O Corinthians Feminina deu um passo importante na sua jornada em busca do sétimo troféu, e o quarto consecutivo, da Copa Libertadores da categoria. Nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, as Brabas demonstraram sua força ao vencer o Colo-Colo, do Chile, por 2 a 0, em partida disputada no Estádio Casa Blanca, em Quito, Equador. Este triunfo marca o recomeço da equipe após a recente derrota na final do Campeonato Brasileiro Feminino para o São Paulo, ocorrida há 12 dias.
A equipe alvinegra, conhecida por seu domínio no cenário nacional e continental, ingressou na competição como um dos grandes favoritos, integrando o Grupo A. O confronto inaugural exigiu uma abordagem estratégica da técnica Emily Lima, que optou por gerenciar o elenco e poupar algumas peças-chave visando o longo percurso do torneio. A vitória não apenas soma os primeiros pontos cruciais, mas também eleva a moral das atletas para os desafios que virão na fase de grupos.
Para o
Corinthians Feminina Inicia Libertadores Com Vitória Sobre Colo-Colo
, o planejamento meticuloso e a execução tática foram decisivos. A preparação para a Libertadores Feminina de 2026 em solo equatoriano tem exigido adaptação às condições de altitude, que se tornaram um fator perceptível durante a partida. A experiência e o entrosamento do elenco corintiano, entretanto, foram fundamentais para superar essas adversidades e conquistar um resultado positivo.
Estratégia da Comissão Técnica e Composição Inicial
A técnica Emily Lima realizou ajustes significativos na escalação inicial do Corinthians Feminina para a estreia na Libertadores. Jogadoras que haviam participado de amistosos pela seleção brasileira, como a volante Duda Sampaio e a atacante Jhonson, além da meia Gabi Zanotti, iniciaram o jogo no banco de reservas. Em seus lugares, foram escaladas Dayana Rodríguez, Andressa Alves e Letícia Monteiro, respectivamente. Essa rotação de elenco demonstra a profundidade do banco corintiano e a intenção de manter todas as atletas em condições físicas ideais ao longo da intensa disputa continental.
O objetivo era claro: garantir um desempenho robusto sem sobrecarregar o time em um torneio tão exigente, especialmente em condições desafiadoras como a altitude de Quito. A formação escolhida para o confronto inicial contra o Colo-Colo visava controle do meio-campo e velocidade nas transições ofensivas, apostando na versatilidade das jogadoras que entraram em campo desde o apito inicial. A execução dessa estratégia, desde os primeiros minutos, evidenciou a profundidade e a capacidade de adaptação da equipe alvinegra.
Gols Determinantes e Desafios da Altitude
O Corinthians Feminina não demorou a impor seu ritmo na partida. Aos quatro minutos do primeiro tempo, Andressa Alves demonstrou sua visão de jogo ao recuperar a posse na intermediária e lançar Vic Albuquerque. A atacante, em um lance de pura velocidade e habilidade, superou a zagueira Ángela Clavijo e, da entrada da área, finalizou no canto da goleira Ryann Torrero, abrindo o placar para as Brabas. Foi um gol que solidificou a intenção ofensiva do time brasileiro desde o começo.
A equipe chilena, sob o comando da técnica brasileira Tatiele Silveira, tentou responder. O Colo-Colo buscou incessantemente a atacante Yenny Acuña pela esquerda, explorando o espaço deixado por Thaís Regina. Acuña protagonizou lances perigosos: aos 12 minutos, driblou a zagueira e finalizou cruzado, com a bola passando rente à trave. Sete minutos depois, ela novamente invadiu a área e exigiu uma excelente defesa da goleira corintiana Lelê, mantendo a vantagem alvinegra. No entanto, o avanço da primeira etapa revelou dificuldades para ambas as equipes, com a altitude de 2.850 metros de Quito influenciando na precisão dos passes e no ritmo de jogo.
Segundo Tempo: Substituições Estratégicas e Confirmação da Vitória
Com o retorno para a segunda etapa, o Corinthians Feminina promoveu três substituições estratégicas para revitalizar o ataque e reforçar o meio-campo. Duda Sampaio e as atacantes Ivana Fuso e Jaqueline entraram nos lugares de Letícia Monteiro, Gi Fernandes (lateral-direita) e Belén Aquino. Essas mudanças buscavam dar novo fôlego ao setor ofensivo e aumentar a intensidade do jogo corintiano. Aos 18 minutos, Emily Lima fez mais uma alteração, inserindo Ariel Godoi no lugar de Dayana Rodríguez, reforçando ainda mais a capacidade de ataque.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Apesar das trocas, o segundo gol corintiano veio de um lance capital: um pênalti. Aos 20 minutos, Jaqueline foi derrubada na área pela lateral Anaís Cifuentes. Inicialmente, a árbitra equatoriana Jennifer Canchingre não assinalou a infração, mas após revisar o lance no vídeo (VAR), marcou a penalidade. A própria Jaqueline, que também defende a seleção brasileira, converteu a cobrança com precisão, ampliando a vantagem para 2 a 0. Este gol trouxe a tranquilidade necessária para as Brabas administrarem o resultado. Nos minutos finais, Ana Vitória substituiu Andressa Alves, consolidando a marcação e garantindo os primeiros três pontos na competição.
Próximos Compromissos e Desafios no Grupo A
O próximo compromisso do Corinthians na Libertadores Feminina será no domingo, 18 de outubro de 2026, às 21h (horário de Brasília), novamente no Estádio Casa Blanca. O adversário será o Caracas, da Venezuela. Contudo, a situação do time venezuelano gerou certa instabilidade no Grupo A, com dificuldades para a aprovação dos vistos das atletas para entrar no Equador. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) precisou adiar a estreia do Caracas contra o colombiano Santa Fe, inicialmente marcada para esta quinta-feira (15), para a meia-noite de sábado (17), no mesmo local.
Questionada pela Agência Brasil, a assessoria de imprensa da Conmebol informou que, apesar dos problemas do Caracas, o jogo contra o Corinthians Feminina permanece inalterado. A previsão é que a delegação venezuelana chegue ao Equador na manhã desta sexta-feira (16), permitindo a realização do confronto conforme programado. Esses imprevistos logísticos destacam a complexidade de organizar um torneio de porte continental e as diferentes realidades enfrentadas pelas equipes participantes. Para mais detalhes sobre a competição, acesse a página oficial da Libertadores Feminina na CONMEBOL.
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A vitória inicial das Brabas na Libertadores Feminina de 2026 solidifica a posição do Corinthians como um dos times a serem batidos. A equipe agora se prepara para manter a performance nos próximos jogos, buscando a liderança do Grupo A e avançando rumo à fase final. Para acompanhar todas as notícias e análises sobre o futebol feminino e outros esportes, continue navegando em nossa editoria de Esporte.
Crédito da imagem: Rebeca Reis/Staff Images Woman/Conmebol/Direitos Reservados



