A Defesa Civil de São Paulo anunciou a retomada de seu gabinete de crise neste domingo, 8 de fevereiro de 2026. A medida emergencial foi reativada com urgência para lidar com o cenário preocupante de chuvas e a possibilidade de deslizamentos de terra em diversas regiões do estado. A decisão foi impulsionada pela previsão meteorológica, que indica volumes de precipitação superiores a 100 mm por dia, patamar classificado como de “perigo extremo” pelas autoridades.
Esta iniciativa estratégica visa mitigar os impactos das tempestades e agilizar a resposta a possíveis emergências em São Paulo. O esforço colaborativo reúne uma série de instituições governamentais e privadas, em um trabalho conjunto para proteger a população e a infraestrutura local.
Defesa Civil SP Retoma Gabinete de Crise por Fortes Chuvas
O gabinete de crise da Defesa Civil de São Paulo engloba a participação de órgãos estaduais essenciais, como a própria Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e agências reguladoras que supervisionam serviços públicos. Além disso, concessionárias cruciais de serviços de infraestrutura – incluindo as de energia elétrica, abastecimento de água, distribuição de gás e telefonia – também fazem parte da composição deste grupo. O principal objetivo dessa ampla colaboração é otimizar o tempo de resposta e o atendimento em situações de emergência, especialmente nas cidades que forem mais atingidas pelos fenômenos climáticos extremos.
De acordo com o comunicado emitido pelo órgão estadual, as chuvas experimentaram uma intensificação significativa nas últimas 24 horas que antecederam o anúncio. Este cenário se deve, em grande parte, à atuação de um sistema de baixa pressão que se manifesta no Oceano Atlântico. Concomitantemente, a influência da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), conhecida por trazer grandes volumes de precipitação, tem contribuído para o aumento do risco. As áreas que registraram os maiores acumulados de chuva são a Faixa Leste, o Litoral paulista e a região Noroeste do estado.
Precipitações Intensas Atingem Cidades e Superam Médias Históricas
Relatos da Defesa Civil indicam que várias cidades paulistas foram severamente afetadas. São Carlos se destacou, registrando um volume impressionante de 137 mm de chuva nas últimas 24 horas. Em seguida, Ubatuba contabilizou 129 mm e Bertioga, 126 mm. Outros municípios também enfrentaram volumes críticos, como São Sebastião (119 mm), São José do Rio Preto (105 mm), Caraguatatuba (103 mm) e Elias Fausto (100 mm). São Luís do Paraitinga, por sua vez, registrou 83 mm, um montante que também demanda atenção das autoridades locais.
A magnitude desses números torna-se ainda mais evidente ao se comparar com as médias históricas mensais. A Defesa Civil de São Paulo pontuou que os volumes são extraordinariamente elevados para um único dia de precipitação. Como ilustração, a média histórica esperada para todo o mês de fevereiro em São Carlos é de 169,9 mm. Contudo, em apenas 24 horas, a cidade recebeu aproximadamente 80% do total que se esperaria para o mês inteiro, volume equivalente a quase 24 dias de chuva concentrados em um único ciclo diário.
A situação não é menos preocupante em Ubatuba, onde o acumulado diário representou cerca de 72,5% do volume total previsto para o mês. Já em São José do Rio Preto, o total registrado de chuvas correspondeu ao esperado para aproximadamente 15 dias de fevereiro. Tais comparações sublinham a gravidade do cenário atual e a excepcionalidade dos eventos pluviométricos que assolaram as regiões paulistas.
Impactos Imediatos e Medidas de Segurança para a População
Diante dos altos volumes de chuva, o estado de São Paulo tem registrado uma série de ocorrências. Alagamentos em áreas urbanas e rurais foram reportados em diversas regiões. Além disso, a intensidade das precipitações ocasionou deslizamentos de terra e quedas de barreiras, impactando a mobilidade e a segurança. As autoridades informaram que 13 pessoas precisaram ser desalojadas de suas residências, enquanto quatro ficaram desabrigadas, necessitando de abrigo temporário. É importante salientar que, até o momento, não há qualquer registro de mortes ou feridos relacionados a esses eventos climáticos.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Prevenção e Orientação Fundamental
Em um esforço contínuo para minimizar riscos, a Defesa Civil oferece orientações cruciais à população. As medidas preventivas são consideradas essenciais para a segurança dos cidadãos durante períodos de chuva intensa e representam uma forma ativa de participação da comunidade. É recomendado evitar áreas conhecidas por serem sujeitas a alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra, buscando rotas alternativas ou locais mais seguros.
Adicionalmente, as autoridades enfatizam a importância de jamais tentar atravessar ruas alagadas ou áreas com forte correnteza, pois a profundidade e a força da água podem ser enganosas e perigosas. A população deve manter-se vigilante e atenta a quaisquer sinais de deslizamento, como o surgimento de rachaduras no solo, inclinação de árvores ou postes, ou ruídos estranhos e estalos vindos de encostas e barrancos. Para garantir a segurança de todos, é fundamental acompanhar os alertas e avisos oficiais da Defesa Civil, que são disseminados através de diversos canais, incluindo telefones e sistemas de sirenes nas comunidades em áreas de risco.
Para mais informações sobre alertas e medidas de prevenção em cenários de risco, o portal do governo federal disponibiliza dados cruciais: Defesa Civil Nacional.
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A reativação do gabinete de crise pela Defesa Civil de São Paulo sublinha a seriedade da situação meteorológica enfrentada pelo estado, com fortes chuvas e seus consequentes riscos. Manter-se informado e seguir as orientações das autoridades é vital para a segurança de todos. Para continuar acompanhando notícias sobre as condições climáticas e outros eventos que impactam o Brasil, visite nossa seção de Cidades.
Crédito da imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil


