Casos alarmantes de maus-tratos em Cmei de Senador Canedo vêm à tona após denúncias de mães de alunos do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Dom Fernando Gomes, situado na Região Metropolitana de Goiânia. As acusações são direcionadas a uma professora e uma auxiliar da instituição, que teriam submetido as crianças a tratamento físico e psicológico inadequado, evidenciado por áudios reveladores.
Os relatos e as gravações obtidas pelas famílias expõem uma série de situações preocupantes, onde um dos pequenos é verbalmente agredido e ameaçado, com termos como “irritante” e “vou fazer questão de sentar bem em cima da tua cabeça” sendo proferidos. Tais fatos motivaram a imediata atuação da Secretaria Municipal de Educação local, que iniciou uma rigorosa investigação para apurar os incidentes denunciados.
Mães Denunciam Maus-Tratos em Cmei de Senador Canedo
A investigação sobre os alegados maus-tratos em Cmei de Senador Canedo se intensifica à medida que as provas são analisadas. A repercussão do caso tem gerado grande preocupação na comunidade escolar e entre os pais de outras crianças que frequentam o centro de educação. A reportagem tentou contato com a defesa da professora Valdirene de Jesus Andrade, identificada nos relatos, e com a auxiliar Érika Gomes, também citada. Contudo, até o momento da última atualização desta notícia, não houve retorno de ambas as partes.
A defesa da professora Valdirene de Jesus Andrade, por sua vez, manifestou-se à TV Anhanguera, afirmando plena confiança na seriedade da apuração conduzida pelas autoridades competentes. Eles indicaram que se pronunciarão formalmente quando o esclarecimento oficial dos fatos permitir. A auxiliar Érika Gomes optou por não emitir declarações até este ponto da investigação, aguardando os desdobramentos oficiais para qualquer posicionamento.
A Revelação Através de Áudios Anônimos
A indignação das mães começou com a recepção de áudios enviados anonimamente, atribuídos à professora e à auxiliar do Cmei. Nessas conversas gravadas, as educadoras aparentam grande nervosismo e exaustão, especialmente após um episódio em que uma das crianças teria evacuado. Em um trecho específico, é possível ouvir: “Para de graça! Tava cagado e aqui tá até na ponta da meia ainda! Ô, moço enjoado!”, refletindo uma reação desproporcional ao incidente.
Outros momentos registrados nas gravações, supostamente pela professora, mostram a intensidade das ameaças verbais. “Chega pra cá, senão eu vou fazer questão de sentar bem em cima da tua cabeça! Pra ver se você para de enjoeira”, diz a voz em um dos áudios, dirigindo-se à criança. Adicionalmente, em outra gravação, a criança é claramente chamada de “irritante”, sendo categorizada com a frase: “É irritante, ele é irritante. E eu vou te falar: ele faz tudo consciente”, levantando sérias preocupações sobre a conduta das profissionais e o ambiente escolar.
Revolta e Exigências das Mães
Após ter acesso às gravações, o sentimento de revolta das mães dos alunos tomou conta. Sarah Pimentel, uma das genitoras, expressou seu choque, lembrando que sua filha, de apenas 3 anos, se encontra em uma situação de vulnerabilidade e incapaz de se defender. Em suas palavras à TV Anhanguera, Sarah descreveu as ocorrências como “agressões físicas e psicológicas explícitas”, reiterando sua profunda indignação com o ocorrido na instituição de ensino.

Imagem: g1.globo.com
Caylane Maria Machado, outra mãe envolvida no caso do Cmei, levantou uma questão crucial: a ausência de câmeras de segurança nas salas de aula. Para Caylane, a instalação desses equipamentos é fundamental para prevenir incidentes semelhantes ou, ao menos, garantir que eles sejam devidamente registrados e sirvam como prova. Uma terceira mãe, que preferiu não se identificar publicamente, compartilhou relatos preocupantes sobre seu filho. A criança passou a recusar-se a usar o banheiro de casa para tomar banho, manifestando medo do chuveiro, além de chorar incessantemente durante o sono. Essas reações comportamentais indicam o profundo impacto emocional dos supostos maus-tratos vivenciados no Cmei Dom Fernando.
Medidas da Secretaria de Educação e Perspectivas
Em resposta à grave situação dos maus-tratos no Cmei de Senador Canedo, a Secretaria Municipal de Educação emitiu uma nota oficial informando as primeiras providências. A pasta assegurou que, imediatamente após tomar conhecimento dos fatos no Cmei Dom Fernando, procedeu ao afastamento dos profissionais que foram envolvidos nas denúncias. Além disso, foi instaurado um Processo Administrativo formal com o objetivo de investigar e esclarecer de forma detalhada todos os acontecimentos.
A secretária de Educação de Senador Canedo, Élida Ferreira, em declaração à TV Anhanguera, detalhou os próximos passos da apuração. Ela explicou que serão agendadas reuniões com a convocação de testemunhas para a coleta de depoimentos, visando a confirmação do que foi denunciado. Élida Ferreira não descartou a possibilidade de aplicação de sanções administrativas mais severas, incluindo a exoneração dos envolvidos, caso as acusações sejam confirmadas. A secretária também mencionou a discussão sobre a viabilidade da instalação de câmeras de vigilância nas unidades de ensino, um tema que gera debate. “A imagem não fica exclusiva para o Cmei; existe uma equipe que faz todo o sistema de monitoramento, então temos que verificar se, de fato, é permitido”, pontuou Élida, indicando que a implementação demandaria análise sobre regulamentação e privacidade.
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As denúncias de maus-tratos no Cmei de Senador Canedo destacam a necessidade contínua de vigilância e proteção em ambientes de educação infantil. Enquanto as autoridades seguem investigando, a comunidade espera por respostas claras e a garantia de um ambiente seguro para todas as crianças. Fique atento a novas atualizações sobre este e outros casos importantes acompanhando nossa editoria de Cidades.
Crédito da imagem: Reprodução/TV Anhanguera


