A eliminação da seleção brasileira de vôlei masculino na fase preliminar da Liga das Nações (VNL) em 2026 representa um marco sem precedentes na história do torneio, que teve sua criação em 2018. Este domingo, 19 de julho, presenciou o Brasil assegurar uma vitória de 3 sets a 0 contra a equipe da China, com parciais de 25/16, 25/20 e 25/21. Contudo, o resultado obtido em Chicago, nos Estados Unidos, não se mostrou suficiente para garantir à equipe comandada pelo técnico Bernardinho uma vaga na fase final da competição.
Os jogadores brasileiros já entraram em quadra cientes de que suas esperanças de avançar para a fase eliminatória haviam sido dissipadas. A derrota sofrida para a Polônia na última sexta-feira, 17 de julho, havia colocado a seleção verde e amarela em uma posição de dependência. A classificação exigia um revés da Bulgária no confronto contra os Estados Unidos, agendado para o sábado, 18 de julho. No entanto, os búlgaros superaram os norte-americanos por 3 sets a 1, em uma partida que também ocorreu em Chicago, selando, de forma antecipada, o destino do Brasil na competição.
Queda inédita: Brasil eliminado da Liga das Nações de vôlei
Antes deste desempenho em 2026, as piores campanhas registradas pela seleção masculina do Brasil na Liga das Nações culminaram em eliminações nas quartas de final. Tais cenários ocorreram em 2022, 2023 e 2024. É digno de nota que, em todas as demais edições do torneio, a equipe brasileira conseguiu, no mínimo, atingir as semifinais. O ponto alto da trajetória brasileira na VNL foi a conquista do único título em 2021, evidenciando o quão incomum é a atual desclassificação precoce do Brasil.
O sistema de pontuação da Liga das Nações segue um regulamento específico que influencia diretamente a classificação das equipes. Conforme as regras estabelecidas, vitórias conquistadas por 3 sets a 0 ou 3 sets a 1 conferem à equipe vitoriosa um total de três pontos. Em situações onde o triunfo é alcançado por 3 sets a 2, a equipe vencedora soma dois pontos à sua classificação, enquanto a equipe derrotada ainda consegue angariar um ponto. Compreender essa mecânica é fundamental para analisar a dinâmica da fase de grupos e as chances de cada seleção avançar.
Após a vitória de 3 a 0 sobre a China neste domingo, a seleção brasileira de vôlei masculino atingiu a marca de 19 pontos na tabela de classificação da Liga das Nações, posicionando-se apenas em nono lugar. Esta pontuação a deixou fora da zona de classificação, uma vez que a Ucrânia, ocupando a sétima colocação, figurava como a última equipe a garantir uma vaga nas quartas de final, somando 23 pontos. A distância de quatro pontos para a Ucrânia foi crucial para a eliminação do Brasil. Além disso, a Bulgária, que ainda possuía um jogo a disputar no mesmo domingo, tinha a possibilidade de igualar a pontuação dos ucranianos, intensificando a disputa pelas últimas vagas e selando a sorte do Brasil, que viu o sonho da qualificação se esvair. Para mais informações sobre o regulamento detalhado, é possível consultar o site oficial da Volleyball World, a entidade organizadora.
No embate contra a China, alguns jogadores da equipe brasileira tiveram desempenhos individuais de destaque. O ponteiro Adriano se sobressaiu como o maior pontuador do Brasil na partida, acumulando 13 pontos, sendo notáveis três pontos provenientes de saques diretos. O central Flávio também teve uma atuação relevante, contribuindo com 12 pontos para o placar. Fechando a tríade de pontuadores em dois dígitos pela seleção brasileira, o oposto Darlan somou 11 pontos. Pelo lado da China, o único atleta a alcançar a casa dos dois dígitos foi o ponteiro Bin Wang, que registrou 10 pontos.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Apesar de sua posição como lanterna na fase de grupos, com apenas uma vitória ao longo do torneio, a seleção da China garantiu sua participação nas quartas de final da Liga das Nações. Essa classificação é atribuída ao seu status de país-sede dos jogos decisivos. As quartas de final e as etapas subsequentes estão programadas para acontecer entre os dias 29 de julho e 2 de agosto na cidade de Ningbo. A Polônia, que detém o título de atual campeã da competição, observa os próximos embates com grande interesse.
A histórica eliminação da seleção brasileira masculina na fase de grupos da Liga das Nações de vôlei de 2026 representa um momento de reflexão para o esporte nacional. A performance deste ano contrasta acentuadamente com o histórico de sucesso e consistência do Brasil na VNL. Este evento sublinha a crescente competitividade do vôlei mundial e a necessidade contínua de adaptação e excelência.
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Crédito da imagem: Volleyball World/Divulgação
