Lula confirma viagem a Washington para encontro com Trump

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O encontro entre Lula e Trump em Washington foi oficialmente confirmado nesta terça-feira, dia 27 de janeiro de 2026, pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião bilateral está agendada para o mês de março e ocorrerá na Casa Branca, marcando um dos pontos altos da agenda diplomática do líder brasileiro.

A confirmação da visita de Lula aos Estados Unidos foi feita no Panamá, América Central, onde o presidente desembarcou para participar, como convidado especial, do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe. O evento, que contará com a presença de diversos líderes e especialistas, acontecerá nesta quarta-feira, 28 de janeiro, sob o convite do país anfitrião. Ao chegar ao seu hotel na Cidade do Panamá, Lula concedeu uma rápida coletiva de imprensa, abordando a relevância de sua futura viagem.

Lula confirma viagem a Washington para encontro com Trump

Durante a breve interação com a imprensa, o presidente Lula ressaltou a importância estratégica do futuro diálogo. “No começo de março eu vou fazer uma viagem a Washington porque os Estados Unidos e o Brasil são as duas principais democracias do Ocidente e eu acho que dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro, para que a gente possa discutir as boas relações entre Brasil e Estados Unidos”, declarou o mandatário brasileiro. A fala sublinha a percepção da centralidade dessas duas nações no panorama democrático ocidental, justificando a necessidade de um contato direto e pessoal entre os líderes para fomentar a diplomacia e a cooperação. Esta expectativa por um “olhar no olho” reforça o tom de restabelecimento de relações robustas e transparentes entre as potências americanas.

Lula demonstrou otimismo em relação aos resultados das futuras interações diplomáticas, tanto com Donald Trump quanto em um contexto mais amplo. “Eu estou convencido que a gente vai voltar à normalidade logo, que a gente vai fortalecer o multilateralismo e que a gente vai fazer com que as economias voltem a crescer, porque é isso que o povo espera de todos nós”, acrescentou. Esta visão proativa da política externa brasileira busca o restabelecimento da estabilidade global, aprimorando mecanismos de colaboração entre países e incentivando um ambiente propício ao desenvolvimento econômico. A aposta no multilateralismo sugere uma rejeição a abordagens isolacionistas, defendendo a construção de soluções coletivas para os desafios mundiais.

O futuro encontro na Casa Branca vem na esteira de uma conversa telefônica que Lula e Trump mantiveram na última segunda-feira. Durante a ligação, os chefes de Estado abordaram uma série de temas complexos da geopolítica global, conforme detalhado em nota oficial emitida pelo Palácio do Planalto. Entre os assuntos discutidos estavam a delicada situação política e social na Venezuela, o persistente plano de paz para a Faixa de Gaza – uma questão de grande sensibilidade internacional – e estratégias conjuntas para o combate ao crime organizado transnacional. A prévia troca de ideias indica uma pauta densa para a reunião de março, abrangendo desde crises regionais até esforços coordenados de segurança e direitos humanos.

Ainda no Panamá, a crise venezuelana foi um dos pontos altos dos questionamentos direcionados a Lula, assim como a presença militar dos Estados Unidos no Caribe. O presidente brasileiro revelou ter conversado por duas ocasiões com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, nos dias imediatamente posteriores à “invasão militar norte-americana” em Caracas, um evento de grande impacto na região. Lula sinalizou sua intenção de fazer um novo contato com a sucessora de Nicolás Maduro, demonstrando engajamento ativo na busca por soluções diplomáticas para a nação vizinha.

A visão do presidente Lula sobre a Venezuela e a interação de poderes externos reflete-se em suas declarações: “Eu conversei duas vezes com a presidente Delcy, mas não entrei em detalhe porque ela estava muito preocupada com os acontecimentos que era muito recente. Eu proximamente vou falar com a presidente Delcy. Eu espero que ela consiga dar conta do recado. É importante que o presidente Trump permita que a Venezuela possa cuidar da sua soberania, cuidar dos interesses democráticos da Venezuela e vamos ver o que que vai acontecer. Está tudo muito recente e eu acho que nós temos que ter um pouco de paciência porque quem vai encontrar uma solução para o povo da Venezuela é o próprio povo venezuelano”, afirmou. Este posicionamento defende a não intervenção e a autodeterminação, atribuindo ao povo venezuelano a capacidade de encontrar suas próprias soluções políticas, ao mesmo tempo em que cobra respeito à soberania por parte de outras nações, incluindo os EUA.

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Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br

A robusta relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos é um pilar da política externa de ambos os países, e encontros de alto nível, como este a ser realizado em março, são fundamentais para o aprofundamento das parcerias e para a coordenação de posições em fóruns internacionais, como as que o Itamaraty historicamente fomenta. A dinâmica desses laços diplomáticos muitas vezes dita o rumo de grandes acordos comerciais, questões de segurança regional e até mesmo iniciativas de pesquisa e desenvolvimento.

Lula tem reiterado seu compromisso com a articulação internacional e a defesa incisiva do multilateralismo como caminho para resolver impasses e promover a paz. Ele exemplificou esse empenho mencionando conversas recentes com líderes como o presidente francês Emmanuel Macron e o presidente do Chile, Gabriel Boric, além do próprio Donald Trump. Tais diálogos multifacetados reforçam a postura brasileira de atuar como um ator global influente, buscando construir pontes e alianças que transcendam fronteiras ideológicas, sempre com o objetivo de promover a estabilidade e o progresso mundial.

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Em suma, a anunciada viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington para se reunir com Donald Trump em março configura um marco na agenda diplomática do Brasil. Com pautas que vão desde o fortalecimento de laços democráticos até o debate sobre crises globais e regionais como a da Venezuela e a de Gaza, a reunião bilateral é vista como essencial para consolidar a posição brasileira no cenário internacional e reforçar o diálogo. Para ficar por dentro de outros acontecimentos políticos no cenário nacional e internacional, continue acompanhando nossa editoria de Política.

Crédito da imagem: Reuters/Proibida reprodução

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