A seleção feminina de basquete do Brasil enfrentou um início desafiador em sua campanha pelo torneio qualificatório para o Pré-Olímpico da modalidade. Na noite da última segunda-feira, 17 de agosto, as atletas brasileiras registraram uma derrota para o Sudão do Sul pelo placar de 63 a 61, em uma partida disputada na cidade de Guadalajara, México, pela rodada de abertura do Grupo A da competição. Este revés inaugural sublinha a alta competitividade da fase eliminatória e os obstáculos que a equipe terá de superar em sua busca por uma vaga nos próximos desafios internacionais.
O resultado negativo impõe ao time nacional a necessidade de uma recuperação imediata nos confrontos seguintes, cruciais para as suas ambições de avançar na qualificatória. A delegação brasileira retornará à quadra já na terça-feira, 18 de agosto, em um embate agendado para as 23h30 (horário de Brasília) contra a Nova Zelândia. A fase de grupos será encerrada na quinta-feira, 20 de agosto, às 15h, em um aguardado clássico sul-americano diante da Argentina. Todas as partidas da seleção brasileira neste torneio qualificatório são transmitidas ao vivo pelo canal oficial da Federação Internacional de Basquete (Fiba) no YouTube, garantindo acessibilidade aos torcedores em todo o mundo, que podem acompanhar o desempenho das atletas e torcer por sua classificação.
Seleção Feminina Basquete: Brasil Perde Estreia Qualificatório
O desempenho abaixo do esperado durante o primeiro quarto da partida de estreia revelou-se um fator determinante para o desfecho do jogo, concedendo ao Sudão do Sul uma significativa vantagem de 12 pontos no placar inicial. Apesar do ímpeto inicial das adversárias, a equipe brasileira demonstrou resiliência, promovendo uma notável reação nos períodos subsequentes. Essa recuperação culminou na última das quatro parciais, momento em que o Brasil conseguiu não apenas encostar, mas também assumir a dianteira no placar momentaneamente. A partir daí, o confronto transformou-se em uma emocionante sucessão de trocas de liderança, com ambas as seleções lutando intensamente por cada posse de bola e cada ponto, acirrando ainda mais a disputa em quadra.
O equilíbrio extremo prevaleceu até os últimos segundos do tempo regulamentar, com as equipes alcançando o fim dos 40 minutos regulamentares empatadas em 56 pontos, o que forçou a decisão para a prorrogação. O tempo extra foi igualmente acirrado, e o momento decisivo do confronto ocorreu a apenas 21 segundos do término, quando a armadora Moira Joiner, do Sudão do Sul, sofreu uma falta que resultou em dois lances livres. A própria Joiner executou as cobranças com maestria, convertendo ambos os lances livres e colocando o Sudão do Sul na frente. Com o placar desfavorável, as brasileiras empreenderam uma última tentativa desesperada para igualar o jogo novamente e levar a decisão a uma segunda prorrogação, porém, não obtiveram sucesso em suas finalizações, selando a derrota.
Pelo lado da seleção verde e amarela, o grande destaque individual da partida foi a armadora Aaliyah Guyton. A jovem de 20 anos demonstrou grande habilidade e potencial, anotando expressivos 20 pontos, além de contribuir com três rebotes e duas assistências ao longo do embate. Aaliyah é filha de Adrianinha, uma renomada ex-atleta brasileira que conquistou a medalha de bronze nas Olimpíadas de Sydney, na Austrália, em 2020, o que adiciona um legado esportivo significativo à sua promissora carreira. Sua atuação sublinha a importância da nova geração de talentos no basquete feminino brasileiro.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Formato da Qualificatória e o Caminho Olímpico
O formato da competição qualificatória é estruturado de forma a testar a consistência e a capacidade de superação das equipes. Os dois primeiros colocados de cada grupo – neste caso, o Grupo A, onde o Brasil atua, e o Grupo B, composto por Canadá, México, Filipinas e Senegal – garantem sua vaga nas semifinais do torneio. Nessas fases eliminatórias, as equipes classificadas de um grupo enfrentam as do outro, em duelos que definirão os finalistas e, por consequência, a equipe que carimbará o passaporte para o Pré-Olímpico principal. A meta é a disputa do Pré-Olímpico, previsto para fevereiro de 2028, onde serão definidas as dez das doze seleções que competirão na modalidade nos prestigiados Jogos Olímpicos de Los Angeles, nos Estados Unidos. Para mais informações sobre o basquete e seus torneios, é possível consultar o site oficial da Fiba (Federação Internacional de Basquete).
Para as seleções que não obtiverem o título neste qualificatório regional, o caminho para os Jogos Olímpicos ainda pode ser trilhado através dos torneios continentais subsequentes. No contexto específico da seleção brasileira, caso o triunfo no México não seja conquistado, a equipe terá uma nova oportunidade de buscar uma vaga para o Pré-Olímpico. Essa chance adicional virá na Copa América, um torneio que está agendado para acontecer entre 3 e 11 de julho do próximo ano, em El Salvador. Para garantir sua continuidade no processo seletivo olímpico através desta via, o Brasil precisará figurar entre as quatro primeiras colocadas da Copa América, um novo e desafiador objetivo a ser cumprido caso o cenário se concretize.
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A derrota inicial no qualificatório de basquete feminino para o Pré-Olímpico destaca a natureza implacável da competição e a urgência de bons resultados nos próximos confrontos. Com Aaliyah Guyton em destaque, a seleção brasileira busca reverter o quadro e garantir sua progressão no torneio, mantendo vivo o sonho olímpico. Para mais notícias e análises sobre o esporte nacional e internacional, continue acompanhando nossa editoria em Hora de Começar.
Crédito da imagem: Divulgação/FIBA

