Feministas Atacam Escala 6×1 e Padrões Globais de Violência

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Representando 42 organizações dedicadas à defesa dos direitos femininos, a Articulação Nacional da Marcha de 8 de Março apresentou ao governo federal um manifesto com suas pautas. A iniciativa reafirma a postura de que as Feministas Atacam Escala 6×1 e Padrões Globais de Violência, criticando a estrutura laboral e os variados contextos de agressão sofridos pelas mulheres em nível mundial.

O documento, entregue na última quinta-feira (5) à ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ressalta que a essência da luta feminina está profundamente enraizada na sua capacidade histórica de auto-organização. As participantes do movimento fizeram questão de reforçar o caráter internacionalista de sua mobilização, destacando preocupações globais que afetam as mulheres em diversas regiões, desde a Venezuela até o Oriente Médio.

Feministas Atacam Escala 6×1 e Padrões Globais de Violência

Para além das reivindicações há muito conhecidas, como a salvaguarda de direitos fundamentais e a legalização do aborto, o manifesto se posiciona de forma contundente contra o imperialismo e a utilização de tecnologias a serviço da extrema-direita. As ativistas também manifestam seu repúdio aos padrões de violência disseminados mundialmente, que incluem interferências políticas de nações como os Estados Unidos na soberania de outros países, ameaças bélicas e ataques cibernéticos.

Conforme apontado pelas militantes, tais práticas configuram “formas de dominação colonial”, as quais, por sua vez, exacerbam problemas como a fome e a perpetuação de um sistema de exploração que combina elementos capitalistas, patriarcais e racistas. A abrangência do movimento se reflete na diversidade de mulheres representadas: trabalhadoras da cidade, do campo, das florestas e das águas; mulheres negras, quilombolas, indígenas, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis, com deficiência, mães solo, atípicas, em situação de rua, atingidas por barragens, privadas de liberdade, e aquelas de tradição de matriz africana, religiosas ou não, além de migrantes, jovens, idosas e meninas.

Manifesto Abraça Pautas Amplas por Justiça e Direitos

A documentação entregue também traz à tona o protesto vigoroso contra o racismo, a violência policial e a intolerância religiosa. As tentativas de controlar a autonomia e os corpos femininos, juntamente com a crescente insegurança alimentar, são outros pontos de extrema importância. Em relação ao mercado de trabalho, a Articulação Nacional expressa profunda preocupação com a precarização, uma realidade que tem gerado intensas reações populares e a forte reivindicação pelo término da escala de trabalho 6×1.

As participantes do movimento traçam uma conexão direta entre a crise climática e o modelo de exploração predominante. Elas denunciam que a destruição predatória de ecossistemas e a mercantilização das mulheres e da natureza são sintomas intrínsecos a esse sistema. Reforçam a convicção de que a luta pelo fim de todas as formas de opressão é intrinsecamente ligada à busca por democracia, soberania e justiça social para o país.

Feministas Atacam Escala 6×1 e Padrões Globais de Violência - Imagem do artigo original

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br

Para o grupo, a taxação das grandes fortunas surge como medida crucial na edificação de um Brasil mais equitativo. Projetando-se para o futuro, as militantes já delineiam suas estratégias para o ano de 2026, quando todas as suas frentes de atuação convergirão para o que chamam de “batalha decisiva de defesa da democracia” em território nacional. Esta perspectiva de longo prazo sublinha a continuidade e o planejamento estratégico das mobilizações.

Estão previstas um total de 34 manifestações que ocorrerão entre esta quinta-feira (5) e a próxima segunda-feira (9) em diversos municípios brasileiros. Em São Paulo, o evento principal acontecerá no domingo (8), com ponto de encontro em frente ao Fórum Pedro Lessa, adjacente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), com início da concentração às 14h. Para informações detalhadas sobre as políticas públicas e programas de apoio às mulheres, visite o portal oficial do Ministério das Mulheres: www.gov.br/mulheres/pt-br.

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Crédito da Imagem: Marla Galdino/Divulgação/Ministério das Mulheres

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