O Ibovespa Futuro opera em ascensão no pregão desta terça-feira (27), impulsionado pelas expectativas em torno das próximas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central do Brasil (BC). Além dos movimentos dos bancos centrais, o mercado também acompanha de perto a divulgação de importantes balanços corporativos globais. Pontualmente às 9h01 (horário de Brasília), o contrato futuro para o mês de fevereiro demonstrava uma valorização de 0,54%, atingindo a marca de 183.940 pontos, refletindo o otimismo inicial dos investidores.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve se prepara para anunciar sua decisão às 16h (horário de Brasília). A ampla expectativa é que a taxa de juros seja mantida nos patamares atuais, em uma reunião que, entretanto, está em parte ofuscada por desdobramentos alheios à política monetária. Há uma investigação criminal do governo do presidente Donald Trump que incide sobre o chair Jerome Powell, bem como um esforço para a remoção da diretora Lisa Cook. Adicionalmente, o cenário político também inclui a iminente nomeação de um sucessor para assumir o cargo de Powell em maio, eventos que geram discussões no panorama político-econômico.
Ibovespa Futuro Sobe com Juros Fed e BC no Radar
No contexto nacional, o Banco Central também deve divulgar seu comunicado ao final do dia, com a inclinação de manter a taxa Selic no patamar de 15%. A atenção dos analistas e investidores, neste caso, concentra-se principalmente em qualquer indicação que o BC possa dar a respeito do futuro da política monetária brasileira, especialmente sobre o momento de início do ciclo de cortes de juros. Estas pistas são cruciais para a precificação de ativos e para o direcionamento de investimentos em curto e médio prazos, influenciando diretamente as expectativas de mercado.
Em um panorama mais amplo, balanços corporativos que superaram as expectativas globais contribuíram para a manutenção das ações mundiais em níveis próximos a máximas recordes. A ASML, reconhecida como a maior fornecedora global de equipamentos para a fabricação de chips semicondutores, apresentou números de pedidos no quarto trimestre mais fortes do que o projetado. O entusiasmo do mercado é palpável antes da divulgação dos resultados de gigantes da tecnologia como Meta e Tesla, esperados após o fechamento dos mercados desta terça-feira, o que adiciona uma camada extra de dinamismo aos índices.
Ainda na esfera doméstica, a Vale (VALE3) informou na terça-feira que sua produção de minério de ferro em 2025 alcançou 336,1 milhões de toneladas. Esse volume representa um crescimento de 2,6% em comparação com a produção de 2024, evidenciando uma recuperação produtiva importante para a mineradora. Para o período da tarde, às 14h30, está agendada a divulgação, pelo Tesouro Nacional, dos dados referentes à dívida pública de dezembro e do acumulado de 2025, juntamente com a apresentação do Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, elementos essenciais para a análise da saúde fiscal do país.
No front político brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa durante a manhã do Fórum Econômico Internacional da América Latina, um evento chave para discussões sobre a economia regional. Na agenda, está prevista uma reunião bilateral com o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, um encontro que pode render importantes pautas de cooperação e investimentos, sinalizando movimentações no cenário geopolítico e comercial que, indiretamente, podem reverberar no ambiente de negócios nacional.
Nos mercados internacionais, em Wall Street, os contratos futuros também exibiam tendências de alta. O Dow Jones Futuro registrava uma elevação de 0,03%, enquanto o Nasdaq Futuro avançava expressivos 0,90% e o S&P 500 Futuro subia 0,34%. Essas movimentações sinalizam um bom começo de dia para o mercado acionário americano, em um ambiente de otimismo com os resultados corporativos e à espera da decisão do Fed.

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No segmento cambial, o dólar à vista demonstrou uma desvalorização de 0,17%, sendo cotado a R$ 5,197 na venda. Em contraste, o dólar futuro operava em alta de 0,31%, alcançando o patamar de R$ 5,200. A flutuação da moeda norte-americana reflete a complexidade das interações entre a política monetária interna, as expectativas sobre os juros externos e o fluxo de capital que acompanha as decisões dos investidores, contribuindo para a volatilidade nos ativos locais.
Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram as negociações em comportamento misto. Um destaque notável foi o novo recorde de fechamento do mercado sul-coreano, que reagiu positivamente após o presidente dos EUA, Donald Trump, adotar um tom mais conciliatório em relação à sua prévia ameaça de imposição de tarifas contra Seul. A retórica diplomática e as negociações comerciais são fatores cruciais para a estabilidade e o crescimento econômico da região, influenciando a percepção de risco e o investimento estrangeiro.
Na Europa, os mercados apresentavam um desempenho variado enquanto os investidores se preparavam para mais divulgações de balanços corporativos de peso. Na manhã desta terça-feira, a gigante holandesa de semicondutores ASML surpreendeu o mercado ao reportar um volume de encomendas que superou as projeções. Adicionalmente, a previsão de vendas da companhia para 2026 também se posicionou acima das estimativas. Em contraste, as ações da LVMH despencaram mais de 7% depois que o renomado conglomerado francês de artigos de luxo anunciou resultados financeiros considerados mistos para o ano fiscal na noite de terça-feira, mostrando a seletividade dos investidores.
Em relação às commodities, os preços do petróleo operam próximos das máximas de quatro meses. Essa elevação é influenciada pelas novas ameaças do presidente Donald Trump contra o Irã, o que gera preocupações sobre a oferta global, e também pela desvalorização do dólar, que naturalmente torna as commodities cotadas na moeda americana mais acessíveis para compradores com outras moedas. Já as cotações do minério de ferro na China encerraram em baixa, resultado da paralisação gradual de projetos de construção em decorrência da proximidade do Ano Novo Lunar chinês. Essa interrupção tradicionalmente provoca uma diminuição sazonal na demanda por aço e suas matérias-primas, afetando o mercado global. O Federal Reserve é uma das instituições mais importantes do mundo.
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O cenário para o mercado financeiro continua a ser moldado por uma complexa interação de fatores macroeconômicos e microeconômicos. Com decisões importantes sobre juros a caminho e o ritmo das divulgações corporativas, os investidores devem permanecer atentos às flutuações. Para uma análise mais aprofundada sobre as tendências do mercado e o impacto das políticas monetárias na economia brasileira, explore mais artigos na nossa editoria de Economia e mantenha-se informado sobre os principais eventos que movem a bolsa e os investimentos.
Crédito da imagem: (Com Reuters)
