Jovem agredida em elevador em SP havia alertado porteiro

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Uma jovem agredida em elevador na cidade de São Vicente, litoral de São Paulo, teria alertado o porteiro do edifício sobre possíveis novas agressões, solicitando auxílio policial caso o cenário de violência se repetisse. As imagens da câmera de segurança, que começaram a circular na última terça-feira, dia 10 de outubro, mostram a gravidade do ataque, perpetrado por Jonas de Oliveira, de 32 anos. A vítima, de 26 anos, foi brutalmente espancada e teve o celular roubado durante a agressão, que ocorreu no sábado anterior, dia 7 de outubro.

O depoimento do funcionário do prédio à Polícia Civil revelou detalhes cruciais que ajudaram na investigação do caso. Segundo ele, a jovem já havia expressado receios de ser novamente atacada por Jonas e pediu que a polícia fosse chamada em uma nova eventualidade. Diante da brutalidade do ataque presenciado, o porteiro imediatamente acionou o síndico do condomínio e forneceu as imagens do circuito interno, que foram entregues às autoridades.

Jovem agredida em elevador em SP havia alertado porteiro

A investigação conduzida pelo delegado Rogério Nunes Pezzuol, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente, inicialmente contemplou a hipótese de omissão por parte dos funcionários do edifício. Contudo, após colher os depoimentos do porteiro, do síndico e de outros moradores, a teoria foi descartada. O delegado Pezzuol enfatizou que a rapidez dos acontecimentos dificultou uma ação imediata do porteiro para acionar a polícia diretamente, mas ressaltou a agilidade na denúncia interna e na comunicação com o síndico e outros responsáveis do condomínio.

O Relato dos Depoimentos e a Ocorrência Policial

O boletim de ocorrência detalhou que a Polícia Civil foi notificada sobre o crime por meio de uma denúncia anônima na terça-feira (10). Nesse mesmo dia, o síndico do prédio compareceu para prestar depoimento, confirmando que recebeu a comunicação do porteiro na madrugada do crime, junto com o vídeo que registrava as agressões no elevador. O síndico prontamente entregou as gravações e os registros de conversas com o porteiro à polícia. Ele identificou o agressor como Jonas, porém afirmou não ter conhecimento sobre a identidade da vítima. Ao ser informado sobre o ocorrido, o administrador do condomínio contatou o proprietário do apartamento, que o direcionou para a corretora responsável pela locação. A averiguação revelou que o imóvel não estava registrado no nome do agressor.

A vítima já havia enfrentado agressões antes de chegar ao apartamento, sofrendo beliscões e puxões de cabelo por Jonas enquanto estavam em um carro de aplicativo, conforme relato do delegado Pezzuol. Apesar do histórico de violência, ela necessitava retornar ao imóvel para retirar itens pessoais. Foi neste contexto que, antes de acessar o prédio, a mulher buscou precauções, pedindo ao porteiro que acionasse as autoridades em caso de uma nova agressão, temendo pelo seu bem-estar.

O delegado Rogério Nunes Pezzuol esclareceu, em coletiva de imprensa, que, embora o porteiro não tenha realizado a ligação direta para a polícia, ele utilizou outros canais para denunciar o episódio de violência. “Ele lançou mensagens no grupo de porteiros, do síndico e de outras pessoas dizendo o que estava acontecendo e que precisaria fazer alguma coisa. Então, ele tinha essa intenção, ele só não foi tão ágil quanto deveria”, afirmou o delegado, salientando que a Polícia Militar foi alertada e acionada por outros moradores do edifício, demonstrando que a omissão não foi o fator preponderante para a demora na chegada da assistência externa imediata.

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Imagem: g1.globo.com

A Prisão de Jonas de Oliveira e as Acusações

Jonas de Oliveira foi localizado no mesmo apartamento e preso em flagrante na noite de terça-feira, 10 de outubro. Sua prisão ocorreu após ele enviar mensagens ameaçadoras para a vítima, agravando sua situação jurídica. O agressor enfrentará acusações sérias, incluindo tentativa de feminicídio, ameaças e descumprimento de medida protetiva. A ocorrência ressalta a complexidade dos casos de violência contra a mulher e a importância da denúncia por parte da vítima e de terceiros para garantir a responsabilização dos agressores. Medidas protetivas e leis como a Maria da Penha são ferramentas essenciais no combate à violência doméstica e familiar.

Este incidente em São Vicente sublinha a urgência de uma rede de apoio eficaz e do engajamento comunitário na proteção de vítimas de violência, assim como a atuação decisiva das autoridades policiais e judiciais. O desenrolar do caso de Jonas de Oliveira é acompanhado de perto pela sociedade e pelos órgãos de defesa dos direitos das mulheres, servindo como um alerta para a persistência da violência de gênero.

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Este caso impactante, envolvendo uma jovem agredida em elevador em São Vicente, reforça a importância de que a sociedade permaneça vigilante e solidária. A busca por informações precisas e a conscientização sobre o combate à violência contra a mulher são fundamentais, sendo crucial que vítimas e testemunhas saibam como proceder em situações de agressão para garantir a segurança e a justiça. Para continuar por dentro de outros acontecimentos relevantes e aprofundar seu conhecimento sobre o dia a dia das cidades brasileiras, confira outras notícias da editoria Cidades.

Foto: Reprodução

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