Alerta: Golpe no WhatsApp usa nome da Receita Federal

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O golpe do WhatsApp em nome da Receita Federal tem se intensificado, explorando a credibilidade de órgãos governamentais para enganar cidadãos brasileiros. Recentemente, novas evidências surgiram revelando a disseminação de mensagens fraudulentas que, simulando alertas da Receita Federal, direcionam usuários para links falsos com o intuito de aplicar fraudes, inclusive com o pedido de pagamentos via PIX para uma suposta “regularização” de dívidas ou pendências no CPF.

Estas comunicações enganosas alertam sobre “irregularidades” em documentos como o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e oferecem um link conveniente para a “resolução” dos problemas e pagamento de débitos inexistentes. No entanto, é crucial reforçar: esta prática configura um golpe, sendo as mensagens e os sites associados completamente falsos.

Alerta: Golpe no WhatsApp usa nome da Receita Federal

Leitores da seção Fato ou Fake enviaram evidências das mensagens enganosas, que utilizam logotipos que imitam os da Receita Federal e do governo federal. Essas mensagens chegam frequentemente pelo WhatsApp, originárias de números de celular até mesmo de outros países, como o Reino Unido, buscando simular uma autenticidade inexistente. Para aumentar a probabilidade de sucesso, os criminosos usam dados pessoais dos destinatários, como nome e CPF verdadeiros, intensificando a personalização da fraude e os riscos de a vítima cair no golpe do PIX.

O teor das mensagens inclui alertas de “dívidas” tributárias e ameaças graves, como o bloqueio de contas bancárias e cartões, restrições no Banco Central, suspensão de programas sociais como o Bolsa Família, e aplicação de multas elevadas. Os criminosos chegam a falsificar a assinatura do secretário especial da Receita Federal, Robinson Sakiyama Barreirinhas, em um esforço para conferir uma falsa legitimidade às intimações fraudulentas.

A Engenharia Social por Trás do Golpe e as Táticas das Mensagens Falsas

Uma das versões da mensagem enganosa, por exemplo, declara: “Irregularidade fiscal grave detectada. Recebemos um alerta referente ao seu CPF devido à existência de taxas pendentes não regularizadas. Nos termos do Artigo 1º da Lei nº 9.430/1996, a regularização não foi efetuada dentro do prazo estipulado. Uma irregularidade fiscal GRAVE não contestada pode resultar na suspensão imediata do seu CPF e na EXCLUSÃO de direitos civis.” Acompanha essa falsa advertência um link para “regularização”: https://receitafederal.regularizeagora.org/. Outra variante apresenta o mesmo conteúdo, mas com um logotipo simulando o governo federal e um endereço diferente: https://consulte-aqui.com/.

Ao clicar no link https://receitafederal.regularizeagora.org/, a vítima é redirecionada para uma página com o título “Consulta Judiciária Federal”, que exibe o brasão da República e solicita o CPF. Após a inserção, um site falso informa a existência de um “processo judicial” em andamento e oferece um novo link para “detalhes”.

Prosseguindo no esquema, a vítima chega a uma página que também simula a identidade visual do governo e dispara um “Aviso urgente. Após cruzamento de dados das suas declarações o Imposto de Renda dos anos de 2019, 2020 e 2021 foi identificada uma pendência tributária em sua situação fiscal.” O texto continua com uma falsa “INTIMAÇÃO FISCAL – RECEITA FEDERAL DO BRASIL” direcionada a uma pessoa específica, citando nome, CPF, e mencionando o artigo 142 do Código Tributário Nacional (CTN). Um prazo final para regularização, como 25/11/2025, é definido, e alertam sobre punições drásticas em caso de não cumprimento, conforme uma inexistente “Instrução Normativa RFB nº 1.888/2019”: bloqueio de contas bancárias e cartões; impedimento para movimentar PIX, TED e DOC; restrições no Banco Central e SERASA; suspensão de benefícios federais (Auxílio, Bolsa Família, etc.); impedimento para financiamentos, empréstimos e compras no crédito; e aplicação de multa automática de até 150%.

A conclusão dessas mensagens fraudulentas aponta uma “dívida” de R$ 419 que, com um falso “desconto”, pode ser quitada por R$ 138. Um botão de “regularizar” conduz a um formulário que solicita e-mail e telefone, dados que podem ser utilizados em outros golpes, e fornece um código PIX para pagamento. O valor, na verdade, é transferido para uma intermediadora de pagamentos, que não revela o destinatário final dos recursos, tornando a recuperação do dinheiro praticamente impossível.

O Posicionamento Oficial da Receita Federal e da PGFN: Como Identificar e Se Proteger

A Receita Federal, por meio de sua assessoria de imprensa, tem reiteradamente desmentido essas mensagens, alertando a população. Segundo o órgão, a Receita Federal não exige ações imediatas, nem envia comunicações com prazos curtos para a regularização de pendências por meio de aplicativos de mensagem. A urgência e a pressão são claros indicadores de um esquema fraudulento. Além disso, a Receita Federal não solicita pagamentos via WhatsApp, SMS ou e-mail, e nunca envia links externos ou boletos por esses canais.

É crucial notar que todos os sites oficiais do governo brasileiro possuem o domínio .gov.br. Endereços que imitam esta estrutura, mas utilizam outras extensões ou links estranhos, são sempre falsos. Informações legítimas sobre pendências e débitos fiscais somente podem ser acessadas pelo portal e-CAC, disponível no site oficial da Receita Federal, digitado diretamente no navegador.

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), também afetada por golpes similares, confirmou a falsidade das mensagens que cobram supostas “Dívida Ativa com a União”. A PGFN não reconhece endereços como regularize.combr.is/, destacando que não utiliza WhatsApp ou Telegram para comunicação, exceto SMS, e apenas com o remetente 29347. O acesso ao Portal Regularize da PGFN (regularize.pgfn.gov.br) é feito exclusivamente com login e senha do gov.br, visando a máxima segurança. Mensagens oficiais, sejam por SMS ou e-mail, não incluem dados pessoais como CPF, nome ou valor da dívida, limitando-se a orientar o contribuinte a acessar o site oficial.

Adicionalmente, a PGFN não emite documentos de arrecadação como DARF, GPS ou PIX por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram. Todas as transações e informações sobre débitos inscritos na Dívida Ativa da União são tratadas diretamente no portal regularize.pgfn.gov.br. É importante frisar que não existe aplicativo oficial do Regularize.

Checagem de Fatos: Precedentes e Conselhos de Segurança Essenciais

Um episódio anterior, em 29 de novembro de 2025, já havia revelado um golpe similar envolvendo supostas “Dívida Ativa com a União”, com o texto alertando sobre “pendências em seu nome inscritas na Dívida Ativa da União” e mencionando o programa “Regularize” do Governo Federal para negociação de débitos com descontos. Este esquema também utilizava um link fraudulento: https://regularize.combr.is/consulta.html?.

Na ocasião, o Ministério da Fazenda ratificou a falsidade da mensagem, que indevidamente fazia uso do nome do Portal Regularize e da Fazenda Nacional. Eduardo Sadalla Bucci, coordenador-geral da Dívida Ativa da União e do FGTS, explicou que em nenhuma hipótese existe a possibilidade de cancelamento de PIX por dívida fiscal, e que quaisquer constrições patrimoniais são sempre autorizadas pelo Poder Judiciário, precedidas de citação e direito de defesa legal, garantindo o devido processo legal. Por isso, a PGFN sempre reforça: em caso de qualquer dúvida sobre a autenticidade de uma comunicação, nunca clique em links suspeitos e acesse sempre os canais oficiais e seguros do governo para obter informações.

É fundamental que a população permaneça vigilante e adote cautela diante de qualquer comunicação que solicite dados pessoais ou pagamentos urgentes. A Receita Federal e a PGFN enfatizam a importância de buscar informações apenas em suas plataformas oficiais e seguras para evitar cair em fraudes.

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Proteger-se contra o golpe do WhatsApp em nome da Receita Federal é essencial para garantir a segurança dos seus dados e finanças. Ao manter-se informado e seguir as orientações dos órgãos oficiais, você evita ser vítima de criminosos. Para continuar atualizado sobre as últimas notícias e análises de segurança digital, acesse a editoria de Análises no Hora de Começar. Sua segurança começa com informação confiável.

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