A morte de Brigitte Bardot, ícone do cinema e defensora dos direitos dos animais, foi atribuída ao câncer. A informação, aguardada por admiradores em todo o mundo, foi confirmada por seu viúvo, Bernard d’Ormale, em entrevista à revista Paris Match, divulgada nesta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026. A atriz faleceu em 28 de dezembro de 2025, na serenidade de sua residência em Saint-Tropez, no sul da França, aos 91 anos de idade.
De acordo com o depoimento de d’Ormale, os últimos meses da estrela foram marcados por uma intensa luta contra a doença. Bardot havia sido internada em outubro de 2025 no hospital de Toulon para uma intervenção cirúrgica, recebendo alta no mesmo mês. A batalha contra o câncer, que culminou em sua partida, envolveu dois procedimentos anteriores, aos quais, segundo o viúvo, a atriz demonstrou notável tolerância.
Brigitte Bardot Morreu de Câncer, Revela Viúvo
A revelação sobre a causa da morte de Brigitte Bardot veio antes da cerimônia fúnebre da artista, também realizada nesta quarta-feira. Em momentos de grande fragilidade física, conforme relatos de Bernard d’Ormale, a lenda do cinema expressou o desejo de partir. “Nos últimos meses, em momentos de sofrimento físico, ela chegou a dizer duas ou três vezes: ‘Estou farta, quero ir embora'”, compartilhou o viúvo com a revista francesa, delineando a profundidade do seu calvário.
Os Últimos Dias e a Luta Contra a Doença
O anúncio da causa do óbito esclarece as especulações que cercaram o desaparecimento de uma das personalidades mais emblemáticas da França. A artista, que residia há décadas em Saint-Tropez, já vinha enfrentando problemas de saúde, incluindo a internação mencionada no último ano. A família e os fãs mantiveram-se em reserva quanto aos detalhes até a confirmação de d’Ormale, que descreveu o processo com dignidade, sublinhando que Bardot encarou os procedimentos cirúrgicos para tratar o câncer com bravura. Enquanto admiradores e personalidades se reuniam na icônica cidade litorânea para prestar as últimas homenagens e o sepultamento, a figura de Bardot era relembrada não apenas por sua beleza e talento, mas também pela força que demonstrou em vida, até mesmo em face de sua condição de saúde. Entender os mecanismos do câncer e suas implicações pode ser complexo. Para aprofundar-se no tema e conhecer mais sobre essa doença, consulte o site oficial do Instituto Nacional de Câncer (INCA), uma fonte confiável sobre o assunto.
Uma Vida Dedicada à Arte e Ativismo
Nascida em 28 de setembro de 1934, em Paris, Brigitte Anne-Marie Bardot começou sua trajetória sob os holofotes ainda muito jovem. Sua beleza e carisma a catapultaram rapidamente ao estrelato mundial. Filha de uma família burguesa, sua formação artística começou cedo, com o balé clássico aos 13 anos. Aos 15, ingressou na carreira de modelo, abrindo portas para o mundo do cinema, onde viria a se tornar uma força inesgotável. O ápice de sua fama veio com o papel em “E Deus Criou a Mulher” (1956), dirigido por seu então marido Roger Vadim. Neste filme, sua interpretação revolucionária de uma jovem sensual e libertária a transformou em um símbolo de sua geração, redefinindo padrões de feminilidade e comportamento na década de 1960. A célebre cena em que ela dança mambo descalça, com os cabelos soltos, gerou escândalo e censura em Hollywood, mas solidificou sua imagem como um ícone inegável.
O impacto de Bardot transcendia as telas. Sua estética, marcada pelo cabelo loiro platinado propositalmente desalinhado e um delineado preto acentuado nos olhos, tornou-se uma assinatura amplamente copiada e desejada por mulheres em todo o planeta. Mais do que uma simples atriz, ela se estabeleceu como uma influenciadora cultural que moldou tendências de moda e comportamento em uma era de grandes transformações sociais.
Ao longo de sua prolífica carreira, Brigitte Bardot estrelou cerca de 50 filmes, demonstrando versatilidade também como cantora e modelo. Sua imagem era onipresente, tornando-a uma das figuras mais fotografadas e comentadas de seu tempo. Na década de 1960, ela consolidou ainda mais seu prestígio artístico com atuações memoráveis em obras-primas como “A Verdade” (1960), sob a direção de Henri-Georges Clouzot, e “O Desprezo” (1963), um filme cult de Jean-Luc Godard que a colocou ao lado de Michel Piccoli.
Outros filmes notáveis em sua filmografia incluem “Viva Maria!” (1965), onde contracenou com Jeanne Moreau, dirigida por Louis Malle, “O Repouso do Guerreiro” (1964), mais uma colaboração com Roger Vadim, e a aventura cômica “As Petroleiras” (1971), ao lado da renomada Claudia Cardinale. Cada um desses papéis apenas reafirmava sua estatura como uma artista completa e magneticamente atraente, capaz de capturar a atenção de públicos e críticos igualmente.
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O legado de Brigitte Bardot é multifacetado: um símbolo sexual que desafiou convenções, uma atriz com talento inquestionável e, nas últimas décadas de sua vida, uma fervorosa ativista dos direitos dos animais. Sua partida, embora entristecedora, reforça a importância de revisitar sua obra e entender a relevância de sua figura no cenário artístico e social. Para explorar mais notícias e análises sobre o que acontece na nossa sociedade, continue navegando em nosso portal na editoria de Cidades, onde publicamos os temas mais relevantes do dia a dia.
Crédito da imagem: Valery Hache/AFP

