O caso chocante de uma jovem agredida em elevador no bairro de São Vicente, litoral de São Paulo, ganhou destaque após detalhes do ocorrido virem à tona. A vítima, de 26 anos, que sofreu violências severas por parte de Jonas de Oliveira, de 32, já havia demonstrado preocupação com a segurança e alertado previamente o porteiro do prédio sobre agressões anteriores. Ela inclusive solicitou que o funcionário acionasse as autoridades caso a situação se repetisse.
De acordo com o depoimento prestado pelo porteiro às autoridades, ele foi avisado pela mulher sobre a possibilidade de novos ataques. Diante do ataque ocorrido no último sábado (7), ao testemunhar a agressão no elevador, o funcionário imediatamente comunicou o síndico do edifício, que por sua vez, encaminhou as gravações do circuito interno de segurança à polícia, auxiliando na investigação.
Jovem Agredida em Elevador Alertou Porteiro em São Vicente
A agilidade na resposta e na entrega das provas foi crucial. O delegado Rogério Nunes Pezzuol, responsável pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente, analisou os depoimentos colhidos de testemunhas como o porteiro, o síndico e moradores do local. Ele descartou qualquer alegação de omissão por parte do funcionário do condomínio, enfatizando a rapidez com que as violências foram executadas e as circunstâncias do incidente.
As imagens da brutal agressão à jovem agredida em elevador só começaram a ser amplamente divulgadas na terça-feira (10), o mesmo dia em que Jonas de Oliveira foi detido pelas forças de segurança. Os vídeos registrados pelas câmeras de segurança são explícitos: eles mostram o agressor puxando a mulher pelos cabelos, aplicando um “mata-leão” e arremessando-a violentamente contra as paredes do compartimento. O teor das imagens evidencia a gravidade da violência sofrida pela vítima.
Ocorrência e Prisão de Jonas de Oliveira
A Polícia Civil de São Vicente tomou conhecimento do crime por meio de uma denúncia anônima na terça-feira (10), conforme registrado em boletim de ocorrência. No mesmo dia, o síndico do condomínio foi prestar seu depoimento. Ele relatou ter recebido o alerta do porteiro sobre a agressão ainda na madrugada do ocorrido, junto com as gravações das agressões no elevador. As provas fornecidas pelo administrador do prédio à polícia incluíam, além das imagens, os registros da conversa mantida com o porteiro.
No depoimento, o síndico foi capaz de identificar o agressor como Jonas de Oliveira, mas afirmou não ter informações sobre a identidade da vítima. Após ser informado do incidente, o síndico contactou o proprietário do apartamento, sendo então orientado a buscar informações com a corretora responsável pela locação. Foi através dessa diligência que se confirmou que o imóvel não estava sob a responsabilidade ou em nome do agressor, Jonas. A investigação continuou e, na noite de terça-feira, Jonas foi localizado e detido no mesmo apartamento, autuado em flagrante por proferir ameaças à vítima por mensagens. Ele enfrentará acusações de tentativa de feminicídio, ameaças e descumprimento de medida protetiva.
Ação do Porteiro e Descarte de Omissão
Em uma coletiva de imprensa subsequente à prisão, o delegado Rogério Nunes Pezzuol esclareceu que uma possível omissão dos funcionários do prédio havia sido inicialmente investigada. Contudo, após ouvir todos os envolvidos, essa hipótese foi integralmente descartada. “Tudo se deu muito rápido e, a partir dos depoimentos do porteiro e das demais testemunhas, nós conseguimos entender que não houve essa omissão, porque a Polícia Militar foi acionada por vários moradores e o porteiro estava ciente disso”, afirmou Pezzuol, reiterando a rapidez e o impacto súbito da violência.
O delegado detalhou ainda que, momentos antes de acessarem o apartamento, a vítima já havia sido alvo de beliscões e puxões de cabelo por Jonas de Oliveira dentro de um veículo de aplicativo. A necessidade de retirar seus pertences pessoais do imóvel motivou a vítima a retornar ao local. Foi justamente por essa razão que, antes de subir, a mulher buscou o porteiro para alertá-lo sobre a possibilidade de novas agressões, pedindo explicitamente que a polícia fosse acionada se algo acontecesse. Apesar de não ter ligado diretamente para a polícia, o funcionário da portaria buscou outras formas de alertar e denunciar o caso. Ele enviou mensagens para grupos de porteiros, para o síndico e para outras pessoas, informando sobre a situação e expressando a necessidade de uma ação. “Ele tinha essa intenção, ele só não foi tão ágil quanto deveria”, explicou Pezzuol, enfatizando que, ainda assim, a Polícia Militar foi chamada por outros moradores.
Este grave incidente ressalta a importância de denunciar qualquer forma de violência. Casos como o da jovem agredida em elevador demonstram a persistência de atos de violência contra a mulher e a complexidade das interações sociais e responsabilidades. As investigações seguirão para garantir que a justiça seja feita. A Polícia Civil de São Vicente reafirma seu compromisso no combate à violência doméstica e no acolhimento das vítimas, buscando sempre a responsabilização dos agressores.
Confira também: Imoveis em Rio das Ostras
Este lamentável episódio na cidade de São Vicente, que resultou na prisão de Jonas de Oliveira, reforça a discussão sobre a violência de gênero e a importância da rede de apoio para as vítimas. Para saber mais sobre outros casos similares, e sobre as medidas legais de proteção, consulte fontes oficiais como a Secretaria de Políticas para Mulheres. Continuem acompanhando nossa editoria de Cidades para mais notícias e análises aprofundadas sobre eventos que impactam o dia a dia da população e a segurança pública em diferentes localidades do Brasil.
Crédito da imagem: Reprodução

