Governo Trump remove bandeira LGBT de Stonewall em NY

Economia

O governo Trump removeu a bandeira do Orgulho LGBT do icônico Monumento Nacional de Stonewall, localizado em Nova York. O local é reconhecido como o berço do movimento moderno pelos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e queers (LGBTQ+). A ação provocou diversas reações e levantou discussões sobre a política federal de exibição de símbolos em espaços públicos administrados pelo governo.

De acordo com o Serviço Nacional de Parques, a agência federal responsável pela supervisão dos monumentos nos Estados Unidos, a retirada da bandeira do Orgulho, que tremulava no mastro do monumento, foi realizada para assegurar a aplicação consistente de uma política institucional já estabelecida. Essa política, afirmada pelo Serviço Nacional de Parques, visa unificar os critérios de exposição em todos os locais sob sua gestão, garantindo a uniformidade de suas diretrizes em nível nacional.

Governo Trump remove bandeira LGBT de Stonewall em NY

A controvérsia em torno da bandeira no monumento de Greenwich Village, no centro de Manhattan, intensificou as acusações de que a administração do então presidente republicano Donald Trump estaria empreendendo esforços para restringir os direitos de indivíduos gays e transgêneros. Muitos críticos consideram a remoção como parte de um padrão de ações que buscam minar as conquistas e a visibilidade da comunidade LGBTQ+ no país.

Reações veementes vieram de figuras políticas locais. O prefeito Zohran Mamdani, membro do partido Democrata, expressou sua indignação, qualificando a iniciativa como um “ato de apagamento”. Em resposta, alguns parlamentares anunciaram a intenção de instalar uma nova bandeira do Orgulho no mastro desocupado antes do final da semana, em um gesto de resistência e solidariedade com a comunidade afetada.

Ajustes na Política de Exibição de Bandeiras

O Serviço de Parques elucidou que sua decisão baseou-se em uma diretriz estabelecida em 2023, que esclarece que mastros administrados pelo governo não se constituem como espaços para a livre manifestação pública. A orientação federal permite o hasteamento de bandeiras que não sejam a dos Estados Unidos apenas se estas expressarem oficialmente os sentimentos ou políticas do governo federal. Essa medida, conforme a agência, garante a coesão nas práticas de exibição de bandeiras em todos os seus locais. Para reforçar a conformidade, a agência distribuiu um memorando reiterando essa política aos diretores regionais e superintendentes no mês anterior à remoção.

O mastro em questão, junto ao Monumento Nacional, encontra-se no Christopher Park, marcando um ponto histórico crucial. Foi ali que, em 1969, gays, lésbicas e transgêneros de Nova York se mobilizaram em um levante e protestaram vigorosamente contra uma série de batidas policiais no Stonewall Inn, práticas comuns na época em bares frequentados por pessoas LGBTQ+. Essa revolta foi um ponto de virada fundamental, catalisando o movimento pelos direitos civis LGBTQ+ em nível global. Em 2016, o local foi formalmente designado como monumento nacional dos Estados Unidos pelo então presidente Barack Obama, um democrata, permanecendo um polo vibrante da vida noturna e da cultura LGBTQ+.

Controvérsias e Ações do Governo Trump

Durante seu mandato, o ex-presidente Trump e outros representantes do Partido Republicano empreenderam uma série de iniciativas destinadas a restringir direitos da população LGBTQ+, com particular atenção aos direitos das pessoas transgênero. Entre as ações, Trump emitiu uma diretriz para suas agências, afirmando a existência de apenas dois sexos imutáveis. Adicionalmente, o site oficial do Monumento Stonewall passou por uma alteração, onde todas as menções a “LGBT” foram substituídas por “LGB”, indicando uma exclusão da identidade transexual da representação oficial.

A remoção da bandeira ocorreu discretamente, sendo notificada na noite de domingo ou na madrugada de segunda-feira, conforme reportado pelo veículo Gay City News na segunda-feira subsequente. A ação gerou imediata condenação de líderes comunitários e políticos. Brad Hoylman-Sigal, presidente do bairro de Manhattan, qualificou a retirada como um “ataque deliberado” contra a comunidade LGBTQ+, salientando a natureza intencional da medida.

Em relação aos planos de Nova-iorquinos para re-hastear a bandeira do arco-íris sobre o monumento, o Serviço Nacional de Parques não forneceu esclarecimentos sobre quais medidas seriam tomadas, como manifestado por Hoylman-Sigal e outros que pretendem concretizar a ação na quinta-feira. Hoylman-Sigal expressou que, embora a prisão fosse “o pior resultado”, tal ato estaria em conformidade com o espírito original do próprio Stonewall, cujo movimento se fundamentou na insurreição contra as autoridades e na busca por reconhecimento e direitos.

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A retirada da bandeira do Orgulho de Stonewall, um marco histórico para o movimento LGBTQ+, evidenciou as tensões entre políticas governamentais e a representatividade de grupos minoritários nos Estados Unidos. O incidente sublinha a importância contínua da visibilidade e da luta por direitos civis. Para continuar acompanhando as notícias mais relevantes sobre políticas sociais, direitos humanos e eventos que moldam o cenário contemporâneo, mantenha-se conectado à nossa editoria de Política e fique por dentro das últimas análises e acontecimentos.

Crédito da imagem: Creative Commons

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