Brasil perde no Mundial de Basquete em Cadeira de Rodas

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As seleções brasileiras de basquete em cadeira de rodas enfrentam um início desafiador no Campeonato Mundial da modalidade, que ocorre em Ottawa, Canadá. Ambas as equipes, masculina e feminina, ainda buscam a primeira vitória na competição internacional, acumulando resultados desfavoráveis nos primeiros confrontos. A quinta-feira (10) marcou a estreia da equipe masculina, que registrou uma derrota expressiva, enquanto o time feminino sofreu seu segundo revés, em uma partida mais equilibrada.

O palco para esses duelos tem sido os renomados ginásios da Carleton University e o TD Place, que sediam os jogos deste torneio de grande relevância no calendário paralímpico. Os torcedores e interessados na modalidade podem acompanhar a cobertura completa da competição, incluindo transmissões ao vivo, por meio do canal oficial da Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF, em sua sigla em inglês), garantindo acesso a todas as emoções dos embates.

Brasil perde no Mundial de Basquete em Cadeira de Rodas

Nesta quinta-feira (10), a equipe masculina do Brasil iniciou sua jornada no Mundial com uma derrota contundente por 77 a 32 para a seleção da Itália, em jogo disputado na Carleton University. No setor feminino, em sua segunda rodada de partidas, as brasileiras não conseguiram superar a Espanha, sendo superadas por 70 a 63 no TD Place, após um confronto de intensidade e momentos de liderança para o time nacional. Estes resultados sublinham a necessidade de ajustes e reações rápidas para as delegações brasileiras, que enfrentam potências da modalidade desde o princípio.

Análise da Estreia Masculina e os Próximos Passos

A estreia da seleção masculina de basquete em cadeira de rodas contra a Itália evidenciou algumas dificuldades cruciais. A equipe brasileira demonstrou uma baixa eficiência nos arremessos, acertando apenas 29% de suas 55 tentativas de cesta, em contraste com a performance dos italianos, que alcançaram 55% de aproveitamento em 63 lances. Esse desequilíbrio na pontaria foi um fator determinante para a ampla margem do placar.

Além disso, o controle do garrafão foi outra área onde os adversários europeus levaram a melhor. A Itália conquistou 41 rebotes, enquanto o Brasil obteve 29, limitando as segundas chances de pontuação e concedendo mais posses de bola aos oponentes. Individualmente, o destaque da equipe verde e amarela foi Cristiano Clemente, conhecido como Juninho, que contribuiu com oito pontos, sete rebotes e três assistências, exibindo sua versatilidade em quadra mesmo diante do revés.

Em busca da recuperação, o Brasil terá um desafio monumental nesta sexta-feira (11), quando enfrentará, às 18h (horário de Brasília), a poderosa equipe dos Estados Unidos no TD Place. Os norte-americanos são os atuais campeões mundiais e tricampeões paralímpicos, o que reforça a magnitude do confronto. A fase de grupos será encerrada no domingo (13), às 17h45, com um embate contra a Holanda, país de origem do técnico brasileiro Cees Van Rootselaar, novamente na Carleton University.

O torneio masculino conta com 16 seleções participantes, organizadas em quatro grupos. A seleção brasileira está inserida no Grupo A. Somente os dois primeiros colocados de cada chave avançarão para as quartas de final, tornando cada jogo remanescente uma etapa eliminatória em potencial para o time brasileiro.

Desafios e Desempenho da Equipe Feminina

A seleção feminina do Brasil travou uma batalha acirrada contra a Espanha, exibindo momentos de resiliência e até mesmo liderança temporária no terceiro e no último quarto da partida. Apesar dos esforços, a equipe não conseguiu sustentar a pressão das adversárias europeias até o fim do confronto.

Um aspecto crucial que desequilibrou o placar foi a execução dos lances livres. As espanholas tiveram mais oportunidades da linha de lances livres, convertendo dez de seus 13 arremessos, enquanto as brasileiras, apesar de acertarem todos os seus cinco lances livres, tiveram um número significativamente menor de chances. A experiência de Vileide Almeida foi um diferencial para a equipe verde e amarela, liderando com 18 pontos, cinco rebotes e sete assistências, sendo peça fundamental na construção das jogadas.

Este resultado marcou o segundo insucesso consecutivo da equipe comandada por Evelyn Barbian, que, na quarta-feira (9), havia perdido para a Grã-Bretanha por 78 a 41, também no TD Place. O próximo desafio para as atletas brasileiras será no sábado (12), às 15h30, na Carleton University, contra a Austrália, uma nação com um histórico paralímpico robusto, que acumula quatro medalhas (três pratas e um bronze) na modalidade.

O Mundial feminino reúne 12 países, divididos em duas chaves. O Brasil é integrante do Grupo B e, após os jogos contra Grã-Bretanha e Espanha, ainda terá pela frente os times da China e do Canadá em sua campanha. Avançarão para as quartas de final as quatro melhores seleções de cada grupo, o que mantém as chances brasileiras vivas, mas exige vitórias nas próximas rodadas.

Para aqueles que desejam acompanhar as disputas de perto, a Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF) oferece a transmissão ao vivo de todas as partidas em seu canal oficial, permitindo que fãs do mundo todo não percam nenhum lance deste importante Campeonato Mundial.

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Em resumo, as seleções brasileiras de basquete em cadeira de rodas continuam em busca de sua primeira vitória no Mundial de Ottawa, enfrentando adversários de peso e mostrando pontos que necessitam de aprimoramento. Os próximos jogos serão cruciais para a permanência na competição e para o alcance dos objetivos das equipes. Para mais novidades sobre esportes paralímpicos e competições internacionais, acompanhe a editoria de Esporte em nosso portal e fique por dentro de todos os detalhes.

Crédito da imagem: Aline Leal

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