O aumento de capital da Aegea, somando R$ 1,2 bilhão, foi oficialmente aprovado pelos acionistas da companhia durante uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada nesta segunda-feira, dia 9. A decisão estratégica envolveu a emissão de novas ações e contou com a participação de investidores-chave, como o Fundo Soberano de Singapura (GIC) e a Itaúsa, redefinindo significativamente a estrutura acionária da gigante do saneamento. Esta medida é vista como um fortalecimento financeiro essencial para os próximos passos da empresa no mercado.
A aprovação se desdobrou em duas etapas distintas, mas complementares, garantindo uma robusta capitalização para a companhia. Na primeira fase, o aporte substancial superou os R$ 797 milhões, pavimentando o caminho para o segundo aumento, que adicionou mais R$ 402 milhões à estrutura de capital da Aegea. Este movimento conjunto não apenas reforça o caixa da empresa, mas também dilui a participação de alguns acionistas, ao mesmo tempo em que consolida a presença de outros investidores estratégicos no comando da companhia.
Acionistas da Aegea aprovam aumento de capital de R$ 1,2 bi
A deliberação dos acionistas durante a AGE permitiu a emissão total de 21.702.648 novas ações ordinárias da Aegea Saneamento e Participações S.A., todas ao preço unitário de R$ 55,29. Esta operação teve um impacto direto na capitalização da empresa, dividida em dois blocos de aprovações. O primeiro e mais volumoso, no valor de R$ 797,6 milhões, representou a emissão de 14.424.281 novas ações. Do total de papéis emitidos nessa tranche inicial, o Fundo Soberano de Singapura, conhecido pela sigla GIC (Government of Singapore Investment Corporation), subscreveu aproximadamente 9,4 milhões de ações, totalizando um investimento de R$ 519,7 milhões. A Itaúsa, por sua vez, garantiu a subscrição de cerca de 5,02 milhões de ações, aportando um valor de R$ 277,9 milhões. Estes movimentos sublinham o apetite do mercado por investimentos no setor de infraestrutura e saneamento básico no Brasil, especialmente em empresas com histórico de solidez como a Aegea.
Paralelamente à primeira etapa, os acionistas também aprovaram um aumento adicional do capital social da companhia, que somou R$ 402,4 milhões. Esta fase correspondeu à emissão de 7.278.367 novas ações ordinárias, mantendo o preço de emissão de R$ 55,29 por ação, consistente com a valorização de mercado da empresa e a percepção de seus investidores. A particularidade desta segunda etapa reside no fato de que parte dela ainda aguarda aprovação de um órgão regulador crucial. O GIC se comprometeu a subscrever 4,74 milhões de papéis, representando um aporte de R$ 262,2 milhões. No entanto, esta subscrição depende da validação e do aval final do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão regulador antitruste brasileiro que fiscaliza a concentração de mercado em grandes transações corporativas para assegurar a livre concorrência. Conhecer a atuação e as competências do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) é fundamental para entender o trâmite de grandes investimentos no Brasil.
No mesmo dia da AGE e em sincronia com o processo de aprovação, a Itaúsa também reforçou sua posição no capital da Aegea, subscrevendo 2,5 milhões de ações adicionais neste segundo bloco. Este aporte por parte da Itaúsa somou R$ 140,2 milhões, demonstrando o contínuo interesse da holding em fortalecer sua participação no setor de saneamento por meio de investimentos estratégicos e de longo prazo. A execução dessas duas fases de aumento de capital não apenas elevou o total de recursos disponíveis para a Aegea em R$ 1,2 bilhão, mas também foi projetada para otimizar a estrutura de endividamento e apoiar futuras expansões da empresa no cenário nacional e possivelmente internacional.
Reorganização Acionária: GIC e Itaúsa Ganham Força
A conclusão integral desses aumentos de capital culminará em uma nova e reorganizada composição acionária da Aegea, refletindo a nova entrada de recursos e o peso dos investimentos realizados. Segundo os dados pós-operação, a Equipav continuará sendo o principal acionista com 68,69% do capital votante. Contudo, em termos de capital total, a participação da Equipav será ajustada para 52,11%. Essa alteração é resultado direto da entrada e fortalecimento das posições do GIC e da Itaúsa.

Imagem: Everson Tavares via valor.globo.com
O Fundo Soberano de Singapura, o GIC, emergirá com uma fatia considerável e estratégica da Aegea, alcançando 20,41% do capital votante após a conclusão de todas as etapas. Em uma perspectiva mais abrangente, o GIC deterá impressionantes 34,62% do capital total da companhia. Este nível de participação do GIC consolida a Aegea como uma plataforma atraente para investimentos estrangeiros de grande porte no setor de infraestrutura brasileira. Por fim, a Itaúsa reforçará sua posição, passando a deter 10,91% do capital com direito a voto e 13,27% do capital total. A sinergia entre Equipav, GIC e Itaúsa representa um bloco acionário robusto e diversificado, pronto para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades no dinâmico mercado de saneamento no Brasil.
Essa reestruturação no quadro acionário da Aegea é mais do que um mero rearranjo de números; ela sinaliza a confiança dos grandes investidores no potencial de crescimento e na solidez da empresa no longo prazo. Com um aporte bilionário e um respaldo de players globais e nacionais de peso, a Aegea está posicionada para acelerar seus projetos e manter sua liderança no mercado. A capacidade de atrair e reter investimentos tão significativos, mesmo em um ambiente econômico desafiador, reflete a saúde financeira da empresa e sua estratégica gestão.
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Em suma, a aprovação do aumento de capital da Aegea, totalizando R$ 1,2 bilhão, marca um capítulo importante na trajetória da empresa, realçando a confiança de grandes investidores como o GIC e a Itaúsa. Este movimento de capitalização fortalece a base financeira da Aegea, pavimentando o caminho para futuras expansões e consolidando sua liderança no setor de saneamento. Continue explorando as discussões importantes do setor financeiro e corporativo em nossa seção de Economia para não perder nenhuma atualização sobre o cenário empresarial.
Crédito da imagem: Divulgação/Aegea
