O CISO Next, uma inovadora iniciativa colaborativa, foi criado para endereçar o panorama cada vez mais complexo das ameaças cibernéticas. Em um momento de avanços tecnológicos e riscos crescentes, a segurança digital assume uma posição estratégica fundamental para a sustentabilidade e operação dos negócios. Neste cenário, a figura do Chief Information Security Officer (CISO) transcende a responsabilidade meramente técnica, incorporando uma função de planejamento crucial ao integrar gestão de riscos, inovação e tomadas de decisão corporativas em um ambiente de constante transformação.
Essa evolução das demandas acompanha um incremento significativo nos investimentos para proteção contra o cibercrime. De acordo com projeções da Mordor Intelligence, empresa especializada em análise de mercado, o mercado global de cibersegurança, que atingiu o valor de US$ 264,43 bilhões em 2026, é estimado a escalar para US$ 471,88 bilhões. Essa expansão robusta reflete uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 12,28% e é impulsionada, principalmente, pela adoção de arquiteturas de confiança zero, pela integração de defesas em tecnologia da informação (TI) e tecnologia operacional (TO), e pelos preparativos antecipados para a criptografia quântica. Tais expectativas de crescimento são condizentes com o vultuoso capital aportado no setor.
Grandes desafios como esses são observados em companhias de diversos setores, reiterando a importância de um esforço conjunto. Por isso, a troca de conhecimentos entre lideranças do campo pode prover percepções valiosas e informações relevantes, fortalecendo a capacidade de identificar, mitigar e reagir a vulnerabilidades. Foi com este propósito que a Claro empresas, em conjunto com a MIT Technology Review Brasil, deu vida à iniciativa que agora recebe a manchete de
CISO Next: Comunidade reúne líderes contra riscos cibernéticos
, um fórum para alguns dos mais destacados executivos de segurança da informação do país. O objetivo é debater as adversidades críticas da proteção cibernética no Brasil e forjar rotas mais colaborativas para o futuro digital do país.
Carlos Aros, editor-executivo da MIT Technology Review Brasil, sublinha o princípio basilar do projeto: “A colaboração é a premissa por trás do CISO Next. Cibersegurança é um tema central e estratégico para empresas e governos, um assunto complexo e que demanda respostas igualmente complexas. Nossos conteúdos se ancoram na visão acadêmica e em dados e fatos extraídos do dia a dia do mercado. E é exatamente esse o encaminhamento que daremos aqui: explorar as ideias e os insights de lideranças que atuam em diferentes setores, construindo conhecimento e endereçando soluções de forma colaborativa e com base em cenários reais, a partir da experiência de quem faz o dia a dia do setor”. A declaração de Aros ressalta o foco da iniciativa na geração de conhecimento prático e direcionado a partir da experiência de seus membros.
Colaboração e Interesse Coletivo em Foco
O CISO Next surge com a meta de estabelecer a gestão de riscos cibernéticos como uma pauta estratégica crucial para o progresso econômico e tecnológico do Brasil. Diante da singularidade e complexidade das exigências do mercado brasileiro, é indispensável fomentar a troca de melhores práticas que possam dinamizar o setor. A afirmação é de Denis Nesi, CISO da Claro e um dos criadores do projeto, ao lado de Paulo Martins, diretor de Segurança da Informação da Claro empresas. Um pilar central da comunidade CISO Next é a convicção de que a segurança cibernética deve ser considerada um interesse coletivo. Isso se deve à natureza interconectada do ecossistema digital contemporâneo, onde fragilidades em uma entidade podem gerar efeitos cascata sobre cadeias de valor inteiras.
Nesse contexto de dependência mútua, o CISO Next dissemina uma mensagem categórica ao mercado: a um ambiente digital mais seguro beneficia a todas as organizações no combate ao cibercrime, tornando a cooperação uma parte intrínseca da solução. Paulo Martins complementa ao citar que a maior parcela da produtividade corporativa se assenta na automação e conectividade, com a inteligência artificial (IA) generativa surgindo recentemente como uma dualidade de oportunidades e desafios. Segundo ele, “o CISO Next tem o objetivo de fornecer informações, diretrizes e boas práticas considerando a realidade brasileira e ajudando a elevar todos para o patamar adequado de proteção”. A comunidade também irá disponibilizar uma frente estruturada de conteúdo, composta por artigos, análises e entrevistas, fundamentada nas discussões e percepções dos encontros. Este acervo será integrado a uma seção exclusiva dentro do hub de conteúdo da Claro empresas, o Próximo Nível, com a curadoria da MIT Technology Review Brasil.
Para o futuro dos negócios e o avanço da economia, a segurança de dados e sistemas é primordial. O investimento em cibersegurança cresce globalmente, conforme demonstrado em estudos, exigindo uma abordagem estratégica e coordenada. Uma análise recente do cenário nacional, publicada no Valor Econômico, mostra que os gastos com cibersegurança no Brasil estão em ascensão, mas os riscos persistem, realçando a relevância de iniciativas como o CISO Next.

Imagem: Getty Images e Arte via valor.globo.com
Conclusões do Primeiro Encontro e Eixos Futuros
O primeiro encontro de lideranças participantes do CISO Next ocorreu em São Paulo (SP) e reuniu representantes de diversas companhias e setores, como Dan Harif, da Vale; Vitor Sena, da Gerdau; Tiago Iahn, do Serpro; e Leandro Granja, do Santander. O debate inicial validou uma observação fundamental: a cibersegurança deixou de ser meramente uma barreira, um custo ou uma área de contenção. Ela passou a figurar como um fator de viabilidade intrínseca para a continuidade dos negócios. Essa transformação impacta diretamente o papel do CISO, ampliando a pressão sobre as lideranças técnicas e requerendo uma constante “tradução” dos riscos técnicos para a linguagem estratégica corporativa.
O diálogo foi embasado por um pressuposto chave, levantado pela MIT Internet Policy Research Initiative e pelo Federal Reserve em um estudo conjunto. Este estudo, resultando no relatório “Measuring Cyber Risk in the Financial Services Sector” de 2024, indicou a persistente dificuldade em quantificar o risco cibernético, principalmente pela escassez de dados padronizados. Essa carência limita severamente a tomada de decisões de gestão, a calibração do apetite ao risco e a capacidade de comparação entre pares. Complementarmente, o paper “Mind the Gap”, também do MIT, propõe comparar posturas de segurança com grupos equivalentes para tornar o risco mais mensurável e passível de ação. Partindo dessa fundamentação metodológica, quatro pilares centrais emergiram nas discussões:
- **Mensuração de Risco:** A necessidade urgente de métricas confiáveis para uma avaliação precisa do risco.
- **Mudança de Abordagem:** O foco deve transitar da prevenção absoluta de incidentes para a garantia de uma resposta rápida, a resiliência e continuidade do negócio, e a gestão compartilhada de riscos.
- **Regulamentação:** O desafio não é a ausência de normas, mas sim a complexidade e fragmentação regulatória, que complica o equilíbrio entre conformidade e eficácia da segurança.
- **Inteligência Artificial (IA):** A aceleração na adoção de modelos de IA e automação, apesar das promessas de produtividade, apresenta um desafio substancial devido à falta proporcional de governança, validação de dados e clareza de responsabilidades. A automação pode gerar eficiências, mas, desprovida de governança, igualmente expande a superfície de incerteza, conforme apontado pelo MIT.
O CISO Next e este primeiro encontro rebatem, portanto, com uma mensagem concisa e direta: converter a cibersegurança em um elemento vital dos negócios exige menos retórica e mais foco em métricas concretas, transparência, governança rigorosa e cooperação estratégica entre os envolvidos. O futuro da proteção digital e a resiliência das empresas no Brasil passam por essas transformações.
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O CISO Next consolida-se como um passo decisivo para fortalecer o ecossistema de segurança cibernética no Brasil, impulsionando a colaboração e a inovação. Com debates aprofundados e a produção de conteúdo relevante, a iniciativa promete guiar empresas na construção de defesas mais robustas. Acompanhe as últimas notícias e análises sobre o mercado e economia, incluindo as inovações em cibersegurança, em nossa editoria de Economia no blog.
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