Azul obtém US$ 200 milhões em acordo com American e United

Economia

Azul Linhas Aéreas firmou acordos estratégicos com as renomadas companhias aéreas estadunidenses American Airlines e United Airlines, assegurando um investimento combinado que totaliza US$ 200 milhões. A transação, confirmada por meio de um comunicado oficial divulgado nesta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, prevê que cada uma das empresas estrangeiras aporte individualmente US$ 100 milhões na operadora brasileira. Este robusto apoio financeiro é considerado fundamental para a capitalização da Azul durante o processo de saída de sua recuperação judicial, formalmente conhecido como Chapter 11, em território norte-americano.

O investimento é um passo crucial no planejamento de reestruturação da Azul. Ele visa conferir à companhia a solidez necessária para superar o processo jurídico-financeiro nos Estados Unidos, permitindo-lhe reorganizar suas finanças enquanto mantém a continuidade de suas operações e serviços aos passageiros. A supervisão judicial norte-americana garante a conformidade e a transparência em cada etapa deste processo complexo.

Azul obtém US$ 200 milhões em acordo com American e United

Nos termos detalhados nos aditamentos aos acordos de investimento (EIAs) respectivos e sob suas cláusulas e condições específicas, tanto a American quanto a United se comprometeram individualmente a efetuar investimentos de capital próprio (equity). Estes aportes são desenhados para fortalecer a capitalização da Azul no momento da finalização do Chapter 11 e encontram-se plenamente integrados ao plano de reorganização que foi previamente aprovado pelo Tribunal de Falências dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York (United States Bankruptcy Court for the Southern District of New York), conforme detalhado no comunicado corporativo da Azul.

Os mecanismos de investimento divergem entre as companhias. De acordo com o que foi comunicado ao mercado, o aporte de capital da United Airlines será efetivado no contexto de uma oferta pública de ações. Esta oferta teve sua divulgação inicial em 3 de fevereiro de 2026, com a liquidação prevista para ocorrer em 20 de janeiro de 2026, consolidando a participação da United no processo de reerguimento da Azul.

Por outro lado, o investimento proveniente da American Airlines será concretizado mediante a emissão de bônus de subscrição. Tais bônus são títulos de garantia que concedem ao seu detentor o direito de adquirir ou vender um ativo subjacente a um preço predeterminado dentro de um prazo específico, conforme estabelecido em um contrato de subscrição de warrants. A escolha por essa modalidade reflete uma estratégia particular de ambas as partes para o suporte financeiro à Azul.

Além dos montantes assegurados junto à American Airlines e à United Airlines, a empresa aérea brasileira informou ter firmado um Acordo de Investimento Adicional. Este pacto, estabelecido com um grupo de credores existentes, garantiu a injeção de mais US$ 100 milhões, totalizando um suporte financeiro significativo para o processo de capitalização da Azul no período pós-Chapter 11.

Processo de Reestruturação da Azul em Destaque

A Azul Linhas Aéreas iniciou seu processo de recuperação judicial sob o Capítulo 11 em 28 de maio de 2026, e seu plano de reestruturação foi formalmente aprovado por um tribunal dos Estados Unidos em dezembro do mesmo ano. A utilização desta ferramenta legal americana permite que a empresa conduza uma reorganização financeira sob a supervisão da corte, com o objetivo de readequar seu passivo e, ao mesmo tempo, manter suas operações de voo sem interrupções. Este procedimento é uma praxe no cenário empresarial global para grandes corporações que buscam sanear suas dívidas e reestruturar seu modelo de negócio.

Azul obtém US$ 200 milhões em acordo com American e United - Imagem do artigo original

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br

O Chapter 11 é uma parte da lei de falências dos EUA que permite que as empresas reestruturem suas dívidas e obrigações sob a proteção da lei, enquanto continuam a operar normalmente. Essa modalidade difere de um processo de liquidação, pois busca a continuidade da empresa através de um plano de recuperação. Para entender mais sobre este instrumento legal, consulte o artigo sobre Chapter 11 na Wikipédia, que explica os fundamentos e aplicações dessa estrutura jurídica.

Conforme comunicado pela própria companhia à época do pedido, o principal objetivo da Azul ao se valer desta estrutura jurídica era eliminar um passivo financeiro que superava os US$ 2 bilhões. A iniciativa abrangia igualmente a readequação de contratos de leasing de aeronaves e a otimização de sua frota operacional. Essas medidas visam um desfecho que proporcione à empresa maior flexibilidade operacional e sustentabilidade financeira a longo prazo, posicionando-a para um crescimento mais estável e resiliente no mercado da aviação.

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A conclusão desses acordos representa um marco estratégico para a Azul, sinalizando um caminho promissor para sua reabilitação financeira e expansão. A injeção de capital por parte da American e da United, aliada ao suporte dos credores existentes, reforça a confiança na solidez do plano de reestruturação da companhia aérea. Para ficar atualizado sobre outros desenvolvimentos no setor aéreo e análises econômicas aprofundadas, continue acompanhando nossa editoria de Economia no blog da Hora de Começar.

Crédito da imagem: REUTERS/Ricardo Moraes/Proibida reprodução/Arquivo

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