Lula planeja reunião ‘olho no olho’ com Trump em março

Economia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou planos de viajar a Washington, nos Estados Unidos, no início de março, para um encontro direto e franco, que descreveu como “olho no olho”, com o ex-presidente e então homólogo americano Donald Trump. Esta expectativa surge após uma conversa telefônica de aproximadamente 50 minutos entre os líderes.

A potencial viagem aos EUA sublinha a relevância do diálogo entre as nações, com Lula ressaltando a importância de se debaterem as relações bilaterais. As declarações do presidente foram feitas ao chegar a um hotel na Cidade do Panamá, onde tem participação confirmada no Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe 2026, organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF).

Lula planeja reunião ‘olho no olho’ com Trump em março

Durante sua estadia no Panamá, Lula e Trump conversaram, e o presidente brasileiro expressou forte convicção de que os laços políticos e comerciais entre os dois países devem retornar a um estado de normalidade em breve. “Acho que dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro, para que a gente possa discutir as boas relações entre o Brasil e os Estados Unidos,” enfatizou o presidente, destacando a importância da diplomacia pessoal para alinhar expectativas e estratégias em um cenário global complexo. Lula também reiterou seu otimismo de que o multilateralismo será fortalecido e as economias retomarão o crescimento, um anseio compartilhado por diversas populações.

Diálogos com Líderes Globais e a Agenda do Multilateralismo

Além do telefonema com Donald Trump, a agenda diplomática de Lula nos últimos dias incluiu conversas significativas com outras figuras importantes do cenário mundial. Ele dialogou com o presidente da França, Emmanuel Macron, e com o presidente do Chile, Gabriel Boric. Tais interações fazem parte de um esforço mais amplo de discutir e fomentar o multilateralismo e a democracia em escala global, refletindo uma postura ativa do Brasil no cenário internacional.

No centro dessas discussões, a importância da cooperação e do entendimento mútuo para enfrentar desafios contemporâneos foi um ponto chave. A visão do Brasil, conforme expressa por seu presidente, é de que a coordenação entre nações é vital para superar obstáculos econômicos e sociais, bem como para a promoção da paz. Para um aprofundamento sobre a política externa brasileira e sua defesa do diálogo global, pode-se consultar as diretrizes oficiais do governo, como as disponibilizadas pelo Ministério das Relações Exteriores, que detalham o compromisso do país com organizações internacionais e o multilateralismo.

A Questão da Venezuela e a Defesa da Soberania

Um dos temas cruciais abordados nos diálogos de Lula foi a situação política da Venezuela. O presidente defendeu que qualquer solução para o país vizinho deve ser obra dos próprios venezuelanos, sem intervenção externa de nações como o Brasil ou os Estados Unidos. Ele manifestou a intenção de conversar com a “presidenta” (como ele se referiu, mesmo que o cargo formal seja de vice-presidente executiva) Delcy Rodríguez, expressando o desejo de que a Venezuela possa, com sua soberania assegurada, gerenciar seus assuntos democráticos.

Lula planeja reunião ‘olho no olho’ com Trump em março - Imagem do artigo original

Imagem: Mark Schiefelbein via valor.globo.com

“Está tudo muito recente. Eu acho que nós temos que ter um pouco de paciência porque quem vai encontrar uma solução para o povo da Venezuela é o próprio povo venezuelano. Não será o Brasil, não serão os Estados Unidos, será a Venezuela,” ponderou Lula. O Palácio do Planalto confirmou que a Venezuela foi tema da conversa telefônica com Trump, na qual Lula ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade regional e de trabalhar pelo bem-estar da população venezuelana.

Conselho da Paz e a Carta da ONU

Outra iniciativa relevante discutida por Lula foi a proposta de Donald Trump para a criação de um Conselho da Paz. O presidente brasileiro sugeriu que tal órgão se restringisse à questão de Gaza, com a inclusão de um assento para a Palestina, enfatizando a necessidade de uma abordagem equilibrada e inclusiva para temas tão delicados no cenário global. Durante sua conversa com Emmanuel Macron, ambos os líderes concordaram que as “iniciativas em matéria de paz e segurança devem estar alinhadas aos mandatos do Conselho de Segurança e aos princípios e propósitos da Carta da ONU,” conforme divulgado em nota oficial do Planalto. Este ponto reforça a posição brasileira em defesa do direito internacional e da estrutura de governança global já existente.

Confira também: Imoveis em Rio das Ostras

A série de compromissos e diálogos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com líderes mundiais demonstra um intenso engajamento na política externa brasileira, visando o fortalecimento das relações bilaterais e a promoção do multilateralismo em um cenário global dinâmico. A esperada reunião entre Lula e Trump em março sinaliza um passo importante para o futuro das relações entre Brasil e EUA. Para acompanhar mais notícias e análises sobre política externa e outros temas relevantes, continue navegando em nossa editoria de Política Externa no Governo Lula.

Crédito da imagem: AP Photo/Mark Schiefelbein

Deixe um comentário