Eleições Estaduais 2026: Direita Lidera Cenário Fragmentado

Economia

As **Eleições Estaduais 2026** prometem um rearranjo significativo no poder político brasileiro, com múltiplos governadores encerrando seu segundo mandato e impedidos de disputar a reeleição. Esse cenário, delineado por pesquisas a pouco menos de um ano e meio do pleito, revela um panorama complexo, com alguns estados apresentando líderes consistentes, enquanto outros mantêm incerteza considerável nas suas sucessões.

O mapa eleitoral atual, conforme dados compilados de diversas pesquisas de opinião pública realizadas entre novembro e dezembro, indica uma inclinação geral do eleitorado. Foram analisados levantamentos do Real Time Big Data e do Paraná Pesquisas. Predominam lideranças associadas ao campo do centro-direita e da direita em várias regiões do país, ao passo que a ala governista preserva forças em importantes redutos, notadamente na Região Nordeste.

Eleições Estaduais 2026: Direita Lidera Cenário Fragmentado

Considerando as projeções presentes nas pesquisas, que capturam uma fotografia momentânea das intenções de voto, estima-se que a direita e o centro-direita possuam hoje uma vantagem competitiva em 16 a 18 governos estaduais em 2026. Este contingente abrange unidades federativas onde candidatos filiados a partidos como PL, Republicanos, União Brasil, PP, Novo ou PSD desfrutam de margem expressiva ou competem nas posições de ponta. Entre esses estados estão São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Espírito Santo, Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Tocantins, além de porções do Nordeste, incluindo Alagoas, Rio Grande do Norte e Maranhão.

Em contrapartida, o bloco político alinhado à esquerda e ao governo federal manifesta uma primazia mais nítida em aproximadamente 8 a 10 estados, com forte concentração no Nordeste. Destacam-se aqui Pernambuco, Piauí, Ceará e Sergipe, complementados por disputas ainda em aberto na Bahia e em algumas praças onde governadores do Partido dos Trabalhadores (PT) pleiteiam a reeleição. Os demais estados configuram-se como cenários fluídos ou dependem crucialmente da consolidação de candidaturas, com empates técnicos ou grande fragmentação de nomes, podendo essa distribuição de forças sofrer mudanças consideráveis ao longo do próximo ano.

Se esta projeção de **Eleições Estaduais 2026** se concretizar, o campo da direita e do centro-direita angariaria a maioria das governanças estaduais, ampliando sua influência sobre as bancadas federais e fortalecendo a articulação política nacional a partir de 2027, mesmo que sem um domínio uniforme por todo o território nacional. Para mais detalhes sobre as regulamentações eleitorais, acesse o site oficial do Tribunal Superior Eleitoral.

Sucessões Abertas e a Vantagem da Direita

Nos estados onde os atuais mandatários estão impedidos de concorrer à reeleição, as pesquisas indicam uma vantagem inicial para candidaturas do centro-direita. No Distrito Federal, a vice-governadora Celina Leão (PP) figura na liderança e desponta como sucessora provável de Ibaneis Rocha (MDB). Um levantamento Real Time Big Data de 9 de dezembro apontou Celina com 37,2% das intenções de voto, seguida pelo ex-governador José Roberto Arruda (sem partido), com 16%, e pelo presidente do Iphan, Leandro Grass (PT), com 9,7%. A primazia de Leão sugere uma transição com poucas rupturas políticas e restrita abertura para a esquerda no momento.

Em Goiás, com a saída de Ronaldo Caiado (União Brasil), o vice-governador Daniel Vilela (MDB) é impulsionado na disputa. Pesquisa do Paraná Pesquisas, divulgada em 8 de dezembro, o coloca à frente em todos os cenários, com margem confortável sobre concorrentes do PL e PT, sinalizando uma transição mais centrista, distante da órbita do governo Lula. Vilela registrou 39,3%, à frente do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) com 24,4%, Adriana Accorsi (PT) com 12,9%, e senador Wilder Morais (PL) com 9,2%. A manutenção do estado fora da esfera da esquerda é a tendência, ainda que com um perfil menos ideológico que Caiado.

Em Mato Grosso, o senador Wellington Fagundes (PL) emerge na liderança, reforçando a força da direita no estado ligado ao agronegócio. A última pesquisa Real Time Big Data de 28 de novembro apontou Fagundes com 43% das intenções de voto, superando o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que somou 17%. Esse resultado indicaria a continuidade de Mato Grosso no campo da direita, com potencial endosso a pautas bolsonaristas em uma das bases do agronegócio. Em contraste, no Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) possui ampla vantagem para a reeleição, com 55% das intenções de voto (Real Time Big Data, 1º de dezembro), frente a Fábio Trad (PT) com 16% e Marcos Pollon (PL) com 11%. A continuidade de um governo de centro-direita é o cenário mais provável.

O Sudeste e a Sensibilidade das Disputas

No Sudeste, região de elevado peso eleitoral e econômico, as disputas ganham contornos ainda mais sensíveis para as Eleições Estaduais 2026. Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) mantém larga margem de liderança em todas as simulações do Real Time Big Data, inclusive contra ministros do governo Lula. O levantamento de 2 de dezembro mostrou Tarcísio com 45% contra 26% de Alckmin, e 49% contra 22% de Haddad. A reeleição consolidaria o maior colégio eleitoral do país sob o comando da direita.

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) aparece como favorito isolado com mais de 55% das intenções de voto, indicando uma sucessão previsível se sua candidatura for confirmada (Real Time Big Data, 3 de dezembro). O presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), vem em segundo com 14%, embora tenha sido alvo de investigações judiciais recentes. Em Minas Gerais, o cenário é mais volátil: o senador Cleitinho (Republicanos) lidera com 38% quando presente nas simulações, superando Alexandre Kalil (PDT) com 18%, segundo Real Time Big Data de 10 de dezembro. Sua ausência, porém, reconfigura o tabuleiro, abrindo espaço para nomes de centro e da esquerda. Minas Gerais persiste como um dos principais pontos de indefinição no panorama político. Já no Espírito Santo, a disputa é mais equilibrada, com Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) alternando a liderança, em empate técnico de 30% cada (Real Time Big Data, 8 de dezembro), sugerindo uma eleição acirrada e menos polarizada.

Nordeste: Reduto Governamental com Competição Intensificada

A região Nordeste permanece como o principal bastião do campo governista, embora com indícios de uma competição mais acirrada em certas praças nas Eleições Estaduais 2026. Em Pernambuco, João Campos (PSB), prefeito do Recife, lidera com folga as pesquisas e pode vencer no primeiro turno, o que representaria a continuidade de um projeto de centro-esquerda. O Real Time Big Data, em 11 de dezembro, mostra João Campos com 55%, contra 28% da governadora Raquel Lyra (PSD), indicando o fortalecimento de uma jovem liderança alinhada, mas com autonomia, ao governo federal. No Ceará, Ciro Gomes (PDT) aparece com 46% das intenções de voto, contra 33,2% de Elmano (PT) e 9,6% do senador Eduardo Girão (Novo), conforme pesquisa do Paraná Pesquisas de 16 de dezembro. No Piauí, Rafael Fonteles (PT) exibe números expressivos e se encaminha para uma reeleição tranquila, liderando com 64% contra 24% de Ciro Nogueira (PP) (Real Time Big Data, 28 de novembro).

Contudo, outros estados nordestinos apresentam um quadro mais dividido. Na Bahia, ACM Neto (União) e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) figuram em empate técnico (44% a 35%, respectivamente, segundo Real Time Big Data, 26 de novembro), ecoando a polarização de 2022. Este estado emerge como uma das disputas mais estratégicas de 2026, com potencial de manter o alinhamento ao governo Lula ou de migrar para a direita. Em Alagoas, o embate entre Renan Filho (MDB), ministro do governo federal, e JHC (PL) projeta uma disputa direta entre governo e oposição, com JHC à frente (47,6% a 40,9%) no levantamento do Paraná Pesquisas de 12 de dezembro. No Maranhão, Eduardo Braide (PSD) lidera com 35%, mas enfrenta Orleans Brandão (MDB) com 25% e Lahesio Bonfim (Novo) com 19% (Real Time Big Data, 1º de dezembro), sugerindo uma eleição aberta. Se Braide vencer, haverá uma migração para um campo mais centrista, diminuindo a influência direta do grupo alinhado ao governo federal.

Na Paraíba, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), lidera os cenários com 31%, com a disputa pelo segundo lugar entre Lucas Ribeiro (PP), 16%, e Efraim Filho (União) e Pedro Cunha Lima (PSD), ambos com 13% (Real Time Big Data, 2 de dezembro). Uma vitória de Lucena apontaria para a manutenção de um perfil político pragmático e centrista. No Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União) e Rogério Marinho (PL) estão tecnicamente empatados (36% a 34%, Real Time Big Data, 13 de dezembro), indicando uma possível inclinação do estado para a oposição, sem definição clara. Em Sergipe, o governador Fábio Mitidieri (PSD) lidera com folga com 46% contra 22% de Valmir de Francisquinho (PL) (Real Time Big Data, 27 de novembro), mantendo o estado em um campo centrista e dialogante.

Sul e Norte: Tendências e Particularidades Regionais

Na região Sul, as pesquisas corroboram uma inclinação para o centro-direita e a direita nas Eleições Estaduais 2026. No Paraná, Sergio Moro (União Brasil) lidera com vantagem significativa (47,5%), à frente de Requião Filho (PDT) com 28,8% e Guto Silva (PSD) com 7,8% (Paraná Pesquisas), consolidando um campo oposicionista. Em Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) surge como favorito à reeleição com 48%, mantendo o estado alinhado à direita (Real Time Big Data, 4 de dezembro). O Rio Grande do Sul, contudo, diverge um pouco. Luciano Zucco (PL) agora lidera com 28%, superando Juliana Brizola (PDT) com 22% e Edegar Pretto (PT) com 21% (Real Time Big Data, 3 de dezembro), deixando o estado em zona de indefinição entre o centro-esquerda e a direita.

No Norte, o desenho das eleições para governadores também sugere um avanço do centro-direita, mas com forte influência de lideranças regionais. No Acre, Alan Rick (União Brasil) lidera com folga com 40%, superando Tião Bocalom (PL) com 24% e Mailza Assis (PP) com 15% (Real Time Big Data, 15 de dezembro). No Amapá, Dr. Furlan (MDB), prefeito de Macapá, desponta muito à frente do atual governador Clécio Luís (Solidariedade), com 65,6% contra 25,4% (Paraná Pesquisas, 1º de novembro), indicando provável troca de comando para um campo centrista. No Amazonas, Omar Aziz (PSD) lidera com 42% (Real Time Big Data, 15 de dezembro), mantendo o estado em um perfil mais centrista.

No Pará, a vice-governadora Hana Ghassan (MDB), apoiada por Helder Barbalho, lidera com 24%, seguida por Dr. Daniel com 20% (Real Time Big Data, 8 de dezembro), o que sinaliza continuidade política. Rondônia e Tocantins figuram como os estados mais imprevisíveis da região, com empates técnicos e disputas pulverizadas. Em Rondônia, Marcos Rogério (PL) com 23%, Fernando Máximo (União) com 21% e Adaílton Fúria (PSD) com 19% (Real Time Big Data, 17 de dezembro) lideram. Independentemente do vencedor, o estado deve permanecer no campo da direita. Em Roraima, o prefeito Arthur Henrique (MDB) e a ex-prefeita Teresa Surita (MDB) lideram (Teresa com 36% e Arthur em cenários distintos) (Real Time Big Data, 15 de outubro), com qualquer vitória mantendo um campo centrista. No Tocantins, os senadores Professora Dorinha (União Brasil) e Eduardo Gomes (PL) estão empatados com 29%, seguidos por Laurez Moreira (PSD) com 20% (Real Time Big Data, 16 de dezembro), indicando a permanência da direita no estado.

As Eleições Estaduais 2026 desenham um mosaico político complexo e fragmentado, onde a direita e o centro-direita iniciam com vantagem significativa na maioria dos estados, especialmente naqueles com sucessões abertas. No entanto, a força do campo governista no Nordeste e as disputas acirradas em outras regiões sinalizam que o cenário ainda pode passar por importantes reconfigurações até o pleito. Acompanhe nossa editoria para análises e atualizações sobre o panorama político nacional e suas projeções.

Confira também: Imoveis em Rio das Ostras

Este levantamento reflete a dinâmica política atual, evidenciando as particularidades e tendências de cada unidade federativa. Fique por dentro de todas as análises aprofundadas sobre o futuro da governança estadual e municipal em `https://horadecomecar.com.br/blog/politica`. Continue explorando nossa editoria de Política para entender os desdobramentos desses importantes movimentos pré-eleitorais.

Crédito da Imagem: Montagem sobre fotos de José Marcos/Agência Brasil e Agência Senado/Agência Câmara