira do gramado. Ao término do Mundial, com as duas partidas finais a serem realizadas pela equipe francesa, Deschamps se tornará o treinador com o maior número de jogos em Copas do Mundo, atingindo a marca de 26 partidas, superando Helmut Schön da Alemanha, que teve 25 jogos entre 1966 e 1978. Essa longevidade e sucesso no banco de reservas demonstram a sua capacidade de liderar gerações de jogadores.

O Novo Talento e o Potencial do Grupo

A força assustadora da equipe francesa reside também em sua renovação e potencial de conquistas futuras, mesmo com poucos nomes se repetindo de forma constante. Dos 26 jogadores convocados para a Copa de 2026, impressionantes 21 atletas possuem menos de 30 anos de idade, o que indica que grande parte deste elenco tem grandes expectativas de disputar pelo menos mais uma Copa em altíssimo nível, mantendo o país entre os protagonistas do futebol mundial por muitos anos. Entre esses jovens talentos em ascensão está o meio-campista Michael Olise, de 24 anos.

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Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br

Olise, uma das promessas que elevou ainda mais o patamar técnico da França neste ciclo, nasceu e cresceu na Inglaterra, sendo filho de pai nigeriano e mãe francesa. Sua trajetória internacional o viu defender a França desde as categorias de base, mas sua estreia na seleção principal ocorreu em setembro de 2024. A essa altura, seu talento havia florescido notavelmente no Crystal Palace, um clube inglês considerado modesto, o que culminou em uma transferência de grande destaque para o gigante alemão Bayern de Munique. Nesta Copa, Michael Olise, diferentemente de Mbappé, que acumula oito gols, e Dembélé, com cinco, ainda não marcou. Contudo, seu impacto tem sido como o de um exímio “garçom”, demonstrando uma maestria na criação de jogadas que há muito tempo não se via. Ele já registra cinco assistências e está a apenas um passe para gol de igualar o histórico recorde estabelecido por Pelé em 1970, o que reforça que a prolífica campanha ofensiva da França seria bem menos impactante sem a sua visão de jogo e precisão nos passes decisivos.

A Procura pelo Recorde de Invencibilidade e o Futuro

Além de todas as marcas históricas individuais e coletivas que diversos membros da atual equipe francesa já estão conquistando, a seleção almeja um feito que será unicamente obra de todos os envolvidos na campanha de 2026. Com mais duas vitórias nesta edição, que assegurariam o terceiro título mundial para a França, este grupo excepcional superaria o recorde estabelecido pela seleção brasileira de 2002. Naquela ocasião, o Brasil venceu todas as sete partidas disputadas para se sagrar campeão. Alcançando oito vitórias consecutivas nesta Copa, os nomes do elenco de 2026 garantirão seu lugar no imaginário livro de recordes dos Mundiais. Este feito os eternizaria na história, pelo menos até a Copa de 2030, quando, segundo as expectativas e a evidente evolução do futebol francês, a França deverá novamente competir com força máxima, buscando fazer história mais uma vez e reforçar sua hegemonia no cenário internacional.

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A trajetória da seleção francesa na Copa do Mundo de 2026 tem sido notável, marcada por um favoritismo crescente e a busca incessante por recordes históricos, tanto individuais quanto coletivos. A combinação de veteranos campeões, talentos consagrados como Mbappé e Dembélé, a liderança de Deschamps e a ascensão de novas estrelas como Olise, coloca a equipe em uma posição única para marcar uma era. Continue acompanhando todas as emoções e os desenvolvimentos do futebol na nossa editoria de Esportes e não perca nenhum lance dos grandes eventos mundiais.

Crédito da imagem: REUTERS/Jeenah Moon

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