Brasil Fora do Mundial Feminino de Basquete da FIBA

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A seleção brasileira de basquete feminino não garantiu sua presença no próximo Mundial da FIBA, marcando a terceira vez consecutiva que a equipe fica de fora do principal torneio internacional da modalidade. A desclassificação foi confirmada nesta terça-feira, 17 de março, após uma derrota decisiva por 83 a 71 para a China, em partida válida pela última rodada do torneio qualificatório disputado em Wuhan, território chinês. O resultado elimina as esperanças brasileiras de competir na edição de 2026 do campeonato global.

Sob o comando da técnica norte-americana Pokey Chatman, o time brasileiro enfrentou as atuais vice-campeãs mundiais em um confronto direto que determinaria seu destino. A China, atuando em casa, demonstrou solidez, garantindo não apenas a vitória, mas também a qualificação. A Amarelinha encerrou sua participação na quinta colocação do Grupo A, com um retrospecto de duas vitórias e três derrotas, resultado idêntico ao da República Tcheca. Contudo, os critérios de desempate, baseados no saldo de cestas convertidas, favoreceram as tchecas, que asseguraram a quarta e última vaga do grupo para o Mundial.

Brasil Fora do Mundial Feminino de Basquete da FIBA

O cenário qualificatório para o **Mundial Feminino de Basquete** era complexo e demandava uma combinação de resultados favoráveis, além da própria vitória brasileira. Antes mesmo de entrar em quadra contra a China, a seleção brasileira dependia de desfechos específicos em outros jogos. Uma das possibilidades era a vitória do Sudão do Sul sobre Mali e do triunfo da República Tcheca diante da Bélgica. No entanto, ambos os confrontos tiveram os resultados inversos: Mali superou o Sudão do Sul e a Bélgica, a atual campeã europeia e líder do Grupo A, derrotou a República Tcheca. Essa série de eventos colocou a seleção brasileira sob a pressão de precisar de uma vitória simples sobre a China para manter vivas suas chances de classificação, cenário que infelizmente não se concretizou.

No desenrolar da partida decisiva contra a China, as jogadoras brasileiras apresentaram um desempenho equilibrado nos dois primeiros quartos, conseguindo manter-se próximas no placar e respondendo às investidas das adversárias. No entanto, o terceiro período da partida revelou-se um ponto de virada crucial. Foi nesse quarto que as asiáticas conseguiram estabelecer uma vantagem considerável, fechando a parcial em 69 a 54 e impondo uma diferença de 15 pontos que seria difícil de reverter.

Apesar da desvantagem, o quarto final trouxe uma reação notável da seleção brasileira. Com um esforço concentrado, as atletas buscaram diminuir a diferença no placar, chegando a reduzir a margem para 70 a 62. Esse momento de ascensão da equipe brasileira foi impulsionado por uma atuação destacada da ala-pivô Damiris Dantas, que anotou cinco pontos em um período crucial do jogo, com aproximadamente 6 minutos e 50 segundos restantes no cronômetro. A performance de Damiris injetou nova esperança no time.

Diante da iminente recuperação brasileira, a equipe chinesa optou por um pedido de tempo técnico, uma manobra estratégica com o objetivo de “esfriar” o ritmo do jogo e reorganizar suas táticas defensivas. Após a pausa, o time brasileiro enfrentou dificuldades para manter a mesma efetividade ofensiva, o que foi agravado pela saída da pivô Kamilla Cardoso de quadra, que atingiu o limite de cinco faltas pessoais e foi excluída do jogo. Com uma jogadora a menos em um momento vital do confronto, a China conseguiu administrar a vantagem restante, selando a vitória pelo placar final de 83 a 71.

Mesmo com o revés que culminou na eliminação brasileira, a atuação individual de Damiris Dantas foi inegavelmente brilhante. A ala-pivô foi eleita a melhor jogadora da partida, registrando impressionantes 26 pontos. Pelo lado chinês, o destaque foi a jogadora Han Xu, que contribuiu significativamente com 22 pontos e 8 rebotes, consolidando sua importância para a vitória de sua seleção e sua subsequente classificação.

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Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br

A não classificação para o **Mundial Feminino de Basquete** de 2026 estende um período desafiador para a modalidade no país. O Brasil não participa da competição desde a edição de 2014. No entanto, a história do basquete feminino nacional é marcada por glórias, incluindo a conquista de uma medalha de bronze em 1971, que representou o primeiro pódio em Mundiais. O auge da seleção foi alcançado em 1994, quando, em uma final emocionante contra a própria China, a equipe brasileira sagrou-se campeã mundial, o único título do país até hoje. Aquela equipe memorável contava com um trio lendário: Hortência, Magic Paula e Janeth, ícones que inspiraram gerações e demonstraram o potencial do basquete feminino nacional.

Apesar da frustração de estar fora do Mundial em setembro, na Alemanha, a seleção brasileira terá outras oportunidades importantes no horizonte para buscar uma vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028. Essas chances incluem a participação em um torneio internacional organizado pela Federação Internacional de Basquete (FIBA), previsto para agosto e dedicado a seleções que não se classificaram para o Mundial. Além disso, a equipe terá a AmeriCupW de 2027 e o Pré-Olímpico, cujas datas e locais ainda serão definidos pela FIBA, como vias para a sonhada qualificação olímpica. Mais informações sobre os eventos futuros podem ser encontradas no site oficial da Federação Internacional de Basquete (FIBA).

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A eliminação do Brasil do Mundial Feminino de Basquete de 2026 representa um momento de reflexão e um desafio para o desenvolvimento do esporte no país. A equipe agora volta suas atenções para os próximos compromissos e as chances de uma futura classificação olímpica, buscando reverter o cenário atual e recolocar a **seleção brasileira feminina** no patamar que sua história e tradição merecem. Para acompanhar todas as novidades do basquete brasileiro e a cobertura completa do esporte nacional, continue navegando em nosso blog de esportes.

Crédito da imagem: Fiba Basketball/Direitos Reservados

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