Em um marco histórico para o setor energético brasileiro, a Petrobras encerrou o ano de 2025 atingindo a maior produção de petróleo e gás de sua trajetória. A estatal reportou uma extração de quase 3 milhões de barris diários, um desempenho excepcional que foi amplamente sustentado pelo vigoroso avanço da produção no pré-sal e pela incorporação de novas plataformas de alta capacidade operacional.
Este desempenho operacional recorde não apenas superou as expectativas internas da companhia, mas também impulsionou de maneira significativa as exportações. Em 2025, a Petrobras registrou o maior volume anual de vendas externas de sua história, consolidando sua posição no cenário global de energia.
Petrobras Bate Recorde de Produção e Amplia Exportações em 2025
De acordo com dados oficiais que vieram a público na terça-feira (10), a gigante petrolífera brasileira ultrapassou suas metas de produção com considerável margem. A capacidade da empresa de renovar suas reservas de petróleo e gás também se destacou, um feito notável dado que 2025 foi um ano marcado por interrupções programadas para manutenção em algumas unidades e pelo declínio natural da produção em campos já considerados maduros.
Destaques da Produção e Desempenho Operacional em 2025
A performance da Petrobras em 2025 revelou números impressionantes que atestam a robustez de sua operação. A produção média anual própria da companhia alcançou a marca de 2,99 milhões de barris de óleo equivalente (boe) por dia, representando um crescimento de 11% em relação ao ano anterior. Especificamente no quarto trimestre, a produção total atingiu 3,081 milhões de boe diários, denotando um aumento expressivo de 18,6% comparado ao quarto trimestre de 2024.
No entanto, houve uma ligeira retração trimestral de 1,1% frente ao terceiro trimestre de 2025. A Petrobras explicou que essa diminuição foi majoritariamente decorrente de paradas técnicas para manutenção em plataformas localizadas na Bacia de Campos, incluindo as de Marlim e Voador. Tal impacto, contudo, foi parcialmente amortecido pela expansão da capacidade produtiva das unidades Flutuantes de Produção, Armazenamento e Transferência (FPSOs) Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias, que operam na estratégica Bacia de Santos.
O pré-sal continuou sendo a espinha dorsal da produção da empresa, contribuindo com impressionantes 82% do total no quarto trimestre. Em todo o ano de 2025, a produção no pré-sal atingiu 2,45 milhões de boe por dia, com um avanço de 11,4%. O Campo de Búzios, um dos maiores ativos da Petrobras, destacou-se em outubro ao ultrapassar 1 milhão de barris por dia (bpd), operando próximo de sua capacidade instalada de aproximadamente 1,15 milhão de bpd.
Ainda na infraestrutura de produção, a unidade Almirante Tamandaré, considerada a maior plataforma já instalada no Brasil, possui uma capacidade de produção de cerca de 240 mil barris por dia. Complementando este parque industrial, a plataforma P-79, que recentemente chegou ao campo de Búzios, tem a expectativa de adicionar mais 180 mil barris diários à capacidade total da estatal.
Renovação Recorde de Reservas Petrolíferas
Paralelamente ao recorde de produção, a Petrobras obteve seu melhor resultado em uma década na área de reposição de reservas. Em 2025, foram adicionados 1,7 bilhão de boe às suas reservas, o que elevou o Índice de Reposição de Reservas (IRR) para um notável percentual de 175%. Este indicador robusto sinaliza que, mesmo com a produção em alta, a empresa garantiu a sustentabilidade de suas operações futuras, mantendo uma relação entre as reservas provadas e a produção equivalente a 12,5 anos.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Exportações de Petróleo em Níveis Históricos
O significativo incremento na produção se traduziu diretamente em um aumento sem precedentes nas exportações de petróleo da companhia. O ano de 2025 se consolidou como um período de vendas externas históricas tanto para a Petrobras quanto para a balança comercial do Brasil. A média de exportações em 2025 alcançou 765 mil barris por dia, representando um crescimento anual expressivo de 27%. O pico foi observado no quarto trimestre, quando o volume exportado atingiu cerca de 1 milhão de barris diários.
A China se manteve como o principal destino do petróleo brasileiro, reforçando a importância estratégica do mercado asiático para a Petrobras. No quarto trimestre, um dado notável foi a emergência da Índia, que rivalizou com a Europa pela segunda colocação em termos de volume de exportações, recebendo 12% do total, enquanto os países europeus importaram 13% do volume exportado no período. Para obter mais informações sobre o cenário macroeconômico e seus impactos, recomenda-se consultar as fontes de notícias de economia como a Agência Brasil, que cobre as atualizações do setor.
Em comunicação oficial, a Petrobras creditou esses resultados excepcionais a uma série de fatores, incluindo ganhos substanciais de eficiência operacional, otimização das estratégias logísticas e a bem-sucedida diversificação de sua carteira de clientes no mercado internacional. Tais elementos, combinados, foram cruciais para alcançar os recordes de produção e exportação.
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Em suma, 2025 solidificou a Petrobras como uma força global no setor de energia, demonstrando uma notável capacidade de expansão e renovação. Para se aprofundar nas dinâmicas que moldam o setor de energia e a economia nacional, explore mais em nossa editoria de Economia.
Crédito da imagem: André Ribeiro/Agência Petrobras
