São Paulo Feminino vira sobre Corinthians e lidera final

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Neste sábado, 26 de setembro de 2026, o São Paulo Feminino alcançou um marco histórico ao reverter o placar contra o Corinthians, vencendo por 2 a 1 na partida de ida da final do Campeonato Brasileiro Feminino A1. O embate, que agitou a Neo Química Arena, culminou na primeira derrota sofrida pela equipe feminina do Timão em seu próprio estádio. Desde o ano de 2016, as Brabas ostentavam um impressionante histórico de 32 jogos invictos em casa, acumulando 29 vitórias e três empates. Com este resultado crucial, as Soberanas posicionam-se com uma vantagem significativa para o jogo de volta, marcado para o próximo sábado, 3 de outubro, no Morumbis, onde podem coroar a campanha com o título inédito.

A importância do confronto transcendeu os pontos na tabela, representando uma quebra de paradigmas para o futebol feminino brasileiro. Para conquistar seu primeiro título brasileiro, o São Paulo necessitará de apenas um empate em seus domínios, um feito que interromperia uma sequência notável de seis troféus consecutivos do rival. As Brabas, por sua vez, precisarão buscar uma vitória fora de casa para sonhar com outra conquista. Uma vitória por um gol de diferença do Corinthians levaria a decisão para a disputa de pênaltis, enquanto um triunfo por margem superior daria o heptacampeonato à equipe alvinegra.

São Paulo Feminino vira sobre Corinthians e lidera final

A atmosfera na Neo Química Arena, palco do confronto entre São Paulo e Corinthians, era vibrante, com a presença de mais de 21 mil torcedores ansiosos por uma decisão emocionante do Campeonato Brasileiro Feminino A1. O início da partida indicou uma possível superioridade corintiana, que teve seu melhor momento logo nos primeiros instantes do jogo. Aos quatro minutos, Vic Albuquerque, peça fundamental no ataque do Corinthians, demonstrou perigo ao receber a bola na entrada da área, dominá-la com o peito e finalizar por cima do travessão, assustando a goleira adversária e o sistema defensivo tricolor.

A pressão inicial do Corinthians logo se converteu em vantagem no placar. Aos nove minutos do primeiro tempo, Vic Albuquerque mais uma vez participou ativamente da construção ofensiva. Ela recebeu pela direita, avançou e efetuou um cruzamento preciso que encontrou Gabi Zanotti em ótima posição. Entre as zagueiras do São Paulo, Zanotti realizou um cabeceio certeiro, mandando a bola para o fundo das redes e inaugurando o placar para as Brabas, levando ao delírio a torcida presente.

Contrariando a expectativa de que o gol desestabilizaria o time visitante, o São Paulo, detentor da melhor campanha na fase inicial do torneio, mostrou resiliência e capacidade de resposta. As Soberanas não demoraram a se reorganizar em campo, buscando o empate com determinação. Aos 20 minutos de jogo, uma nova investida ofensiva do São Paulo resultou na igualdade. Após um cruzamento originado pelo lado direito do ataque tricolor, Crivelari, que se infiltrou de forma estratégica na defesa corintiana, finalizou de primeira, com precisão, não dando chances de defesa para a goleira Nicole.

Com o placar em 1 a 1, o primeiro tempo continuou com chances claras para o São Paulo. As Soberanas, embaladas pelo gol de empate, tiveram a oportunidade de virar a partida ainda antes do intervalo. Primeiramente, Robinha se beneficiou de um erro na saída de bola da equipe corintiana, recuperando a posse e desferindo um chute potente, com efeito, que passou à esquerda do gol defendido por Nicole, levando perigo constante à meta adversária. Pouco tempo depois, foi a vez de Isa Guimarães surgir entre as defensoras alvinegras, já dentro da área, mas sua finalização, desta vez, saiu fraca e acabou indo para fora, sem ameaçar de fato.

A segunda etapa da final iniciou com um contratempo para o Corinthians, quando a técnica Emily Lima foi forçada a realizar uma substituição por conta de uma lesão de Gabi Zanotti, uma das artilheiras da equipe. Jhonson entrou em campo em seu lugar e imediatamente se tornou uma presença constante e perigosa no jogo aéreo das Brabas, buscando incessantemente a virada. Em uma dessas jogadas pelo alto, Jhonson cabeceou com força, e a bola, ao tocar as redes pelo lado de fora à esquerda do gol de Carlinha, gerou a falsa impressão de gol para muitos torcedores presentes, demonstrando a intensidade da busca alvinegra pela vantagem.

Contudo, foi o São Paulo quem se mostrou mais cirúrgico e eficiente no ataque. Aproveitando um novo erro na saída de bola da defesa do Timão, que parecia desconcentrada em alguns momentos decisivos, as Soberanas construíram a jogada da virada. Isa Guimarães recebeu a bola em profundidade, exibiu tranquilidade e tocou com leveza na saída da goleira Nicole, completando a jogada com maestria. A bola cruzou a linha, balançou as redes, e o placar se alterou para 2 a 1 a favor do São Paulo Feminino, um resultado que se mostraria crucial para o destino do título.

A partir do gol da virada, o Tricolor demonstrou organização tática e disciplina defensiva. Conseguiu conter com eficácia as investidas adversárias, impedindo que o Corinthians criasse chances claras, ao mesmo tempo em que levava perigo em rápidas saídas de contra-ataque. O Corinthians, insistindo predominantemente nas bolas alçadas à área, encontrou uma defesa tricolor bem postada e não obteve sucesso em suas tentativas de igualar o placar. O drama final se estendeu até o último dos nove minutos de acréscimo, concedidos pela arbitragem. Em um lance inesperado, a goleira Carlinha, do São Paulo, ao tentar realizar uma reposição, pisou com um dos pés fora da área, configurando uma falta perigosa para o Corinthians.

Na cobrança da infração, que representava a última grande esperança das Brabas, Duda Sampaio executou o chute. No entanto, a finalização saiu fraca e foi direcionada ao meio do gol, sem a força e a precisão necessárias. Carlinha, atenta e bem posicionada, segurou a bola sem dificuldades, encerrando de vez as chances de empate para o Corinthians. O apito final, que soou instantes depois da defesa, marcou o término da partida e deu início a uma comemoração efusiva das jogadoras tricolores, conscientes da histórica vitória que haviam acabado de construir na Neo Química Arena, em um confronto digno de uma final de Campeonato Brasileiro. O próximo jogo será decisivo.

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Crédito da imagem: Érica Santana

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