Ataques a ônibus no DF: 57 veículos da Urbi apedrejados

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Na noite de quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, Ataques a ônibus no DF geraram um cenário de tensão e preocupação no transporte público do Distrito Federal. Ao todo, cinquenta e sete veículos pertencentes à empresa Urbi Mobilidades foram alvo de ações coordenadas de depredação, impactando diversas regiões administrativas da capital federal. As investigações para apurar as circunstâncias e a autoria desses atos estão em andamento pela Polícia Civil.

A Secretaria Distrital de Segurança Pública (SSP-DF) confirmou que os primeiros relatos sobre os incidentes começaram a chegar às forças de segurança por volta das 20h daquela noite. A mobilização para o gerenciamento da crise se estendeu por horas, com as equipes de monitoramento atuando intensamente até aproximadamente 23h, para avaliar a dimensão dos estragos e adotar as medidas emergenciais necessárias frente à escalada da violência.

Testemunhas, incluindo motoristas e cobradores, prestaram depoimentos à Polícia Civil, descrevendo a violência dos atos. Eles relataram que os Ataques a ônibus no DF envolveram o lançamento de pedras, bolas de gude e outros objetos contundentes, que resultaram em inúmeras janelas quebradas e danos significativos à carroceria dos coletivos. Tais relatos corroboram a percepção de uma ação deliberada e planejada contra a frota da Urbi.

Ataques a ônibus no DF: 57 veículos da Urbi apedrejados

O secretário distrital de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, expressou seu repúdio aos eventos, qualificando-os como uma “ação criminosa e violenta contra o transporte público”. Em suas declarações, Gonçalves destacou que o incidente não foi isolado, mas sim uma “ação orquestrada”, que além de causar prejuízos materiais à empresa, colocou em risco a integridade física de usuários e funcionários, levantando a possibilidade de uma “tragédia” de proporções maiores.

Ainda segundo o secretário, há uma forte linha de investigação que sugere que os ataques representam uma “ação de retaliação”. Esta ação estaria ligada à demissão de três colaboradores da Urbi Mobilidades e possivelmente associada a um “grupo dissidente do Sindicato dos Rodoviários”. Essa hipótese indica uma motivação específica por trás dos atos de vandalismo, transformando os veículos de transporte em alvo de uma disputa trabalhista interna com ramificações graves na segurança pública.

Para minimizar os impactos diretos nos usuários e garantir a continuidade do serviço essencial, a empresa acionou sua frota reserva. O secretário Gonçalves assegurou que, em razão dessa pronta resposta, a rotina dos passageiros do transporte coletivo não foi afetada na manhã seguinte aos ataques, demonstrando um esforço conjunto para restabelecer a normalidade mesmo diante da adversidade. Essa medida preventiva foi crucial para mitigar transtornos à população dependente do transporte público.

A cobertura jornalística, inclusive da Agência Brasil, tentou entrar em contato com os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Terrestres do Distrito Federal (Sittrater) e da própria Urbi Mobilidades para obter mais esclarecimentos ou um posicionamento oficial sobre os eventos e as alegações feitas pela secretaria. Contudo, até o fechamento desta reportagem, não foi possível estabelecer contato com ambas as entidades.

Ataques a ônibus no DF: 57 veículos da Urbi apedrejados - Imagem do artigo original

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br

No desenrolar das investigações, até as 15h do dia 16 de janeiro de 2026, nenhuma prisão relacionada aos ataques havia sido efetuada. No entanto, a Secretaria Distrital de Segurança Pública informou que suspeitos de envolvimento na ação criminosa foram identificados. As forças de segurança, com o objetivo de prevenir novos incidentes e garantir a segurança, intensificaram o patrulhamento em áreas estratégicas.

As garagens da Urbi Mobilidades, particularmente aquelas situadas nas regiões administrativas do Recanto das Emas e Samambaia, onde os ônibus da empresa são habitualmente recolhidos, tiveram sua segurança reforçada. Esta medida é vista como crucial para proteger a frota remanescente e evitar a reincidência dos ataques, que representam um sério desafio à ordem pública e à prestação de serviços essenciais.

Para lidar com a gravidade da situação e coordenar uma resposta integrada, a Secretaria de Segurança instituiu um grupo de gerenciamento de crise. Este grupo multidisciplinar é composto por representantes das Polícias Civil e Militar, da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), de serviços distritais de inteligência, e também da Urbi Mobilidades. A união dessas forças visa aprofundar as investigações, capturar os responsáveis e desenvolver estratégias de longo prazo para evitar futuras ocorrências similares, garantindo assim a tranquilidade e segurança dos usuários do transporte coletivo no Distrito Federal. Este incidente levanta questões importantes sobre a segurança do transporte público e a necessidade de resoluções pacíficas para conflitos laborais, sem que a população seja vítima de atos violentos. Para mais informações sobre a segurança pública e ações preventivas em cidades brasileiras, você pode consultar o site do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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Em suma, os graves ataques a cinquenta e sete ônibus da Urbi Mobilidades no Distrito Federal ressaltam a urgência em coibir a violência no transporte público. A atuação conjunta das forças de segurança e do governo local busca identificar os responsáveis e garantir a integridade do serviço. Continue acompanhando nossa editoria de Cidades para atualizações sobre este e outros temas relevantes para a segurança e o cotidiano de nossos municípios.

Crédito da imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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