A Agência Nacional de Águas (ANA) confirmou a decisão de que o Sistema Cantareira manterá a captação de água menor em junho, operando integralmente na Faixa 2 – Atenção. A medida impõe importantes restrições no volume de captação de recursos hídricos dos rios e reservatórios da bacia, um esforço estratégico durante o período de estiagem, que se estende anualmente até novembro.
Esta política de gerenciamento de recursos hídricos é crucial para assegurar o equilíbrio dos níveis nos reservatórios dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. A imposição da Faixa de Atenção afeta diretamente a operação da Sabesp, a companhia de água e saneamento responsável pelo abastecimento na capital paulista e em diversos municípios adjacentes.
Cantareira Manterá Captação de Água Menor em Junho
O Cantareira, geograficamente posicionado ao norte e nordeste da região metropolitana de São Paulo, destaca-se como o maior dos sete sistemas que abastecem a região. Sua infraestrutura é vital, provendo cerca de metade do volume de água necessário para atender aproximadamente 38 municípios. Assim, a decisão de que o **Cantareira manterá a captação de água menor em junho** possui implicações diretas na gestão da oferta hídrica e na sustentabilidade do abastecimento metropolitano.
Restrições e Recomendações para o Uso da Água
Dentro do cenário da Faixa 2 – Atenção, a capacidade de captação da Sabesp fica limitada a 31 metros cúbicos por segundo (m³/s). Esse volume representa uma redução notável em comparação ao fluxo normal de captação, que atinge 33 m³/s em condições operacionais sem restrições. Tal diminuição é estratégica e busca garantir a segurança hídrica da região, evitando uma sobrecarga nos reservatórios durante a época mais seca do ano.
Tanto a Agência Nacional de Águas (ANA) quanto a SP Águas reforçaram, em comunicado, a importância inadiável da adoção de medidas operacionais eficazes na gestão da demanda por serviços de abastecimento. As diretrizes contemplam iniciativas para a redução contínua do consumo de água, bem como a diminuição de perdas ao longo da cadeia de distribuição. Adicionalmente, as agências estimulam vivamente a população a empregar o recurso de forma consciente e racional. A manutenção do patamar de restrição ocorre em alinhamento com as diretrizes da Agência Nacional de Águas (ANA) para gestão de bacias hídricas no contexto da segurança hídrica, como exemplificado pelas resoluções sobre o Sistema Cantareira da própria ANA, disponíveis em seu portal oficial. Esta abordagem é fundamental para preservar os volumes armazenados e enfrentar os desafios climáticos.
Em resposta ao panorama de seca iminente e em caráter preventivo, a Sabesp tem implementado ações contínuas voltadas para a diminuição de perdas no sistema. Uma dessas ações, iniciada já na estiagem do ano anterior, envolve a redução estratégica da pressão da água em parte do dia. Essa medida visa otimizar o uso do recurso e mitigar desperdícios. O governo do estado tem demonstrado proatividade, adotando medidas preventivas para se antecipar a um possível agravamento das secas, especialmente considerando a alta probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño neste ano.
Combate e Prevenção a Incêndios e Queimadas
Paralelamente às preocupações com o manejo hídrico, outra frente de atuação intensiva tem sido a prevenção de incêndios e queimadas. Uma operação conjunta, orquestrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pelos batalhões da Polícia Militar Ambiental, identificou irregularidades em expressivos 179 locais. As ações resultaram na lavratura de 639 Termos de Vistoria Ambiental e na emissão de cinco boletins de ocorrência, conforme divulgado pelo MP-SP.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Os trabalhos de fiscalização abrangeram minuciosamente as condições de manutenção dos aceiros — faixas livres de vegetação que servem como barreiras de contenção para o avanço das chamas — e a situação das faixas de domínio localizadas nas margens de estradas e ferrovias. Especificamente no setor sucroalcooleiro, a fiscalização aprofundou a análise dos planos de prevenção de incêndios e a verificação da implementação efetiva das medidas preventivas planejadas, conforme nota do Ministério Público.
O programa de prevenção de incêndios e queimadas passou por um significativo aprimoramento em 2024, ano em que o estado enfrentou incêndios de grande extensão nas lavouras de cana. A fumaça, na ocasião, alcançou vastas áreas urbanas, incluindo a própria capital. Desde então, órgãos de fiscalização ambiental, Defesa Civil e outras instituições parceiras têm atuado em regime de colaboração integrada para assegurar que situações de tamanha gravidade não voltem a ocorrer.
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Em síntese, a decisão da ANA de manter a captação restrita no Sistema Cantareira é uma resposta calculada à realidade climática e um esforço para garantir a segurança hídrica da região metropolitana de São Paulo. Ao lado de rigorosas fiscalizações contra queimadas, o estado reforça sua postura preventiva para enfrentar os desafios ambientais. Para se aprofundar nas discussões sobre gestão urbana e ambiental no Brasil, continue acompanhando as notícias em nossa editoria de Cidades.
Crédito da Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil
