A histórica participação do Brasil na Paralimpíada de Inverno de Milão-Cortina (Itália) chegou ao seu desfecho no último domingo, 15 de março de 2026. A campanha nacional foi marcada por feitos inéditos, consolidando a presença brasileira em esportes de neve e gelo, destacada pela maior delegação já enviada a uma edição dos jogos, composta por oito atletas, e pela primeira medalha conquistada pelo país na história dos Jogos Paralímpicos de Inverno.
O grande marco dessa jornada foi a conquista da primeira medalha paralímpica de inverno para o país. O rondoniense Cristian Ribera, atleta que atualmente reside em Jundiaí, São Paulo, brilhou ao garantir a prata na acirrada prova do sprint (um quilômetro) do esqui cross-country, competindo na categoria sentada. Esse resultado não apenas preencheu uma lacuna no histórico paralímpico nacional, mas também ressoa como um divisor de águas para a modalidade no Brasil.
Brasil Celebra Feitos Históricos na Paralimpíada de Inverno
A dedicação da equipe brasileira se estendeu além do pódio. A campanha dos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 foi finalizada com as desafiadoras provas de 20 quilômetros do esqui cross-country, onde seis atletas do Brasil enfrentaram as pistas de neve na cidade de Tesero. Entre os destaques, Cristian Ribera obteve uma notável quinta colocação no masculino, com o tempo de 53min40s8. O atleta, radicado em Jundiaí (SP), avaliou a prova com objetividade ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB): “[A prova de 20 quilômetros] Não é minha especialidade. Eu esperava um bom resultado, mas sabia que seria uma luta. Nessas provas longas, a gente vê que a competição é muito forte. Hoje [domingo], cheguei mais de um minuto atrás dos mesmos atletas que venci no sprint”.
No feminino, a paranaense Aline Rocha, também competindo na categoria sentada do esqui cross-country, exibiu um desempenho exemplar, garantindo igualmente a quinta posição com o tempo de 1h01min30s2. Seu resultado sublinha a força e a consistência da participação feminina brasileira em modalidades de neve de alta exigência física e técnica.
Desempenho Abrangente e Outros Recordes
Além dos resultados de destaque de Ribera e Rocha, outros competidores brasileiros registraram importantes participações em Milão-Cortina 2026. Na prova masculina de 20 quilômetros do esqui cross-country, Guilherme Rocha, de São Paulo, concluiu em 19º lugar (58min49s4), enquanto o paraibano Robelson Lula alcançou a 22ª colocação (1h01min07s3). Entre as mulheres, Elena Sena, também paulista, finalizou a prova em 14º lugar, com o tempo de 1h19min04s9.
Na classe standing, designada para atletas que competem de pé, o paulista Wellington da Silva representou o Brasil na prova masculina, conquistando a 25ª posição com o tempo de 52min54s. Esses resultados, somados à performance de Ribera, solidificam a experiência e o avanço técnico da equipe nacional nos esportes de inverno paralímpicos, um reflexo do apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro.
A campanha brasileira na neve italiana também gerou outros recordes históricos para o país. A atleta Aline Rocha consolidou sua versatilidade ao alcançar o sétimo lugar no biatlo paralímpico, uma modalidade que exige tanto força física no esqui quanto precisão no tiro. Além disso, o trio formado por Aline, Cristian Ribera e Wellington da Silva fez história ao conquistar a sétima posição no revezamento do esqui cross-country, demonstrando a capacidade de trabalho em equipe e o entrosamento do elenco.
No snowboard, o Brasil também teve representatividade inédita. A gaúcha Vitória Machado tornou-se a primeira mulher brasileira a competir na modalidade nos Jogos Paralímpicos de Inverno, abrindo caminho para futuras gerações de atletas. Junto a ela, o também gaúcho André Barbieri marcou presença na competição, superando um acidente de treino anterior ao evento para participar ativamente.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Cerimônia de Encerramento e Legado para o Futuro
Vitória Machado e André Barbieri foram os porta-vozes do Brasil na emocionante cerimônia de encerramento da Paralimpíada de Inverno de Milão-Cortina, realizada neste domingo, 15 de março, a partir das 16h30 (horário de Brasília) em Cortina d’Ampezzo. André Barbieri teve a honra de ser o porta-bandeira da delegação, simbolizando a superação e o espírito esportivo que marcaram a participação brasileira.
A visão do presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), José Antônio Freire, reflete o impacto dessa edição dos jogos para o país. Em comunicação oficial da entidade, Freire destacou que “com resultados consistentes, presença em finais e um pódio histórico no cross-country, a participação brasileira em Milão-Cortina 2026 consolida um novo momento dos esportes de inverno paralímpicos do país e reforça a evolução técnica da equipe nacional nas provas disputadas na neve.” Esta declaração reforça o reconhecimento da importância estratégica desses resultados para o desenvolvimento futuro das modalidades de inverno no Brasil.
O foco agora se volta para os próximos desafios. A comunidade paralímpica internacional já se prepara para a próxima edição da Paralimpíada de Inverno, agendada para ocorrer nos Alpes Franceses entre 1º e 10 de março de 2030. Antes disso, em 2028, a atenção se voltará para os Jogos de Verão, que serão sediados em Los Angeles, nos Estados Unidos, marcando mais um ciclo olímpico e paralímpico repleto de expectativas e oportunidades para o esporte global.
O desempenho do Brasil nesta edição da Paralimpíada de Inverno estabelece um novo patamar para a nação, indicando um futuro promissor para o esporte paralímpico de inverno. A inédita medalha e o engajamento dos atletas em diversas modalidades são fontes de inspiração e um incentivo para o investimento contínuo. Para saber mais sobre a importância dos esportes paralímpicos e seus atletas de alto rendimento, visite o site oficial do Comitê Paralímpico Internacional em Paralympic.org, uma fonte confiável e abrangente sobre as notícias e o desenvolvimento desses jogos.
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A Paralimpíada de Inverno Milão-Cortina 2026 encerra-se deixando um legado de superação e conquistas sem precedentes para o Brasil, reafirmando o potencial de seus atletas no cenário global de inverno. Mantenha-se atualizado com as últimas notícias e análises esportivas em nossa editoria de Esporte e não perca os próximos capítulos da trajetória do paradesporto brasileiro.
Crédito da imagem: Alessandra Cabral/CPB



