Recorde: SUS Realiza 14,7 Milhões de Cirurgias Eletivas em 2025

Saúde

Atingindo um marco histórico, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 14,7 milhões de cirurgias eletivas em 2025 em todo o Brasil. Esse expressivo volume de procedimentos representa o maior número já registrado em um único ano pela rede pública de saúde, consolidando um avanço significativo na oferta de serviços essenciais à população. O anúncio desse resultado sem precedentes foi feito e celebrado pelo governo federal nesta sexta-feira, dia 6, sublinhando os esforços e investimentos contínuos em saúde pública e no combate às filas de espera por procedimentos médicos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a relevância deste feito durante um evento realizado na cidade de Salvador, Bahia. Ambos enfatizaram que o êxito alcançado é uma consequência direta e esperada das políticas públicas implementadas pela gestão atual, visando democratizar o acesso e garantir a dignidade aos cidadãos. A fala do presidente ecoou o compromisso do governo em reduzir as desigualdades sociais no acesso à saúde: “Foram 14 milhões de cirurgias no ano passado porque estamos dispostos a acabar com a fila e fazer com que o povo pobre seja respeitado neste país”, declarou Lula, ressaltando a prioridade em atender às camadas mais vulneráveis da sociedade brasileira.

Recorde: SUS Realiza 14,7 Milhões de Cirurgias Eletivas em 2025

A concretização deste número significativo de procedimentos eletivos no SUS é resultado, em grande parte, da colaboração e adesão de uma vasta rede de parceiros em diversas esferas do poder público e da iniciativa privada. O ministro Padilha ressaltou a essencialidade da parceria estabelecida entre o governo federal, os governos estaduais, as prefeituras municipais, os hospitais filantrópicos e as instituições privadas que, juntas, aderiram ao programa “Agora Tem Especialistas”. Essa sinergia possibilitou que um maior número de pacientes do SUS fosse atendido, contribuindo para superar o recorde anterior de 13,6 milhões de cirurgias, registrado em 2024, evidenciando uma curva crescente de performance do sistema de saúde. A mobilização em escala nacional permitiu otimizar recursos e capacidades operacionais.

A política de valorização dos procedimentos via nova tabela do programa “Agora Tem Especialistas” desempenhou um papel crucial no incentivo à realização dessas cirurgias eletivas. Conforme pontuado pelo Ministério da Saúde, “por conta da nova tabela do Agora Tem Especialistas, que paga um valor muito maior do que a antiga tabela SUS, isso estimula os estados, os municípios, os hospitais filantrópicos a realizarem os procedimentos”. Este modelo de remuneração aprimorado provou ser um catalisador eficaz para expandir a capacidade cirúrgica em todo o território nacional, permitindo que mais estabelecimentos de saúde se engajassem na missão de zerar as filas e oferecer cuidados de qualidade.

Ampliação e Resolutividade na Atenção Básica do SUS

Em entrevista à imprensa, o ministro Padilha reforçou a robustez do SUS, afirmando que é o sistema público de saúde que mais executa cirurgias no mundo, evidenciando sua capilaridade e abrangência. Além do foco nas cirurgias eletivas, a pasta da Saúde também está investindo massivamente na Atenção Básica, pilar fundamental para a prevenção de doenças e a promoção da saúde. Para fortalecer essa frente, o governo federal tem a previsão de distribuir um total de 150 combos cirúrgicos para a assistência hospitalar, voltados para otimizar os procedimentos de maior complexidade, e outros 10 mil combos destinados às unidades básicas de saúde.

A distribuição desses combos tem como objetivo central aumentar significativamente a resolutividade da Atenção Primária no SUS. Ao equipar as unidades de saúde da base, espera-se que um maior número de casos possa ser resolvido localmente, diminuindo a necessidade de encaminhamentos para hospitais e contribuindo para a fluidez do sistema como um todo. Essa estratégia busca aprimorar a capacidade diagnóstica e de tratamento nas portas de entrada do sistema, garantindo um atendimento mais ágil e eficaz para a população em suas comunidades. Para informações adicionais sobre a organização do SUS, o portal do Ministério da Saúde oferece detalhes sobre suas diretrizes e programas.

Investimentos Diretos e Impacto Regional na Bahia

A efetividade das políticas do SUS pode ser observada em estados como a Bahia, onde o governo federal realizou entregas significativas de equipamentos. Foram cedidos 1.030 combos de equipamentos com o propósito claro de ampliar e qualificar o atendimento nas unidades básicas de saúde em diversas cidades baianas. Estes combos contêm itens cruciais para o dia a dia da atenção primária, incluindo câmaras frias modernas para a conservação de vacinas, balanças digitais de alta precisão e aparelhos de laser terapêutico, utilizados para o tratamento de feridas crônicas e em programas de reabilitação. Tais ferramentas são essenciais para a realização de exames básicos e o tratamento de condições de saúde, melhorando a capacidade de resposta das unidades de base.

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Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br

Além dos equipamentos para as unidades de saúde, as prefeituras da Bahia foram beneficiadas com a entrega de 575 mil kits de telessaúde, descritos pelo ministro Alexandre Padilha como uma “revolução no SUS”. Estes kits inovadores facilitam o acesso a consultas e diagnósticos à distância, modernizando o atendimento e expandindo o alcance da medicina para áreas mais remotas ou de difícil acesso. No mesmo evento, foram entregues mais 107 ambulâncias do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), fortalecendo a rede de urgência e emergência do estado. Com essas entregas e investimentos, Padilha declarou com satisfação que a Bahia alcança “100% de atendimento do SUS”, um marco de cobertura e acesso para a população local.

Os números e as ações em 2025 demonstram um SUS em plena capacidade de superação, adaptando-se e inovando para atender às demandas de uma nação tão vasta. A elevação no número de cirurgias eletivas não é apenas um dado estatístico, mas um reflexo direto de políticas públicas que visam desburocratizar o acesso à saúde e investir onde a população mais precisa, especialmente em programas que englobam desde a alta complexidade até a atenção básica e o suporte à saúde da família, garantindo o respeito e a dignidade do cidadão. Esse compromisso reafirma o papel essencial do sistema público no bem-estar da sociedade.

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Para se aprofundar nas discussões sobre as políticas públicas que impulsionam o avanço do SUS e outras questões de relevância nacional, continue acompanhando a editoria de Política do Hora de Começar. Nossas análises oferecem uma visão detalhada dos cenários governamentais e de suas implicações para o país.

Crédito da imagem: Ricardo Stuckert / PR

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