A prévia da inflação de fevereiro (IPCA-15) registrou um índice de 0,84%, evidenciando um avanço significativo em comparação com o mês anterior, quando a taxa foi de 0,20%. Essa aceleração no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reflete principalmente o peso de setores como educação e transportes na composição do indicador, que já apresenta variações anuais a serem monitoradas por consumidores e analistas econômicos.
Os dados, coletados entre 15 de janeiro e 12 de fevereiro de 2026, com base nos preços de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026, destacam uma dinâmica de preços influenciada por fatores sazonais e setoriais. A metodologia empregada pelo IPCA-15, embora similar à do IPCA principal, diferencia-se pela antecedência na apuração e pela abrangência geográfica, que considera famílias com rendimento entre 1 e 40 salários-mínimos em nove regiões metropolitanas e nos municípios de Brasília e Goiânia.
IPCA-15: Prévia da Inflação de Fevereiro Atinge 0,84%
O grupo da Educação foi o principal vetor de alta na prévia da inflação de fevereiro, contribuindo com um impacto de 0,32 ponto percentual (p.p.) no IPCA-15 e registrando uma elevação de 5,20%. Esse crescimento substancial pode ser diretamente atribuído aos reajustes de mensalidades em instituições de ensino de diversos níveis, um movimento comum no início do ano letivo, abrangendo escolas e cursos. Tal variação é crucial para as famílias que se planejam para os custos anuais com educação.
Em sequência, o grupo de Transportes também exerceu forte influência no índice, apresentando um aumento de 1,72% e contribuindo com 0,35 p.p. A volatilidade dos preços neste setor é um fator recorrente, afetando diretamente o bolso dos consumidores brasileiros. Os demais segmentos que compõem o índice tiveram oscilações que variaram desde a queda de -0,42% observada no Vestuário, até a alta de 0,67% no setor de Saúde e Cuidados Pessoais.
No acumulado, a taxa do IPCA-15 no ano de 2026 totaliza 1,04%. Nos últimos 12 meses, o índice atingiu 4,10%, mostrando um ligeiro recuo em comparação com os 4,50% verificados no período imediatamente anterior, sinalizando uma desaceleração, ainda que gradual, na trajetória inflacionária de longo prazo, segundo as projeções divulgadas pelo IBGE. Para uma compreensão mais aprofundada da metodologia do índice e de seu histórico, é possível consultar o site oficial do IBGE sobre o IPCA-15, que oferece acesso detalhado aos relatórios técnicos.
Setores Detalhados e Impactos Regionais no Índice
O setor de Saúde e Cuidados Pessoais apresentou um avanço de 0,67%, com um impacto de 0,09 p.p. Os destaques dentro deste grupo foram os aumentos nos preços de artigos de higiene pessoal, com alta de 0,91%, e nos planos de saúde, que registraram uma elevação de 0,49%. Esses elementos são despesas contínuas para muitos brasileiros e, por isso, sua variação tem um impacto percebível na economia doméstica.
A Alimentação e Bebidas subiu 0,20%, com um impacto mais modesto de 0,04 p.p. Especificamente, a alimentação no domicílio avançou 0,09% em fevereiro, indicando uma redução na velocidade de aumento quando comparada a janeiro, mês em que havia registrado 0,21%. As variações positivas de maior expressão no subgrupo incluíram o tomate, com alta de 10,09%, e as carnes, que subiram 0,76% no período analisado.
No caminho oposto, as quedas de preços mais relevantes no segmento de alimentação no domicílio foram observadas no arroz, com redução de -2,47%, no frango em pedaços, que recuou -1,55%, e nas frutas, que diminuíram -1,33%. Fora do domicílio, a alimentação teve uma variação mais expressiva, de 0,46%, impulsionada por altas em refeições (0,62%) e lanches (0,28%), refletindo os custos de serviços para os consumidores que realizam refeições fora de casa.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Após uma leve queda de -0,26% em janeiro, o grupo de Habitação reverteu o sinal, mostrando uma alta de 0,06% em fevereiro. Essa mudança de comportamento foi influenciada por aumentos na taxa de água e esgoto, que subiu 1,97%, e no aluguel residencial, com alta de 0,32%. Contribuindo para o movimento de queda, a energia elétrica residencial registrou uma retração de -1,37%, sendo o subitem com maior impacto negativo (-0,06 p.p.), justificado pela manutenção da bandeira tarifária verde, que não impõe custo adicional aos consumidores na fatura. Em contraste, o gás encanado também teve queda em suas tarifas, em -0,71%.
Análise dos Indicadores Regionais
A análise regional da prévia da inflação de fevereiro revela variações notáveis entre as diferentes capitais e municípios pesquisados. São Paulo apresentou a maior variação, alcançando 1,09%, impulsionada, em grande parte, pelas expressivas elevações nas passagens aéreas, com 16,92% de alta, e nos cursos regulares, que tiveram um acréscimo de 6,34%, com destaque para o ensino fundamental, que atingiu 8,32%. Essas elevações em São Paulo ressaltam a pressão nos setores de transporte e educação, refletindo as características econômicas da maior metrópole do país.
Em contraste, Recife registrou a menor variação do índice regional, com apenas 0,35%. Essa contenção da inflação na capital pernambucana pode ser explicada por quedas em itens específicos, como o transporte por aplicativo, que apresentou um recuo significativo de -10,34%, e a energia elétrica residencial, que teve uma redução de -2,32%. Esses dados mostram como as condições locais e as políticas de preço em serviços e bens essenciais podem divergir e gerar impactos distintos na realidade inflacionária das diferentes regiões brasileiras.
O período de coleta para o IPCA-15 de fevereiro de 2026 foi realizado de 15 de janeiro a 12 de fevereiro, comparando os preços vigentes nesse intervalo com aqueles observados entre 13 de dezembro de 2025 e 14 de janeiro de 2026. A abrangência da pesquisa do IBGE, para este indicador, inclui as famílias com rendimento entre 1 e 40 salários-mínimos, englobando as áreas metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além das capitais Brasília e Goiânia. A próxima divulgação do IPCA-15, referente a março, está programada para 26 do mesmo mês, conforme calendário oficial do IBGE.
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Em resumo, a prévia da inflação de fevereiro de 2026, medida pelo IPCA-15, indicou uma elevação de 0,84%, impulsionada principalmente por reajustes nos preços da educação e transportes. Apesar das variações em diferentes grupos e regiões, a tendência geral sugere a necessidade de atenção aos movimentos de preços. Continue acompanhando as análises e notícias da editoria de Economia para se manter informado sobre as tendências inflacionárias no Brasil. Visite o Blog Hora de Começar – Categoria Economia para mais insights e atualizações.
Crédito da imagem: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
