Suframa Cobra Esclarecimentos Sobre Vazamento de Gás em Manaus

Saúde

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) cobra esclarecimentos detalhados após um vazamento de gás, especificamente monômero de estireno, que impactou a unidade IV da petroquímica Innova, localizada no Distrito Industrial de Manaus. O incidente ocorreu no final da tarde de quarta-feira, dia 15 de julho, e a autarquia anunciou, na quinta-feira seguinte (16), que está em constante monitoramento da situação e dos seus desdobramentos, solicitando um relatório circunstanciado sobre as ações de contenção e as consequências para o projeto aprovado e o uso do lote.

Em nota oficial, a Suframa reiterou a obrigação da empresa de manter suas instalações operando sob condições de segurança. A entidade governamental acompanha de perto todas as providências adotadas pela Innova e pelos demais órgãos envolvidos. O episódio levanta discussões sobre as responsabilidades em um ambiente de competências compartilhadas, como o Distrito Industrial de Manaus, onde o gerenciamento de sinistros exige a colaboração coordenada de esferas federais, estaduais e municipais.

Suframa Cobra Esclarecimentos Sobre Vazamento de Gás em Manaus

A gestão dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus, a avaliação de projetos industriais e a administração dos terrenos pertencentes à Suframa são atribuições da autarquia. Contudo, a segurança operacional das instalações fabris é de inteira responsabilidade das empresas, conforme as licenças que lhes são concedidas. A superintendência assegurou que agirá integralmente e monitorará os resultados das investigações sobre as causas do vazamento e suas repercussões sanitárias, ambientais e para a saúde dos trabalhadores, conduzidas pelos órgãos competentes.

Leopoldo Montenegro, superintendente da Suframa, expressou a prioridade da instituição em um vídeo publicado nas redes sociais. Ele destacou que a segurança das atividades industriais e a proteção da população são preocupações primordiais para a autarquia. “A preocupação da Suframa é com os trabalhadores que aqui labutam e com os trabalhadores que estão no entorno do Distrito Industrial,” afirmou Montenegro. Ele garantiu que a Suframa fornecerá todo o apoio necessário em relação à avaliação das etapas produtivas, dos incentivos fiscais e em tudo o que for de sua competência.

Durante uma entrevista concedida na mesma quinta-feira (16), Montenegro chegou a sugerir que as companhias operantes no Distrito Industrial deveriam liberar seus funcionários como medida de precaução. Ele ainda informou que, dentro da própria Suframa, os servidores estavam trabalhando remotamente naquele dia, como forma de segurança institucional.

Trabalhadores no Distrito Industrial e os Impactos Diretos

Apesar da forte recomendação de cautela e do cheiro ainda persistente na área, muitos trabalhadores de empresas localizadas no Distrito Industrial foram obrigados a comparecer presencialmente aos seus postos. Funcionários que optaram por manter o anonimato conversaram com a reportagem da Agência Brasil, confirmando que a jornada de trabalho foi mantida.

Um funcionário de uma companhia situada a cerca de dois quilômetros da Innova detalhou que as operações estavam “funcionando normalmente”. Contudo, ele relatou que alguns colegas passaram mal e foram liberados. Diversas fábricas no distrito registraram casos de indisposição, com sintomas como enjoo, olhos irritados, cefaleia e coriza. O cheiro proveniente do vazamento, conforme descrito, era semelhante a solvente ou tinta, não forte a ponto de ser repulsivo, mas opressivo, como “ficar cercado de paredes que acabaram de ser pintadas.” Esse odor ainda era percebido na quinta-feira, embora com menor intensidade do que na véspera.

Outro empregado de uma firma da região também comunicou à Agência Brasil que o expediente se mantinha inalterado. Relatos indicaram tentativas de solicitar dispensa, mas a instrução foi procurar atendimento médico e apresentar atestado. “Está tendo cheiro e vazamento, além disso percebemos que o retentor está comprimido. Estou sentindo fortes dores de cabeça,” desabafou o trabalhador, que utilizava uma máscara facial própria para tentar minimizar os efeitos do odor.

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Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br

Contexto e Respostas das Autoridades ao Vazamento

O incidente de vazamento de gás foi registrado na quarta-feira (15) no Distrito Industrial de Manaus por volta das 17h36. Contudo, o forte odor, descrito como similar ao de tinta, expandiu-se e pôde ser sentido em diversas áreas da capital amazonense, inclusive no Centro, próximo ao Teatro Amazonas. Na quinta-feira, a presença do cheiro ainda era perceptível em algumas localidades.

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) informou que o vazamento foi controlado e que não houve explosão. Ele se originou em um dos tanques de armazenamento da Innova e foi, paradoxalmente, desencadeado pelo próprio sistema de segurança do equipamento, projetado para prevenir uma deflagração maior. Para a resposta à ocorrência, o CBMAM mobilizou aproximadamente dez viaturas, quatro canhões de água e 35 bombeiros. Brigadistas da empresa afetada também auxiliaram nos esforços de contenção.

A Innova emitiu um comunicado oficial declarando que não houve vítimas e que a intercorrência foi contida rapidamente. Segundo a empresa, o vazamento ocorreu em um de seus três tanques devido a uma “elevação anormal de temperatura” do líquido, que resultou na liberação controlada de vapores pelos dispositivos de segurança do equipamento. A situação foi prontamente gerida conforme os procedimentos de emergência, e os resíduos gerados receberam destinação adequada e foram armazenados para tratamento posterior, em conformidade com as normas ambientais vigentes. Apesar do odor, a empresa afirmou que não há riscos à saúde humana nem contaminação ao meio ambiente.

A Prefeitura de Manaus, por sua vez, está monitorando o caso por meio de um Gabinete de Crise, atuando de forma integrada com as entidades competentes. A administração municipal recomendou que a população evitasse circular pela área afetada até que a segurança fosse plenamente estabelecida. Além disso, aconselhou os moradores que sentissem o forte odor em casa a fechar portas e janelas, e a procurar assistência médica caso apresentassem sintomas como falta de ar, tosse intensa, dores no peito, tontura, desmaio ou ardência nos olhos e garganta, reforçando a seriedade do vazamento em Manaus e os cuidados necessários.

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Este incidente no Distrito Industrial de Manaus reitera a importância da fiscalização e do cumprimento das normas de segurança industrial para a proteção dos trabalhadores e do meio ambiente, uma pauta crítica que envolve órgãos reguladores como a Suframa e Ibama, conforme destacado em políticas ambientais relevantes do país, acessíveis em sites governamentais como o Ibama. Acompanhe mais análises e notícias sobre a gestão de grandes centros urbanos e suas infraestruturas, visitando a seção de Cidades do nosso blog.

Crédito da imagem: João Viana / Secom/ Gov. Manaus

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