Bolsonaro teve lesão na têmpora, convulsão descartada em exames

Economia

O ex-presidente Jair Bolsonaro teve uma lesão na têmpora direita e frontal direita, resultado de uma queda, conforme confirmado pelos médicos após exames realizados nesta quarta-feira (7). A equipe médica descartou, contudo, a hipótese de convulsão, inicialmente aventada. Bolsonaro, que deixou o Hospital DF Star, retornou à Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe.

De acordo com o médico particular do ex-presidente, Brasil Caiado, a avaliação clínica apontou uma lesão em partes moles na região temporal direita e frontal direita. Os exames de tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma foram solicitados pela defesa e autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o intuito de investigar a causa da queda e possíveis condições neurológicas subjacentes. A confirmação do descarte de convulsão trouxe clareza sobre o incidente, indicando que a causa foi estritamente física.

Bolsonaro teve lesão na têmpora, convulsão descartada em exames

O episódio de saúde ocorreu no âmbito da detenção do ex-presidente. Caiado explicou que, apesar de Bolsonaro ter relatado inicialmente ter caído da cama, a localização da contusão, no lado direito da cabeça, levantou dúvidas, já que ele teria se levantado pelo lado esquerdo. Essa inconsistência motivou aprofundamento nas investigações clínicas para uma compreensão precisa da dinâmica do acidente. Médicos do ex-presidente informaram que ele chegou ao Hospital DF Star por volta das 11h30 da manhã e teve alta às 16h28 da tarde da mesma data, retornando diretamente para a Polícia Federal.

Detalhamento dos Exames e o Diagnóstico Médico

A equipe médica, liderada pelo Dr. Brasil Caiado, inicialmente trabalhou com a possibilidade de uma queda ocorrida ao se levantar. No entanto, elementos identificados durante a conversa com o paciente e a subsequente análise da lesão na têmpora instigaram a solicitação de exames encefálicos de praxe. A investigação detalhada visava afastar diagnósticos mais graves, como uma crise convulsiva, especialmente dada a preocupação pública com a saúde de Bolsonaro. Os resultados obtidos nos exames cruciais, que incluíam tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma, confirmaram que não houve ocorrência de convulsões, direcionando o foco para a queda como a causa principal do ferimento na têmpora e na região frontal.

Uma das hipóteses consideradas pela equipe é a de uma interação medicamentosa que poderia ter causado sintomas de tontura e desequilíbrio no ex-presidente, culminando na queda. Segundo Caiado, Bolsonaro teria relatado tais sintomas e, ao se levantar e caminhar, pode ter sofrido a perda de equilíbrio. A conduta a ser adotada a partir de agora, incluindo a possibilidade de ajuste ou suspensão de medicamentos, será avaliada caso episódios semelhantes de desequilíbrio e quedas venham a se repetir futuramente. A avaliação da condição médica de Bolsonaro e a investigação contínua de suas condições de saúde são pautas importantes, dado seu histórico clínico e a necessidade de acompanhamento em seu período de custódia.

Reação da Família e Impactos na Custódia

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o filho Carlos Bolsonaro estiveram presentes nas proximidades do Hospital DF Star, mas não tiveram contato direto com o ex-presidente durante a bateria de exames. Ambos manifestaram críticas públicas à lentidão no processo de encaminhamento de Jair Bolsonaro ao hospital, atribuindo responsabilidade à Polícia Federal (PF) e, de forma implícita, ao ministro Alexandre de Moraes. Michelle Bolsonaro enfatizou a responsabilidade institucional pelo bem-estar do ex-presidente, declarando a jornalistas: “Se acontecer alguma coisa com o meu marido é responsabilidade, sim, da instituição”. Ela também mencionou que Bolsonaro não utilizou o botão de emergência existente dentro da cela para indicar sua necessidade de atendimento médico imediato, o que gerou questionamentos sobre a percepção inicial do incidente.

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Imagem: Diego Herculano via valor.globo.com

A família aproveitou a ocasião para reiterar publicamente o pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente. Michelle e Carlos Bolsonaro voltaram a reclamar das condições da cela na Superintendência da PF, citando especificamente o ruído do ar condicionado e outros problemas estruturais que, segundo eles, podem prejudicar a saúde e o bem-estar do ex-presidente. Essas queixas, que já foram pauta em solicitações anteriores ao STF e à própria PF, destacam a preocupação constante da família com as circunstâncias da detenção e o acompanhamento da saúde de Bolsonaro durante seu período de custódia. A defesa de Jair Bolsonaro permanece atuante na busca por melhores condições de cumprimento da pena e avaliação de seu estado de saúde, um tema frequentemente reportado por importantes veículos de comunicação como o G1 Política.

O incidente e a posterior avaliação médica reacendem o debate sobre a condição de saúde do ex-presidente em um período delicado de sua vida pública, com repercussões políticas e judiciais em andamento. A transparente divulgação dos resultados dos exames e as discussões sobre suas condições de custódia são cruciais para a credibilidade das informações e para apaziguar especulações acerca de seu bem-estar físico e legal.

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Este acompanhamento sobre a saúde e a situação legal de Jair Bolsonaro continua sendo uma pauta central no cenário político brasileiro. Para mais informações e análises aprofundadas sobre política nacional, explore outras matérias em nossa editoria de Política, onde atualizações são frequentemente publicadas.

Crédito da Imagem: Divulgação

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