A **CVM registra processos Master Reag Trustee** em um volume significativo, totalizando pelo menos 126 procedimentos relacionados ao Banco Master e às corretoras Reag e Trustee. Os dados mais recentes indicam que esses processos, que se estendem desde o ano de 2017, revelam uma ampla investigação sobre as operações das três entidades financeiras. A maioria desses procedimentos, conforme apuração interna da autarquia, ainda não chegou a uma conclusão definitiva, mantendo um cenário de intensa supervisão regulatória sobre essas empresas do mercado de capitais brasileiro.
As informações vêm da renomada colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, destacando a complexidade e a abrangência das averiguações em andamento. O levantamento detalhado internamente pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) identificou especificamente 47 processos diretamente ligados ao Banco Master. A corretora Reag, por sua vez, enfrenta um número ainda maior, com 77 processos em aberto. A Trustee, embora com menos volume individualmente, também está sob escrutínio, com dois processos que fazem parte desse cômputo geral. Juntos, esses números sublinham uma atenção especial do órgão regulador às práticas de mercado dessas instituições.
CVM Registra 126 Processos Contra Master, Reag e Trustee
As investigações conduzidas pela CVM focam principalmente em suspeitas de fraudes e operações de lavagem de dinheiro, crimes graves que impactam diretamente a integridade e a confiança do sistema financeiro. A natureza e a gravidade dessas alegações exigem uma análise minuciosa de cada caso. É importante ressaltar que nem todos os processos estão no mesmo estágio: uma parcela já foi arquivada, indicando que não foram encontradas evidências suficientes para prosseguir, ou que as irregularidades foram sanadas. Outra parte dos casos foi resolvida por meio de Termos de Compromisso, acordos que permitem a correção de falhas e o pagamento de multas sem o reconhecimento formal de culpa. Adicionalmente, há registros de procedimentos duplicados ou meros pedidos de informações, parte da rotina de fiscalização da autarquia. Contudo, chama atenção uma parte significativa dos processos que estaria, conforme a fonte, aguardando andamento ou decisão na própria diretoria da CVM.
A dinâmica desses procedimentos revela a natureza contínua da fiscalização no mercado de capitais. O montante de 126 processos não é um número estático; ele tem potencial para crescer, pois a apuração interna da CVM ainda não incorporou a lista completa de pessoas físicas e jurídicas que possuem alguma ligação com as três instituições financeiras sob investigação. Esse adendo expande consideravelmente o espectro de atores e transações a serem examinados, evidenciando a possibilidade de uma teia complexa de relacionamentos financeiros.
Diante da extensão e sensibilidade do caso, a Comissão de Valores Mobiliários instituiu um grupo de trabalho específico. Este comitê foi criado com a missão explícita de analisar a fundo todas as questões relativas ao Grupo Master, à Reag e a todas as demais entidades correlatas. Este grupo tem sido fundamental na coleta e avaliação de um vasto corpo de informações. Dentre os dados acessados, incluem-se detalhes sobre a atuação das áreas de supervisão, fiscalização e acusação da CVM nos anos mais recentes, abarcando a forma como procedimentos foram abertos, comunicações enviadas a outros órgãos públicos e o status atual de inquéritos que possam estar relacionados. Tal profundidade na análise reforça o comprometimento da CVM em esclarecer cada aspecto das operações das empresas.
A expectativa é que os trabalhos desse grupo de análise se encerrem em até três semanas. O prazo reflete a urgência e a prioridade dadas ao tema dentro da agenda regulatória. Embora o objetivo declarado do grupo seja aprimorar os processos internos de supervisão da CVM, a colunista Malu Gaspar apontou que uma das tarefas cruciais é a verificação de potenciais falhas, má-fé, leniência ou incompetência por parte de quaisquer envolvidos. A constatação de tais irregularidades, segundo a apuração, poderá desencadear a abertura de sindicâncias e a instauração de processos disciplinares rigorosos, com consequências para os responsáveis.

Imagem: Infoglobo via valor.globo.com
A relevância desses processos se estende além das instituições diretamente envolvidas. Para compreender o papel da autarquia no controle e desenvolvimento do mercado financeiro, é útil consultar a própria Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é a principal autoridade reguladora do mercado de capitais no Brasil. As investigações servem como um alerta e reforçam a necessidade de governança corporativa robusta e conformidade regulatória para todas as entidades que operam no ambiente financeiro brasileiro.
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A intensa fiscalização por parte da CVM sobre o Banco Master e as corretoras Reag e Trustee é um marco no cenário regulatório do país. Os desdobramentos dos 126 processos e as conclusões do grupo de trabalho serão acompanhados de perto pelo mercado, reafirmando o compromisso com a transparência e a legalidade. Para mais notícias e análises aprofundadas sobre o setor financeiro e regulamentação, continue acompanhando nossa editoria de Economia.
Foto: Maria Isabel Oliveira/O Globo
