Ataques de Drones no Mar Negro Afundam Navio e Causam Resgates

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Nesta terça-feira, 13 de fevereiro, os ataques de drones no Mar Negro intensificaram as preocupações sobre a segurança marítima na região. Duas embarcações foram atingidas próximo à costa da Bulgária, resultando no naufrágio de um dos navios e desencadeando uma complexa operação de resgate. As informações foram confirmadas pelo primeiro-ministro búlgaro, Rumen Radev.

Os incidentes exigiram uma resposta imediata das equipes de emergência, que se mobilizaram para socorrer os tripulantes envolvidos. A dinâmica e o local dos ataques reforçam o cenário de escalada de hostilidades no crucial corredor marítimo do Leste Europeu, impactando diretamente o transporte comercial.

Ataques de Drones no Mar Negro Afundam Navio e Causam Resgates

Um dos navios atingidos foi o Chelsea 3, que opera sob bandeira maltesa. Dos quinze membros da tripulação, todos foram resgatados com sucesso, conforme divulgado por Radev em um vídeo nas redes sociais. Cinco desses tripulantes necessitaram de atendimento médico devido a ferimentos leves. A tripulação, composta por sete cidadãos ucranianos e oito azerbaijanos, relatou que a embarcação sofreu impactos diretos no convés e no casco por três drones aéreos. Os ataques ocorreram a uma distância de aproximadamente 29 quilômetros e 27,5 quilômetros da costa búlgara.

Sobre a segunda embarcação envolvida, que infelizmente afundou após o incidente, as autoridades confirmaram o resgate de um de seus tripulantes. Contudo, detalhes adicionais a respeito dos demais ocupantes ou da identificação do navio não foram fornecidos imediatamente pelo primeiro-ministro búlgaro. Este silêncio em torno do segundo incidente sugere a complexidade das operações ou a necessidade de mais tempo para a consolidação das informações.

Reações Políticas e Pedidos de Ajuda

Em uma reunião de emergência com o Conselho de Segurança da Bulgária realizada também nesta terça-feira, Rumen Radev qualificou os ataques como “absolutamente inaceitáveis”. O líder búlgaro destacou a gravidade da situação e anunciou que o país buscará apoio e auxílio tanto da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) quanto da União Europeia. Essa solicitação reforça a preocupação crescente com a estabilidade e a segurança marítima na região, pautas constantemente debatidas por organizações como a OTAN, que possui um histórico de atuação na garantia da liberdade de navegação. Embora Radev tenha mencionado a ausência de provas conclusivas sobre a autoria dos ataques, ele observou que “a lógica (…) indica que o resultado favorece a Federação Russa”.

Em linha com a posição búlgara, Andrii Sybiha, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, fez uma publicação na rede social X (anteriormente Twitter) nesta mesma terça-feira, atribuindo diretamente a responsabilidade pelos ataques à Rússia. Sybiha enfaticou que “o mais recente ataque da Rússia contra embarcações comerciais perto das águas territoriais da Bulgária, que feriu cidadãos ucranianos e azerbaijanos, demonstra mais uma vez o desprezo deliberado de Moscou pelas vidas civis e pela segurança marítima no Mar Negro”.

O ministro ucraniano reiterou a demanda de seu país para que parceiros internacionais intensifiquem a pressão sobre a Rússia, imponham novas sanções e adotem medidas decisivas para responsabilizar Moscou. A Ucrânia clama por ações que protejam efetivamente a liberdade de navegação. Ele alertou que “O Mar Negro é uma linha vital para a segurança alimentar global. A Rússia o está atacando para usar a fome como arma e manter o mundo como refém. Isso deve ser enfrentado com firmeza”.

Ataques de Drones no Mar Negro Afundam Navio e Causam Resgates - Imagem do artigo original

Imagem: g1.globo.com

Condenação Internacional e a Persistência da Crise

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também se manifestou, expressando veemente condenação aos incidentes. Em sua declaração, Von der Leyen apontou que o Mar Negro “se tornou mais uma frente de escalada” no conflito em curso entre a Rússia e a Ucrânia. Ela classificou a situação como “inaceitável”, ressaltando que “condeno veementemente os ataques de drones contra navios mercantes perto da costa da Bulgária. Eles colocam em grave risco a vida das tripulações e ameaçam a segurança no Mar Negro”. A presidente europeia também expressou solidariedade, afirmando que “Estamos ao lado da Bulgária e agradecemos aos socorristas pela rápida resposta. Os responsáveis devem ser responsabilizados”.

Estes eventos desta terça-feira sucedem outros incidentes semelhantes ocorridos apenas uma semana antes. Naquela ocasião, drones marítimos e aéreos atacaram outras duas embarcações comerciais na Zona Econômica Exclusiva da Bulgária, também no Mar Negro. Um navio que operava sob bandeira do Togo naufragou, e uma balsa búlgara efetuou o resgate de dezoito tripulantes de uma embarcação que portava bandeira de Palau.

Adicionalmente, um dia antes desses ataques, um cargueiro de propriedade turca, que estava transportando milho, foi alvo de um ataque de drones, o que provocou um incêndio a bordo e, posteriormente, o afundamento do navio próximo à costa da Romênia. Autoridades romenas informaram que este incidente resultou na morte de duas pessoas e no resgate de onze tripulantes.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez questão de negar qualquer envolvimento das Forças Armadas de seu país nos locais dos ataques da semana passada, transferindo a responsabilidade desses incidentes para a Rússia. A Federação Russa, por sua vez, não emitiu comentários imediatos a respeito dos incidentes da terça-feira. Contudo, em resposta à gravidade da situação, Radev anunciou que convocaria a embaixadora da Rússia na Bulgária, Eleonora Mitrofanova, para uma conversa ainda nesta mesma terça-feira, sinalizando a dimensão diplomática da crise.

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Os recentes ataques de drones no Mar Negro reforçam a volatilidade e os perigos enfrentados pelas embarcações comerciais e tripulações na região, evidenciando a crescente escalada de um conflito que se estende para além das fronteiras terrestres. Para uma análise mais aprofundada sobre as implicações políticas e internacionais desses eventos, continue acompanhando nossa editoria de Política no Hora de Começar, onde abordamos os desdobramentos de crises globais.

Crédito da imagem: Bulphoto Agency

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