A cotação do dólar registrou uma queda significativa nesta segunda-feira (18), encerrando o dia negociado abaixo da marca de R$ 5. A desvalorização da moeda americana, que recuou 1,34% e foi vendida a R$ 4,998, é reflexo direto da diminuição das tensões geopolíticas, especialmente após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a suspensão de uma possível ação militar contra o Irã. Esse movimento impulsionou a recuperação nos mercados internacionais, enquanto a bolsa brasileira teve um desempenho mais comedido.
O dia para a moeda americana começou com a cotação em R$ 5,04. Contudo, as notícias provenientes da diplomacia norte-americana contribuíram para que a divisa se estabilizasse abaixo de R$ 5 nas horas finais do pregão. Analisando o acumulado de maio, o dólar exibe uma valorização de 0,92%, embora o balanço de 2026 revele uma depreciação acumulada de 8,93%.
Dólar Cai Abaixo de R$ 5 com Recuo de Trump sobre Irã
O recente recuo do dólar, que fechou abaixo de R$ 5, ilustra a sensibilidade dos mercados às dinâmicas internacionais, com o comunicado de Trump atuando como catalisador das negociações com o Irã. O contexto econômico global permanece em constante análise por especialistas e investidores, reforçando a necessidade de observar os fatores externos.
Distensão Geopolítica e Repercussões no Câmbio
A sinalização do presidente Donald Trump foi crucial para acalmar a aversão ao risco que pairava sobre os mercados globais. A suspensão de uma operação militar planejada contra o Irã, com o objetivo de abrir espaço para negociações diplomáticas com Teerã, teve um efeito imediato. Essa decisão minimizou a pressão sobre os chamados ativos de risco, que estavam sob escrutínio em decorrência do receio de uma escalada de conflito no Oriente Médio e seus possíveis impactos na inflação mundial e nos preços do petróleo. Para entender melhor como os conflitos geopolíticos afetam a economia global e os investimentos, estudos mostram a forte interconexão desses fatores. Em consequência, o dólar perdeu terreno frente a diversas divisas emergentes, incluindo o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano, demonstrando um alívio generalizado.
Fatores Domésticos no Apoio ao Real
Adicionalmente ao cenário externo mais favorável, o mercado cambial brasileiro passou por ajustes técnicos após a recente valorização do dólar no âmbito nacional. A percepção de que a política monetária no Brasil manterá taxas de juros elevadas por um período mais extenso também contribuiu para a valorização do real. Uma pesquisa semanal do Banco Central, o Boletim Focus, projetou uma elevação para a taxa Selic ao fim de 2026, atingindo 13,25% ao ano. Em contraste, dados da economia local, como a queda de 0,7% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em março (comparado ao mês anterior), um resultado aquém das expectativas do mercado, foram menos determinantes para o movimento da moeda neste período, ficando em segundo plano.
Cenário Misto na Bolsa de Valores
O mercado acionário, por sua vez, experimentou uma jornada com flutuações. O Ibovespa, principal indicador da B3, finalizou a segunda-feira com uma leve queda de 0,17%, alcançando 176.975,82 pontos. Ao longo do dia, por volta das 15h30, o índice chegou a registrar uma desvalorização maior, de 0,83%, mas conseguiu se recuperar à medida que as notícias sobre a redução das tensões no Oriente Médio se consolidavam. Apesar de ter atingido um recorde histórico em abril, o Ibovespa contabiliza um recuo de 5,52% em maio. No panorama anual, no entanto, o índice sustenta um ganho acumulado de 9,84%. Dados fornecidos pela B3 indicam que investidores estrangeiros retiraram um montante líquido de R$ 3,9 bilhões da bolsa brasileira até a metade do mês de maio, refletindo uma cautela no capital externo.
Preços do Petróleo em Alta com Volatilidade
Pelo segundo dia consecutivo, os preços do petróleo registraram alta no mercado internacional. O barril de Brent, referência para as transações globais, foi negociado a US$ 112,10, um acréscimo de 2,6%. Já o barril de WTI, que serve de benchmark para os Estados Unidos, valorizou-se em 3,33%, encerrando o dia a US$ 104,38. Ambos os tipos de petróleo demonstraram uma certa desaceleração em seu ritmo de alta após o anúncio de Trump sobre o adiamento da ofensiva militar no Irã, o que sugeriu um certo arrefecimento da percepção de risco sobre o fornecimento global, mitigando ganhos maiores que poderiam ser observados em um cenário de maior incerteza geopolítica.
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O dia financeiro, marcado pelo recuo do dólar abaixo de R$ 5, reitera a constante influência de fatores externos, como a política internacional, sobre a economia brasileira. Para mais detalhes sobre as implicações desses movimentos nos mercados e a economia, acesse nossas análises sobre Economia e explore conteúdos relacionados. Acompanhe a Hora de Começar para ficar sempre bem informado sobre os principais acontecimentos que afetam seu bolso e o cenário global.
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