A seleção brasileira de ginástica artística demonstrou resiliência e alta performance ao finalizar na quinta posição a concorrida final por equipes do Campeonato Mundial de Ginástica Artística, sediado em Roterdã, Países Baixos. Na última quarta-feira, 21 de outubro de 2026, o conjunto nacional, que conta com a experiência e o brilho de ginastas de ponta como Rebeca Andrade e Flávia Saraiva, acumulou um total de 159.730 pontos, resultado de exibições marcadas por falhas mínimas e ausência total de quedas, superando as expectativas.
A competição reuniu as principais forças globais da modalidade, e o quinteto “amarelinho” exibiu uma consistência notável. As ginastas brasileiras não apenas confirmaram sua capacidade técnica em um cenário de alto nível, mas também projetaram o país no seleto grupo de nações que despontam rumo às próximas grandes competições internacionais. O desempenho representou um avanço significativo em comparação com a fase classificatória.
Brasil Alcança 5º Lugar na Final do Mundial de Ginástica Artística
Durante a fase de qualificação, realizada na segunda-feira, 19 de outubro, o Brasil havia se posicionado em oitavo lugar, com um somatório de 159.131 pontos. A evolução na final foi notável: a seleção foi a única entre as oito equipes classificadas que conseguiu aprimorar sua pontuação total, subindo expressivas três posições no ranking final. Essa performance destacou a capacidade da equipe de elevar o nível sob pressão e o foco em apresentar as rotinas com a máxima precisão.
A delegação brasileira contou com um elenco talentoso e dedicado, composto por Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira, Thais Fidelis e Sophia Wesiberg. A reserva Gabriela Bouças completou o time, pronta para qualquer eventualidade. Flávia Saraiva, após a disputa, compartilhou a satisfação com o resultado: “Nosso principal objetivo era a classificação para o Mundial de 2027. O primeiro passo a gente já deu. Agora é continuar treinando. Não há segredos, já sabemos como é”, expressou a ginasta, ressaltando o foco na próxima edição do campeonato, que será crucial na distribuição de vagas olímpicas para as nove primeiras equipes classificadas. Todas as oito finalistas desta edição asseguraram presença no Mundial subsequente.
A disputa pelo pódio principal foi intensa, resultando em surpresas e marcos históricos para outras nações. A equipe da China, após um hiato de duas décadas, garantiu a medalha de ouro com 165.764 pontos, quebrando a impressionante hegemonia dos Estados Unidos, que ostentavam sete títulos mundiais consecutivos. As ginastas norte-americanas ficaram com a prata, totalizando 165.531 pontos. A medalha de bronze foi conquistada pelo Japão (164.063), um feito que marca seu retorno ao pódio mundial após 60 anos. Além das cobiçadas medalhas, os três países também garantiram suas vagas na tão esperada Olimpíada de Los Angeles 2028 (LA 2028). A França terminou na quarta posição, somando 161.130 pontos.
Performance por Aparelho e Destaques Individuais Brasileiros
O desempenho mais impactante da seleção brasileira na final ocorreu no salto, onde o coletivo atingiu um somatório de 41.433 pontos. A rodada foi aberta por Flávia Saraiva, que obteve a nota 13.000, mesmo com um leve passo atrás na aterrissagem. A sequência foi marcada pela performance estelar da estreante Sophia Wesiberg, uma jovem de apenas 16 anos. Sophia executou uma dupla pirueta com notável precisão, uma rotina que havia tentado sem sucesso na fase classificatória. Sua determinação e sucesso foram recompensados com a alta nota de 14.033. Para fechar com chave de ouro, Rebeca Andrade apresentou movimentos impecáveis no ar e uma aterrissagem firme, conquistando a pontuação máxima para o Brasil no aparelho, 14.400.
No restante da competição, a equipe feminina, que já detém o bronze olímpico em Paris 2024, apresentou as seguintes pontuações: 40.532 na trave de equilíbrio, 39.132 nas paralelas assimétricas e 38.633 no solo. Esses resultados mostram a amplitude de talento e o potencial competitivo do grupo em todos os aparelhos, mesmo em uma final tão exigente.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Perspectivas e Próximas Disputas por Medalhas
Ainda há grandes expectativas para o Brasil neste Mundial, com ginastas talentosas brigando por pódios nas provas individuais. A programação promete mais emoções para os próximos dias em Roterdã. Nesta sexta-feira, 23 de outubro, os olhares se voltarão para Flavinha e Lorrane Oliveira, que estarão na disputa da final do individual geral feminino, um desafio que exige versatilidade e constância em todos os aparelhos. No sábado, 24 de outubro, é a vez de Rebeca Andrade retornar ao tablado, lutando por mais uma medalha, desta vez na final do salto. E para encerrar a participação brasileira no domingo, 25 de outubro, Flávia Saraiva novamente entra em cena, competindo na final da trave de equilíbrio, aparelho em que o Brasil tem grande destaque histórico. Para mais informações sobre a ginástica internacional e resultados, consulte o site oficial da Federação Internacional de Ginástica.
A jornada da seleção brasileira de ginástica artística neste Campeonato Mundial em Roterdã representa mais um passo importante na trajetória de um time em ascensão. A conquista do quinto lugar na final por equipes é um testemunho do trabalho árduo, da dedicação das atletas e do talento que as projeta para um futuro brilhante no esporte mundial.
Confira também: Imoveis em Rio das Ostras
Acompanhe mais notícias e análises aprofundadas sobre o mundo dos esportes, bem como o desempenho dos nossos atletas, em nossa editoria. Continue ligado em todas as novidades e torça junto conosco pelas conquistas brasileiras no cenário esportivo global. Acesse nosso blog para outros destaques sobre Esporte.
Crédito da imagem: Melogym/CBG/Direitos Reservados
