Na sequência do resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, o mercado financeiro brasileiro registrou um robusto desempenho na última segunda-feira, 5 de outubro. Em um dia de forte movimentação, o dólar cai a R$ 5 e Bolsa sobe 8% após 1º turno das eleições, marcando um novo patamar para a moeda americana e impulsionando o principal índice da Bovespa a superar, pela primeira vez, a casa dos 200 mil pontos. A valorização significativa dos ativos domésticos refletiu a percepção de uma redução do prêmio de risco no país, impactando diretamente tanto a taxa de câmbio quanto as ações.
A euforia observada nos mercados internos se estendeu aos ativos brasileiros negociados no exterior, que também experimentaram uma valorização expressiva. Investidores reagiram positivamente aos desdobramentos do pleito eleitoral, resultando em um movimento generalizado de compra de ativos brasileiros, que foram vistos como menos arriscados em um novo cenário político. Essa reconfiguração das expectativas influenciou não apenas a flutuação do câmbio e da bolsa, mas também outras importantes métricas financeiras.
Dólar cai a R$ 5 e Bolsa sobe 8% após 1º turno das eleições
Os principais indicadores do mercado financeiro em 5 de outubro de 2026 espelharam essa intensa reação:
- Dólar à vista: Fechou cotado a R$ 5,0022 na venda, representando uma queda de 4,12%. A mínima intradiária do dólar foi registrada por volta das 10h30, atingindo R$ 4,95.
- Ibovespa: O principal índice da bolsa encerrou o pregão em 207.190,44 pontos, com uma valorização notável de 7,85%. Durante o dia, o Ibovespa alcançou uma máxima de 209.605,70 pontos, enquanto sua mínima foi de 192.137,63 pontos.
- Petróleo Brent: A cotação para dezembro registrou uma queda de 1,89%, fechando a US$ 100,32 o barril.
- Petróleo WTI: O contrato para novembro diminuiu 1,84%, fixando o barril em US$ 89,43.
Flutuação Cambial: O Dólar Retorna a Níveis de Maio
A desvalorização do dólar frente ao real foi um dos pontos de destaque. A moeda americana encerrou o dia em R$ 5,0022, na venda, sua cotação mais baixa de fechamento desde 21 de maio, quando havia atingido R$ 5,0004. Esta acentuada queda de 4,12% reverteu parte do movimento de alta observado na sexta-feira anterior, 2 de outubro, quando o dólar havia fechado em R$ 5,2175, influenciado pela cautela dos investidores na antecipação dos resultados eleitorais.
Com o desempenho positivo desta segunda-feira, o dólar norte-americano passou a acumular uma queda significativa de 8,87% no acumulado do ano. A resposta do câmbio foi atribuída, em grande parte, à liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Essa percepção inicial do mercado de redução do prêmio de risco para os ativos brasileiros estimulou o fortalecimento do real, culminando também na pressão de baixa sobre as taxas futuras de juros. Análises detalhadas, frequentemente publicadas por veículos de comunicação como a Bloomberg, corroboram essa interpretação do cenário econômico, evidenciando como eventos políticos impactam as dinâmicas de investimento.
A Bolsa de Valores Atravessa a Marca de 200 Mil Pontos
Em um movimento histórico, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registrou uma disparada notável, renovando suas máximas. O fechamento aos 207.190,44 pontos representou uma alta expressiva de 7,85%. Ao longo da sessão, o indicador chegou a atingir 209.605,70 pontos, o patamar intradiário mais alto já registrado. A movimentação diária começou com uma mínima de 192.137,63 pontos, refletindo a volatilidade característica de pregões pós-eleitorais.
O volume financeiro total negociado, antes dos ajustes finais, alcançou a cifra de R$ 97,58 bilhões, demonstrando a intensidade da atividade de compra e venda. Essa alta não foi um evento isolado, mas sim uma ampliação do movimento positivo que já havia sido notado na sexta-feira, 2 de outubro, quando o Ibovespa havia avançado 2,63%, encerrando o pregão em 192.137,63 pontos. Muitos investidores anteciparam esta reação favorável ao resultado eleitoral nos dias que precederam o pleito.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Fora do país, a repercussão também foi contundente. O principal fundo de ações brasileiras negociado em Nova York, o ETF EWZ, experimentou uma valorização de 12,57% ao final da tarde. Este índice serve como um termômetro da demanda internacional por ativos do Brasil, e sua forte ascensão apontou para um interesse renovado e substancial de investidores estrangeiros no mercado brasileiro.
Mercado de Petróleo em Recuo Global, em Contraste com Ativos Nacionais
Apesar da robusta valorização dos ativos financeiros brasileiros, o mercado global de petróleo seguiu uma tendência de baixa no mesmo dia. O barril do tipo Brent, que serve como referência internacional, com contrato para entrega em dezembro, sofreu um recuo de 1,89%, encerrando o dia em US$ 100,32. Similarmente, o petróleo WTI, referência no mercado norte-americano, com contrato para novembro, registrou uma queda de 1,84%, negociado a US$ 89,43 por barril.
No panorama mais amplo dos mercados internacionais, a semana teve início com uma alta nas bolsas asiáticas, impulsionada pela diminuição das expectativas de novos aumentos das taxas de juros nos Estados Unidos. Já em Nova York, os principais índices operavam em baixa antes da abertura oficial do pregão, enquanto as principais bolsas europeias apresentavam um comportamento misto, refletindo a diversidade de fatores econômicos e geopolíticos globais que impactam cada região de forma distinta.
Confira também: Imoveis em Rio das Ostras
Em síntese, o mercado financeiro do Brasil respondeu de forma contundente ao primeiro turno das eleições, com o dólar atingindo um de seus patamares mais baixos em meses e a bolsa superando recordes históricos, impulsionada por uma percepção de menor risco político. Para acompanhar os próximos desenvolvimentos econômicos e políticos, continue explorando as análises aprofundadas sobre economia em nosso portal, e mantenha-se informado sobre os eventos que moldam o cenário financeiro nacional e internacional.
Crédito da imagem: REUTERS/Paulo Whitaker/Proibida reprodução
