A etapa de Brandemburgo, na Alemanha, marcou o encerramento da participação brasileira na Copa do Mundo de Canoagem e Paracanoagem. A delegação verde-amarela obteve um desempenho notável, assegurando um total de sete medalhas, das quais cinco foram conquistadas nas exigentes provas paralímpicas, demonstrando a força e o potencial dos atletas brasileiros no cenário internacional.
As últimas adições ao impressionante quadro de medalhas do Brasil vieram neste domingo (17), com duas conquistas de prata. Fernando Rufino, conhecido como “Viking”, e Miqueias Rodrigues foram os responsáveis por levar o país ao pódio mais uma vez. Os resultados destacam a excelência técnica e a determinação dos canoístas brasileiros, que competiram entre os melhores do mundo nesta importante etapa classificatória.
Brasil Conquista 7 Medalhas na Copa do Mundo de Canoagem
Fernando Rufino foi o primeiro a garantir uma medalha de prata para o Brasil neste último dia de competições. Ele conquistou o segundo lugar na prova de 200 metros da classe KL2, que é destinada a canoístas que utilizam os braços e o tronco para remar. O atleta de 40 anos, natural do Mato Grosso do Sul, cuja trajetória é marcada pela superação após perder parte da movimentação das pernas em um atropelamento de ônibus, já havia celebrado uma medalha de ouro no sábado (16) na categoria VL2 dos 200 metros (canoa), consolidando sua posição como um dos grandes nomes da paracanoagem global.
Na final da KL2, Rufino foi superado apenas pelo australiano Curtis McGrath, que terminou a prova em 44 segundos e 98 centésimos, uma margem apertada de apenas 37 centésimos à frente do brasileiro. O pódio foi completado pelo uzbeque Azizbek Abdulkhabibov, que levou o bronze com o tempo de 45 segundos e 55 centésimos. Outro brasileiro na competição, o paranaense Flavio Reitz, alcançou a sétima posição. Flavio, que teve sua perna esquerda amputada aos 15 anos devido a um tumor no fêmur, demonstra uma resiliência exemplar e um talento incontestável em cada prova.
A última medalha do Brasil na Copa do Mundo de Canoagem em Brandemburgo foi entregue a Miqueias Rodrigues, também prata na prova dos 200 metros da classe KL3, reservada a atletas com deficiência moderada nos membros inferiores. O paranaense, que superou os desafios impostos pela amputação de sua perna esquerda após um acidente de moto, registrou o tempo de 44 segundos e 91 centésimos, ultrapassando o neozelandês Finn Murphy. A vitória na prova foi do georgiano Serhii Yemelianov, com 44 segundos e 14 centésimos, enquanto Gabriel Porto, da Bahia, ficou com o quarto lugar (45s51).
Neste domingo decisivo, a presença brasileira nas finais foi robusta. Débora Benevides, atleta do Mato Grosso do Sul que nasceu com uma má formação que resultou na atrofia de suas pernas, competiu na final dos 200 metros da classe VL2 feminina. Débora terminou a prova na quarta colocação, com um tempo de 1 minuto, 11 segundos e 33 centésimos. Ela ficou a pouco mais de dois segundos da bielorrussa Anastasia Miasnikova, que conquistou o bronze. A medalha de ouro ficou com a britânica Emma Wiggs (1min05s48), seguida pela canadense Brianna Hennessy (1min06s50).

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
A excelente performance da equipe brasileira na paracanoagem foi evidente durante toda a competição em Brandemburgo. Além do ouro e da prata de Fernando Rufino, o pódio verde-amarelo também contou com Giovane Vieira de Paula, paranaense que assegurou o bronze nos 200 metros da classe VL3, uma categoria destinada a canoístas com grau moderado de comprometimento no tronco e nas pernas. O piauiense Luis Carlos Cardoso adicionou mais uma prata ao Brasil, na prova dos 200 metros do KL1, categoria para atletas com deficiências severas nas pernas e no quadril, completando um ciclo vitorioso para o paracanoagem nacional.
Não foram apenas os paratletas que trouxeram glória para o Brasil. A categoria olímpica também teve seus momentos de destaque, com Isaquias Queiroz, da Bahia, conquistando a tão cobiçada medalha de ouro na prova dos 500 metros da categoria C1 (canoa individual). Essa vitória ressalta a importância da Copa do Mundo de Canoagem como palco para a confirmação de grandes talentos. A alegria da equipe brasileira foi dobrada na mesma prova com a medalha de bronze de Gabriel Assunção, também baiano, garantindo uma emocionante dobradinha de atletas do país no pódio e mostrando a profundidade do talento brasileiro na modalidade.
A Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) é o órgão responsável por fomentar o esporte no país e a performance em Brandemburgo é um indicativo do bom trabalho que tem sido desenvolvido, não apenas em talentos, mas também em estrutura e treinamento. Para mais informações sobre as categorias e regulamentos da modalidade, a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) oferece detalhes aprofundados sobre a canoagem olímpica e paralímpica.
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A participação do Brasil na Copa do Mundo de Canoagem em Brandemburgo reafirma a capacidade dos atletas brasileiros de competir em alto nível global, seja na paracanoagem ou nas provas olímpicas. Os sete pódios conquistados demonstram o sucesso da equipe e inspiram futuros talentos. Continue acompanhando nosso portal para mais informações sobre os grandes feitos do esporte brasileiro e outras notícias relevantes. Leia outras notícias e análises sobre o universo esportivo no nosso portal aqui e fique por dentro de tudo!
Crédito da imagem: Isabella Oliveira/CBCa

