Ministério da Saúde aumenta repasses para hemodiálise em 15%

Saúde

O Ministério da Saúde implementa um significativo aumento nos repasses destinados aos serviços de hemodiálise e Terapia Renal Substitutiva (TRS) ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O reajuste, que alcança 15% sobre os valores vigentes, representa um investimento adicional de R$ 860 milhões e tem como principal objetivo a diminuição do tempo de espera dos pacientes por esses tratamentos essenciais.

Esta medida governamental impactará positivamente uma rede de 781 hospitais e clínicas já credenciados para atender pacientes do SUS. Além disso, o incremento de recursos visa sustentar a operação de 48 novos serviços de TRS que o ministério está habilitando em 16 estados brasileiros, ampliando a capilaridade da assistência em todo o território nacional.

Ministério da Saúde aumenta repasses para hemodiálise em 15%

O aumento nos valores é uma resposta direta a uma demanda de longa data do setor e integra o escopo do programa “Agora Tem Especialistas”. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde em nota oficial nesta sexta-feira (13 de março de 2026), a iniciativa busca não apenas reduzir as filas para Terapia Renal Substitutiva (TRS), mas também garantir a manutenção e a elevação da qualidade dos serviços já prestados.

De acordo com os novos cálculos ministeriais, a remuneração para cada sessão de hemodiálise passará a ser de R$ 277,12. Esse valor reflete um aumento de 26,84% em comparação aos R$ 218,47 pagos em 2022, evidenciando uma valorização considerável do procedimento. O reajuste entra em vigor já no mês de março de 2026, com impacto imediato para as unidades de saúde e pacientes.

A viabilidade de um percentual de reajuste mais expressivo, especialmente para a hemodiálise, foi assegurada pela adoção de uma inovadora modalidade mista de orçamentação. Mozart Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, detalhou que a composição dos fundos inclui recursos do Orçamento Geral da União (OGU) e do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC), somados a um incentivo extra proveniente dos créditos financeiros garantidos pelo próprio programa “Agora Tem Especialistas”. Essa abordagem integrada permitiu alocar recursos de maneira mais robusta para a área.

Ampliando o escopo da Terapia Renal Substitutiva

Para além da hemodiálise, o programa “Agora Tem Especialistas” estende seus benefícios a outras modalidades de Terapia Renal Substitutiva, garantindo o acesso a uma gama mais completa de tratamentos. As sessões de diálise peritoneal, por exemplo, registrarão um reajuste de 100%. Este método de tratamento renal substitui a função dos rins utilizando o próprio peritônio do paciente para filtrar o sangue.

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Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br

Similarmente, a pré-diálise também será contemplada com um aumento de 100% em seus valores. A fase de pré-diálise é crucial, pois envolve o acompanhamento médico intensivo do paciente antes que a necessidade da diálise propriamente dita se estabeleça. Este incentivo à fase inicial do tratamento sublinha a importância da prevenção e do manejo clínico precoce na saúde renal.

Conforme reforçado pelo secretário Mozart Sales, todos esses ajustes tarifários visam primordialmente a fomentar e ampliar a oferta de diversas modalidades de Terapia Renal Substitutiva. O incentivo abrange tanto os serviços já estabelecidos no SUS quanto as 48 novas unidades que começarão suas operações com os valores atualizados, solidificando a infraestrutura de tratamento renal no Brasil.

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A injeção de R$ 860 milhões nos repasses para hemodiálise e Terapia Renal Substitutiva marca um momento importante para a saúde pública no Brasil, demonstrando o compromisso do Ministério da Saúde em melhorar a qualidade de vida dos pacientes renais crônicos. Continue acompanhando as atualizações sobre saúde e políticas públicas na nossa editoria para se manter bem informado. Para mais análises sobre as diretrizes do SUS e suas implicações, clique aqui e explore nossa seção de política.

Crédito da imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil

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