A preparação de Carol Santiago para a Paralimpíada de Los Angeles em 2028 já está em andamento, marcando um novo e estratégico ciclo de testes e ajustes para a principal nadadora paralímpica do Brasil. Após um período intenso de competições, influenciado pelo adiamento dos Jogos de Tóquio devido à pandemia de COVID-19, a atleta foca agora em solidificar a base para os desafios futuros.
O calendário da natação paralímpica, notoriamente afetado, resultou em quatro anos repletos de eventos de alto nível, culminando nos Jogos de Paris em 2024. Este percurso incluiu três Campeonatos Mundiais significativos: o de 2022, realizado na Ilha da Madeira, Portugal; a edição de 2023, em Manchester, Inglaterra; e a mais recente, de 2025, sediada em Singapura. Diante desse cronograma denso, o ano de 2026 surge como uma fase crucial, apesar de não prever grandes confrontos internacionais, com foco nas etapas da World Series e nos Jogos Parasul-Americanos na Colômbia.
Carol Santiago planeja Paralimpíada 2028 em ciclo de testes
Em entrevista à Agência Brasil, Maria Carolina Santiago, reconhecida como a figura central da natação paralímpica feminina nacional, reforçou a importância do próximo ano no planejamento para a Paralimpíada de Los Angeles (Estados Unidos). “Na nossa preparação, [2026] será bem importante para fazermos a base do que queremos construir de velocidade e resistência para os Jogos. Testando bastante coisa, estando o mais próximo que pudermos controlar para não sairmos do que já sabemos que funciona. Então, com certeza, vamos aproveitar as competições para testarmos o programa”, explicou a nadadora pernambucana, que completou 40 anos, ressaltando a metodologia e o foco estratégico que balizarão sua jornada até 2028.
A Ascensão e os Triunfos de uma Multicampeã
Nascida com a Síndrome de Morning Glory, uma alteração retiniana que a classifica na categoria S12 para atletas com baixa visão, Carol Santiago iniciou sua transição da natação convencional para a modalidade adaptada em 2018. Sua adaptação e ascensão foram meteóricas, estabelecendo-a rapidamente como uma das figuras mais proeminentes do esporte. Em apenas duas edições das Paralimpíadas, Tóquio e Paris, Carol acumulou dez medalhas, das quais seis foram de ouro. Este impressionante feito a consagra como a maior campeã paralímpica do país e a segunda mulher com maior número de pódios na história dos Jogos, estando a apenas três marcas da recordista Ádria dos Santos.
Em Paris, a performance de Santiago foi avassaladora, garantindo-lhe ouros nos 50 metros livre, 100 metros livre e 100 metros costas. Adicionalmente, a atleta conquistou duas medalhas de prata nos 100 metros peito e no revezamento 4×100 metros livre. Pensando no ciclo que antecede Los Angeles 2028, Carol e seu treinador, Leonardo Tomazello, implementaram uma estratégia de redução no programa de provas individuais, diminuindo de seis para três. Essa decisão visa priorizar as disciplinas nas quais a nadadora demonstrou supremacia no palco parisiense, otimizando sua energia e foco para as categorias de maior potencial de medalhas na próxima edição dos Jogos.
Confirmação Estratégica no Mundial de Singapura
A eficácia dessa nova estratégia ficou evidente já em 2025, durante o Campeonato Mundial de Singapura. Carol Santiago não só replicou os resultados dourados obtidos em Paris, assegurando o tricampeonato nos 100 metros costas e o tetracampeonato nos 100 metros livre, como também adicionou mais um ouro no revezamento 4×100 metros medley e uma prata no revezamento 4×100 metros livre. Esse desempenho exemplar a levou a ser eleita Atleta Feminina do Ano no Prêmio Brasil Paralímpico pela quarta vez, a segunda consecutiva, firmando-a como a maior vencedora feminina do troféu.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
A superação dos desafios inerentes ao calendário competitivo foi um dos pilares para os recentes triunfos. “Posso dizer que foi o ano mais difícil desde que entrei no movimento paralímpico, mas conseguimos transformar as dificuldades em desafios, enfrentar, vencer e performar, como performamos no Mundial”, afirmou Carol, sublinhando a capacidade de sua equipe e a sua própria resiliência frente aos obstáculos. O sucesso neste Mundial pós-Paralimpíada é crucial. “O primeiro ano [após os Jogos] é sempre importante. Era um ano de Mundial, em que você pode avaliar exatamente o ponto em que está na preparação. O Mundial é o que temos mais próximo de uma Paralimpíada”, ponderou a multicampeã, descrevendo seu desempenho como “um pontapé inicial bem dado” para a jornada que culminará na Paralimpíada de Los Angeles 2028.
A atenção para o alto rendimento e a evolução das modalidades paralímpicas é constante. Para aprofundar-se no tema e conhecer mais sobre os programas de treinamento e o trabalho do Comitê Paralímpico Brasileiro, acesse o site oficial do CPB e fique por dentro das últimas notícias sobre o paradesporto.
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Com os olhos fixos na Paralimpíada de Los Angeles 2028, Carol Santiago e sua equipe demonstram um planejamento meticuloso e uma dedicação inabalável, reiterando seu compromisso em manter o Brasil no pódio. Para acompanhar mais detalhes sobre os preparativos e a trajetória de sucesso dos nossos atletas, explore a editoria de Esporte em nosso blog, onde você encontra as últimas notícias e análises.
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