Câncer causou morte de Brigitte Bardot, confirma viúvo

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A causa da morte de Brigitte Bardot, um dos maiores ícones do cinema mundial e notável ativista dos direitos animais, foi confirmada como decorrência de um câncer. A informação, aguardada por fãs e admiradores, foi detalhada pelo viúvo da atriz, Bernard d’Ormale, em entrevista concedida à renomada revista Paris Match e divulgada na última quarta-feira, 7 de dezembro. A notícia esclarece os eventos que culminaram no falecimento de Bardot, um momento de luto para a cultura cinematográfica francesa e global.

A célebre atriz francesa, cujo legado transcende as telas, partiu em 28 de dezembro de 2025, aos 91 anos de idade. Seu óbito ocorreu em sua residência, localizada na charmosa cidade de Saint-Tropez, no sul da França, onde a artista passava seus últimos dias. Anteriormente, em outubro do mesmo ano de 2025, Bardot havia sido hospitalizada em Toulon para a realização de um procedimento cirúrgico, do qual recebeu alta no mesmo mês. Sua jornada de saúde, pontuada por altos e baixos, esteve sob acompanhamento próximo de sua família e médicos.

Câncer Causou Morte de Brigitte Bardot, Confirma Viúvo

Bernard d’Ormale, seu companheiro e confidente, relatou que Brigitte Bardot havia passado por duas intervenções cirúrgicas anteriores para combater o câncer, antes de finalmente “se entregar” à doença no mês que antecedeu seu falecimento. A revelação foi feita na entrevista publicada às vésperas de seu funeral, que também aconteceu na última quarta-feira. Em momentos de grande sofrimento físico, Bardot expressou em pelo menos duas ou três ocasiões seu desejo de “ir embora”, uma manifestação dolorosa da exaustão diante da enfermidade. No entanto, Bernard também destacou a notável resiliência da atriz, que tolerou “muito bem” os dois procedimentos cirúrgicos aos quais foi submetida, lutando bravamente contra a doença que a vitimou. Enquanto isso, admiradores e fãs se reuniam em Saint-Tropez para prestar suas últimas homenagens na cerimônia religiosa e sepultamento.

A Trajetória de um Símbolo Cinematográfico Mundial

Nascida em 28 de setembro de 1934, em Paris, Brigitte Anne-Marie Bardot ascendeu desde cedo a uma posição de destaque no cenário global. Sua carreira, inicialmente impulsionada pela moda, transformou-a em uma das figuras mais icônicas e instantaneamente reconhecíveis do cinema internacional. Contracenando com sua beleza e carisma naturais, ela capturou a imaginação de uma geração, tornando-se um emblema de liberdade e revolução cultural.

O ponto de inflexão em sua trajetória artística foi sem dúvida o papel em “E Deus Criou a Mulher” (Et Dieu… créa la femme), lançado em 1956. Dirigido por Roger Vadim, que à época era seu marido, o filme a catapultou ao estrelato e a consagrou como um símbolo arrebatador de sensualidade e emancipação feminina. A produção não apenas redefiniu a imagem da mulher na tela, mas também exerceu profunda influência na cultura pop dos anos 1960. Uma cena em particular, na qual a atriz dança mambo descalça, com os cabelos soltos e a saia levantada até a cintura sobre uma mesa, tornou-se infame. Embora tenha provocado um grande escândalo e chegado a ser alvo de censura em Hollywood, essa sequência cimentou a reputação de Bardot como um ícone sexual e uma força imparável no cinema.

Influência na Moda e Comportamento dos Anos 60

Mais do que uma estrela de cinema, Brigitte Bardot transcendeu seu meio para se tornar uma autêntica influenciadora cultural. No auge de sua fama, seu estilo pessoal ditou tendências em moda e comportamento ao redor do globo. Seu distintivo cabelo loiro platinado, deliberadamente desalinhado e volumoso — um penteado que ficou conhecido como “chignon bagunçado” ou “Bardot bouffant” — e o marcante delineado preto nos olhos se tornaram sua assinatura estética. Essa combinação era exaustivamente copiada por mulheres em diferentes países, estabelecendo um padrão de beleza e atitude que ressoa até hoje. O impacto de Bardot nesse período é um testemunho de seu poder como figura pública e modelo para uma geração em busca de expressão e liberdade.

Ao longo de sua prolífica carreira, Brigitte Bardot participou de aproximadamente 50 filmes, consolidando uma vasta filmografia que a elevou ao patamar de lenda. Sua versatilidade, contudo, não se limitou à atuação. Ela também fez incursões notáveis como cantora e modelo, contribuindo para sua imagem multifacetada. A atriz francesa tornou-se uma das artistas mais fotografadas e debatidas de sua era, um reflexo de sua intensa presença na mídia e da fascinação que exercia sobre o público.

Nos anos 1960, ela consolidou ainda mais seu prestígio artístico com interpretações em obras-primas do cinema. Entre seus trabalhos mais aclamados, destacam-se “A Verdade” (La Vérité), de 1960, dirigido por Henri-Georges Clouzot, e “O Desprezo” (Le Mépris), de 1963, sob a direção de Jean-Luc Godard. Bardot também esteve em outras produções memoráveis como “Viva Maria!” (1965), de Louis Malle, no qual dividiu a tela com a também lendária Jeanne Moreau; “O Repouso do Guerreiro” (Le Repos du guerrier), de 1964, uma colaboração mais uma vez com Roger Vadim; e “As Petroleiras” (Les Pétroleuses), de 1971, em que atuou ao lado da belíssima Claudia Cardinale. Tais filmes são marcos na história do cinema e evidenciam a amplitude e o talento de Brigitte Bardot.

Originária de uma família da burguesia parisiense, Brigitte Bardot teve uma formação artística precoce que pavimentou seu caminho para o estrelato. Aos 13 anos, iniciou seus estudos de balé clássico, disciplina que cultivou rigorosamente. Pouco tempo depois, aos 15 anos, embarcou na carreira de modelo, um trampolim que a levou naturalmente para o mundo do cinema. Sua juventude vibrante e talento nato logo foram percebidos, iniciando uma jornada que a tornaria um dos rostos mais famosos do século XX. O impacto de sua figura não se restringiu ao entretenimento; Bardot também se tornou uma notória ativista da causa animal, dedicando-se incansavelmente a combater o abuso e promover o bem-estar de animais em todo o mundo, uma faceta menos midiática, mas igualmente relevante de sua vida. Para saber mais sobre a importância cultural do cinema francês e suas grandes figuras, explore o acervo do Ministério da Cultura do Brasil, que aborda temas correlatos à produção artística e cinematográfica.

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Em suma, a confirmação de que o câncer foi a causa da morte de Brigitte Bardot lança uma nova luz sobre o adeus a uma verdadeira lenda. Sua partida aos 91 anos, em sua residência em Saint-Tropez, encerra um capítulo rico em arte, influência cultural e dedicação à causa animal. O legado de Bardot perdurará não apenas através de seus filmes icônicos e seu impacto na moda, mas também pela memória de sua coragem na vida e na luta contra a doença. Para mais notícias e artigos sobre os ícones que moldaram o entretenimento, explore nossa editoria de celebridades, onde você encontrará outras histórias fascinantes do mundo artístico.

Crédito da imagem: Valery Hache/AFP e AFP

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