A distribuição das vagas olímpicas para o surfe nos Jogos de Los Angeles, nos Estados Unidos, em 2028, passará por significativas alterações, conforme comunicado nesta sexta-feira (20) pela Associação Internacional de Surfe (ISA). A principal modificação estabelecida pela entidade internacional envolve uma drástica diminuição na representatividade da Liga Mundial de Surfe (WSL) como via de qualificação, redirecionando o foco para outros circuitos e competições. Essas mudanças prometem remodelar a estratégia de atletas e federações em busca da tão cobiçada participação olímpica, especialmente impactando países com forte desempenho no cenário profissional, como o Brasil.
Historicamente, a Liga Mundial de Surfe desempenhou um papel preponderante nas classificações olímpicas. Nos Jogos de Tóquio, em 2021, e na próxima edição em Paris, em 2024, o circuito de elite do surfe garantiu a qualificação de dezoito surfistas no total – sendo oito vagas para mulheres e dez para homens. Contudo, para Los Angeles 2028, o cenário será radicalmente diferente. A WSL disponibilizará um total reduzido de apenas dez vagas, divididas igualmente entre os gêneros, com cinco lugares no masculino e cinco no feminino. Além da diminuição numérica, uma nova restrição foi imposta: cada país poderá classificar somente um atleta através do ranking da WSL. Essa lista definitiva de classificados via WSL será fechada por volta de meados de junho de 2028, aproximadamente um mês antes da abertura do evento global.
Vagas Surfe Olimpíadas LA 2028: Mudanças Impactam Atletas
As implicações desta nova política já geram análises sobre o potencial impacto para talentos globais. Tomando como base o desempenho do ano anterior no circuito masculino, dois brasileiros alcançaram o top-5: o paranaense Yago Dora, que se consagrou campeão, e o potiguar Ítalo Ferreira, que obteve a quarta posição. Se o modelo de classificação dos Jogos de Paris persistisse, ambos estariam qualificados, uma vez que as vagas eram atribuídas aos dez melhores atletas do ranking, com um limite de dois por nação. No entanto, sob as novas diretrizes para 2028, apenas Yago Dora, como atleta de melhor posição entre os brasileiros, garantiria uma vaga em Los Angeles por intermédio do circuito da WSL. Esta situação evidencia a crescente competitividade e a necessidade de múltiplas vias de classificação.
ISA Surfing Games: Crescimento da Importância nas Classificações Olímpicas
Em contraste direto com a redução das vagas via WSL, a Associação Internacional de Surfe decidiu aumentar significativamente o número de oportunidades de qualificação através dos seus próprios eventos. Um dos principais palcos dessa nova realidade será o ISA World Surfing Games (ou Jogos Mundiais de Surfe) de 2028. Este evento de destaque da ISA destinará dez vagas para a Olimpíada em cada gênero, masculino e feminino, mantendo a regra de limite de um atleta por nação. Adicionalmente, os países que apresentarem os melhores resultados gerais nas edições de 2026 e 2027 dos Jogos Mundiais também serão agraciados com uma vaga extra, ressaltando a relevância crescente destas competições no cenário olímpico.
Na edição dos Jogos de Paris, o ISA World Surfing Games do ano olímpico desempenhou um papel um pouco menos expressivo em termos de qualificação direta, oferecendo sete vagas por gênero. Dessas, seis eram para surfistas individuais, e uma era destinada à nação com o melhor desempenho geral no evento. Naquela ocasião, o Brasil conseguiu se beneficiar duplamente desta classificação adicional, tanto no masculino quanto no feminino, o que resultou em ser o país com o maior contingente de representantes no surfe dos Jogos, somando um total de seis atletas – três homens e três mulheres. A flexibilização da ISA para Paris proporcionou uma oportunidade vital para a delegação brasileira demonstrar sua força.
Além das rotas de classificação já mencionadas – Liga Mundial de Surfe e Jogos Mundiais da ISA –, os surfistas de alto rendimento podem assegurar suas participações em Los Angeles 2028 por intermédio de outros torneios continentais. Para atletas brasileiros, uma via crucial será os Jogos Pan-Americanos de 2027, agendados para Lima, no Peru. O surfista campeão neste evento garantirá automaticamente seu lugar na delegação olímpica. Completa o leque de oportunidades as chamadas vagas universais, que incluem um slot para o país-sede dos Jogos e outro dedicado a alguma nação em desenvolvimento na modalidade, promovendo a universalização do esporte.
O surfe brasileiro tem um histórico notável nos Jogos Olímpicos, acumulando três pódios, uma marca superior à de qualquer outra nação. Em 2021, na estreia olímpica do esporte em Tóquio, Ítalo Ferreira fez história ao conquistar a primeira medalha de ouro do surfe. Três anos depois, na competição de surfe dos Jogos de Paris, a força brasileira se confirmou com Gabriel Medina, que garantiu o bronze na disputa masculina, e Tatiana Weston-Webb, que levou a medalha de prata na categoria feminina. Essa sequência de êxitos consolida o Brasil como uma potência no surfe olímpico, sublinhando a importância dessas novas regras de qualificação. Para entender melhor os critérios da entidade, vale consultar o site oficial da Associação Internacional de Surfe (ISA) sobre as qualificações olímpicas.
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Crédito da imagem: Brent Bielmann/WSL

