Mentalidade de 130 Anos: CEOs Reagem à Nova Expectativa de Vida

Economia

A percepção de quanto tempo se espera **viver 130 anos** está se consolidando como um divisor de águas nas estratégias de saúde, carreira e bem-estar, especialmente entre líderes empresariais. Uma discussão que ecoou no prestigiado Global Forum da Fortune, em Riad, sublinhou uma provocação do Dr. Alex Zhavoronkov, especialista em longevidade: a maior influência sobre a sua saúde é a sua resposta à questão sobre a sua própria expectativa de vida. Este insight sugere uma mudança profunda na forma como CEOs e profissionais planejam o futuro, indo além do ano de 2026 e das projeções de carreira tradicionais.

Inicialmente recebida com um certo ceticismo por muitos presentes, incluindo o próprio coach de CEOs que compartilhou sua experiência, a mensagem de Zhavoronkov ressoa de maneira intrigante: a forma como você enxerga a sua longevidade tem um impacto direto no seu comportamento e, consequentemente, na sua saúde. A provocação central é simples: “Até que idade você acha que vai viver?”. A resposta a essa pergunta fundamental parece guiar decisões subconscientes que moldam a trajetória de vida e profissional de um indivíduo.

Mentalidade de 130 Anos: CEOs Reagem à Nova Expectativa de Vida

A afirmação do Dr. Zhavoronkov é fundamentada em avanços esperados, impulsionados em grande parte pela inteligência artificial (IA) e super-IA, que prometem acelerar significativamente a pesquisa e a descoberta médica. Essas tecnologias têm o potencial de revolucionar tratamentos, desde a cura do câncer até a reversão do envelhecimento. Contudo, ele projeta que, embora os próximos dez anos não testemunhem essas mudanças de forma radical, a década seguinte será palco de transformações substanciais. Essa perspectiva leva à audaciosa previsão de que “muitos de vocês vão chegar aos 130 anos”, um panorama que imediatamente fechou laptops e capturou a atenção plena da audiência, transformando o paradigma de como se concebe o futuro.

A mudança de paradigma não é apenas teórica; ela se manifesta nas escolhas diárias. Se a expectativa subconsciente for, por exemplo, de viver até os 75 anos – idade em que o coach, de forma repentina, perdeu seu pai –, as decisões podem inconscientemente convergir para essa realidade. Por outro lado, abraçar a chance, por menor que pareça, de alcançar 130 anos com a ajuda de avanços científicos e tecnológicos provoca uma profunda reavaliação. Quais ajustes seriam feitos na vida profissional e pessoal? Como o trabalho, a carreira e o modo de vida seriam reestruturados diante de um horizonte temporal expandido?

As reflexões pós-evento, especialmente durante um almoço com o Dr. Alex, levaram a conclusões que impactam diversas áreas da vida. Acreditar ou mesmo apenas “apontar na direção” dessa longevidade de 130 anos altera praticamente tudo: desde hábitos alimentares e de sono, a planejamento financeiro de longo prazo, escolhas de carreira, prioridades familiares, o conceito de legado e até a percepção sobre o próprio mundo. A forma de encarar a atividade física e o bem-estar torna-se intrinsecamente ligada à sustentação de uma vida mais longa e de maior qualidade.

Otimizando a Saúde e Carreira para a Longevidade

Como coach de CEOs, uma lição fundamental para uma vida sustentável é que ninguém chega lá sozinho; a sustentabilidade exige um componente social. O coach exemplifica essa filosofia com sua rotina de exercícios. Ele e sua esposa, Maria, frequentam aulas de HIIT (Treino Intervalado de Alta Intensidade) de duas a três vezes por semana há anos. As primeiras semanas foram desafiadoras, repletas de esforço físico intenso. No entanto, através da disciplina e, crucialmente, da companhia um do outro, eles persistiram, alcançando resultados significativos: ambos perderam aproximadamente sete quilos, ganharam massa muscular e relatam se sentir dez anos mais jovens. A lição central dessa experiência é que a disciplina é fortalecida e mantida quando a jornada é compartilhada e não solitária, tornando-a “social”.

Este princípio, de tornar tudo o que se deseja sustentar em algo social, é universal. Programas de voluntariado, por exemplo, prosperam quando há um ambiente de alegria, diversão e interação, ao invés de serem vistos como um fardo. A sustentabilidade de qualquer hábito ou objetivo – seja ele fitness, intelectual ou social – é diretamente proporcional ao grau de engajamento comunitário. Encontrar uma “tribo”, um grupo de amigos que compartilhe a paixão por dançar, praticar esportes, fazer trilhas ou simplesmente caminhar, correr ou pedalar, é o maior fator para manter essas atividades a longo prazo. Além disso, com a perspectiva de décadas pela frente, a desculpa de “não ter tempo para aprender algo novo” perde seu peso, abrindo caminho para o aprendizado contínuo ao longo da vida, que nasce de novas e audaciosas expectativas.

O conceito de possuir “dez mil horas ainda não usadas” oferece uma poderosa lente para reavaliar a vida. Isso representa um vasto período para explorar paixões não realizadas, adquirir novas habilidades ou aprofundar conhecimentos. Para o Dr. Alex Zhavoronkov, abraçar a expectativa de **viver 130 anos** impulsiona o indivíduo a acionar a chave de um novo paradigma. Esse cenário encoraja a definição de metas de aprendizado e a perseguição de ambições que, sob uma perspectiva de vida mais curta, pareceriam inviáveis. Uma mentalidade de aprendizado contínuo torna-se um pilar fundamental para conquistar mais e prosperar em um futuro estendido.

Redefinindo o Estresse e o Caminho Profissional

Outra transformação crucial de mentalidade ligada à longevidade é a reavaliação do estresse. A perspectiva de uma vida potencialmente mais longa, talvez com décadas extras não planejadas, recalibra a forma como se encaram as crises atuais, sejam elas no trabalho ou em casa. Aquelas “grandes crises” que parecem avassaladoras no presente podem, no futuro, ser vistas apenas como desafios a serem superados, diluídas na imensidão de uma vida estendida. Essa nova ótica proporciona um senso de perspectiva e resiliência, permitindo que indivíduos abordem os problemas com maior calma e uma visão de longo prazo. De fato, recentes pesquisas sobre envelhecimento e saúde global têm explorado como a expectativa de vida crescente pode impactar a percepção de bem-estar e planejamento de vida.

Ninguém pode prever seu tempo exato, mas a provocação fundamental persiste: e se você tiver muito mais tempo do que imaginava? Essa questão transformadora, capaz de mudar tudo, foi sentida pelo chanceler do sistema educacional da Califórnia, que ligou para o coach para pedir desculpas pelo seu ceticismo inicial. Ele relatou que uma “pergunta boba” – “se a sua carreira fosse uma montanha, você estaria subindo ou descendo?” – o fez refletir durante uma noite inteira, percebendo que sua resposta inicial não era a que ele realmente desejava. Essa analogia sublinha a constante necessidade de autoavaliação e redefinição de caminhos profissionais e pessoais à luz das novas possibilidades. A proposta de abraçar a **mentalidade de 130 anos** serve como um convite para que cada um reflita sobre suas próprias ascensões e declínios, e como esses podem ser otimizados em um horizonte temporal muito mais amplo.

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Diante das mudanças vertiginosas, adotar a **mentalidade de 130 anos** é um convite à otimização contínua da saúde, da carreira e das relações pessoais, reforçando o poder da sustentabilidade social e do aprendizado constante. É hora de repensar metas e projetos, expandindo horizontes. Para explorar mais artigos sobre carreira, tendências de mercado e desenvolvimento pessoal, continue navegando em nossa editoria de Análises e descubra como as transformações globais podem moldar seu futuro.

Crédito da imagem: Fortune Media IP Limited

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