A fila do INSS para análise de requerimentos de benefícios registrou uma queda significativa, atingindo a marca de 2,3 milhões de pedidos aguardando resposta até o dia 17 de maio. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (20) pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, que ressaltou os esforços empreendidos para acelerar a tramitação dos processos em nível nacional.
A redução representa um avanço notável em comparação ao mês de fevereiro deste ano, quando o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou um recorde histórico, com 3,128 milhões de solicitações represadas. Isso significa que, em um período de aproximadamente dois meses e meio, mais de 800 mil pedidos saíram da lista de espera por análise.
Fila do INSS despenca para 2,3 milhões de pedidos em maio
Wolney Queiroz, em entrevista ao programa “Bom dia, ministro” da EBC, enfatizou o ritmo intenso dos trabalhos governamentais. “Tem sido um ritmo acelerado, nós estamos agindo com força total, e o nosso objetivo é que a gente consiga, pelos números que a gente tem encontrado, zerar essa fila e entregar esse presente para o povo brasileiro”, declarou o ministro. O conceito de “zerar a fila”, segundo ele, não significa ausência total de pedidos, mas sim a estabilização para o fluxo mensal regular, que oscila em torno de 1,3 milhão de novas solicitações.
Estratégias para Acelerar a Análise e Reduzir o Acúmulo
Paralelamente aos pedidos que aguardam análise, estima-se que entre 450 mil a 500 mil requerimentos estejam pendentes devido à necessidade de complementação de informações ou documentos por parte dos próprios cidadãos. A não apresentação dessas exigências pode prolongar significativamente o tempo de espera pela concessão do benefício previdenciário.
A diminuição da espera por benefícios no Instituto Nacional do Seguro Social tem sido apontada como uma das prioridades centrais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para atingir esse objetivo, diversas medidas foram implementadas, visando tanto a capacidade operacional quanto a otimização dos procedimentos internos.
Ações do Governo e Novas Medidas
Entre as principais ações destacam-se a contratação de novos peritos médicos federais, fundamental para agilizar a análise de casos que exigem avaliação de saúde, especialmente nos pedidos de auxílio-doença e aposentadorias por incapacidade. Outra iniciativa importante foi aprimorar o Atestmed, sistema que permite a concessão de auxílio-doença com base apenas em análise documental, sem a necessidade de perícia presencial em determinados casos. Além disso, mutirões de atendimento foram organizados nos fins de semana em diversas regiões, com o intuito de expandir a capacidade de processamento e resolver um maior número de requerimentos em um curto espaço de tempo.
Mais recentemente, o INSS introduziu uma instrução normativa que gerou debates, mas que busca otimizar a gestão da fila. Essa nova norma proíbe a admissão de um novo pedido de benefício previdenciário pelo mesmo interessado enquanto houver prazo para recurso do pedido anterior. Embora advogados previdenciários tenham manifestado críticas, o governo justifica a medida como um instrumento para coibir a reiteração de pedidos idênticos para o mesmo CPF. Tais duplicidades, de acordo com o Instituto, contribuem para o inchaço da fila e o alongamento do tempo de análise dos requerimentos válidos.
Os dados apresentados pelo Instituto reforçam a lógica por trás da normativa: 41% dos requerimentos são apresentados novamente pelo mesmo cidadão entre 1 e 30 dias após a conclusão do primeiro processo, enquanto 22,47% retornam entre 91 e 180 dias. Este fenômeno de múltiplos pedidos para a mesma finalidade, um gargalo burocrático, representa um obstáculo à celeridade dos processos e sobrecarrega a estrutura de atendimento. Para mais informações sobre as políticas de governo para o INSS, acesse o portal oficial do governo.
Desafio: Respostas em até 45 Dias e Sustentabilidade da Previdência
Além de diminuir a quantidade total de requerimentos na fila, um dos principais objetivos do governo é assegurar que o tempo médio de resposta para cada solicitação se mantenha dentro do limite legal de 45 dias. “O nosso desafio é deixar abaixo dos 45 dias, porque tem lugares que vai ser 90, tem lugares que são 3, 4 dias. Então, a nossa tarefa é deixar essa fila abaixo de 1,3 milhão, só o fluxo do mês, e não ter ninguém esperando [acima de 45 dias]”, detalhou o ministro Wolney Queiroz, evidenciando a busca por eficiência e equidade no tratamento dos pedidos.
Quando abordado sobre a necessidade de uma reforma no sistema previdenciário brasileiro, Wolney Queiroz expressou uma postura contrária a esse tipo de medida. Segundo sua avaliação, as reformas de Previdência geralmente resultam em alterações que “tiram dinheiro do seu salário para você pagar mais” ou “aumentam o tempo para se aposentar ou a alíquota [de contribuição]”, gerando impacto negativo direto sobre os trabalhadores. Sua defesa aponta para uma visão alternativa.
O ministro advogou pela construção de um modelo previdenciário que evite o agravamento da situação de segurados e trabalhadores. Ele acredita que o caminho reside no aprimoramento dos mecanismos internos e na criação de “gatilhos inteligentes” capazes de garantir a longevidade e a sustentabilidade do sistema, sem forçar o trabalhador a uma jornada exaustiva “até morrer para poder se aposentar”. Uma das vias para essa sustentabilidade, na visão de Queiroz, é a expansão da base de contribuintes. Para tanto, é essencial promover uma imagem positiva e valorizada da Previdência Social, incentivando mais pessoas a integrarem o sistema formalmente e garantirem seus direitos futuros.
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A gestão da fila do INSS é um tema de grande relevância social e econômica, impactando milhões de brasileiros que dependem da análise de seus benefícios previdenciários. As ações do governo visam não apenas a redução imediata dos processos represados, mas também a construção de um sistema mais ágil, eficiente e justo para todos os cidadãos. Acompanhe a editoria de Política para se manter atualizado sobre as discussões e as últimas decisões que afetam a Previdência Social no país.
Crédito da imagem: Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz Foto: Lula Marques/Agência Brasil


