Prisão Preventiva Solicitada para Ex-CEO da Hurb pelo MPRJ – O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) formalizou nesta terça-feira, 6 de fevereiro de 2026, um pedido de prisão preventiva para João Ricardo Rangel Mendes, ex-diretor executivo (CEO) da agência de viagens Hurb, anteriormente conhecida como Hotel Urbano. A solicitação surge em decorrência do flagrante e contínuo descumprimento das medidas cautelares que haviam sido previamente estabelecidas pela Justiça ao empresário.
Mendes, que já havia passado por um período de custódia preventiva, foi detido novamente na segunda-feira, 5 de fevereiro de 2026, em uma operação no Aeroporto Regional de Jericoacoara, localizado no Ceará. Na ocasião, o ex-CEO da Hurb foi pego em posse de um documento falso e com sua tornozeleira eletrônica completamente descarregada, falha que impede o monitoramento efetivo de seus movimentos e localização pelas autoridades judiciais. Este incidente foi o catalisador direto para o novo e incisivo pedido do órgão ministerial fluminense.
Prisão Preventiva Solicitada para Ex-CEO da Hurb pelo MPRJ
A atual situação jurídica de João Ricardo Rangel Mendes tem suas raízes em um histórico de infrações graves. As medidas cautelares inicialmente impostas, e agora desrespeitadas, são resultado de sua prisão em flagrante, ocorrida em 2025, após uma série de furtos que incluíram obras de arte de elevado valor, além de outros objetos pertencentes a um hotel de luxo e a um escritório de arquitetura renomado na capital fluminense. Em maio de 2025, o empresário foi oficialmente denunciado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro pelos crimes de furto qualificado e adulteração de identificação veicular, delitos que demonstram uma conduta reincidente e desafiadora das normas legais. Naquele período, a própria Promotoria já havia se posicionado favoravelmente à manutenção da prisão preventiva, dada a gravidade dos fatos e o risco de reincidência.
Os Crimes de Furto Qualificado Atribuídos ao Ex-CEO da Hurb
Os atos criminosos pelos quais João Ricardo Rangel Mendes foi denunciado pelo MPRJ foram perpetrados no dia 25 de abril de 2025, marcando uma escalada em seu comportamento ilegal. Em um dos casos que chocaram pela ousadia, o denunciado se valeu de um disfarce, apresentando-se como entregador de aplicativo, para concretizar o furto de um quadro valioso. A obra de arte foi habilmente camuflada e escondida dentro de uma bolsa de entregas, um subterfúgio para escapar à vigilância. Este modus operandi, pautado na dissimulação, evidencia um planejamento prévio e uma intenção deliberada de enganar.
Ainda no mesmo dia fatídico, 25 de abril de 2025, João Ricardo Rangel Mendes direcionou suas ações para um escritório de arquitetura. Novamente utilizando um ardil, ele se apresentou como eletricista para ter acesso facilitado ao local. De lá, subtraiu não apenas múltiplos quadros de valor artístico, mas também uma mesa digitalizadora, equipamentos tecnológicos essenciais, e duas carteiras que continham dinheiro, entre outros bens pessoais. A repetição do esquema de disfarce em locais distintos e a variedade dos itens furtados sublinham a persistência na prática criminosa e o desprezo pelas propriedades alheias. Para aprofundar o entendimento sobre as diferentes facetas das medidas cautelares no ordenamento jurídico brasileiro, pode-se consultar fontes oficiais sobre sua aplicação na justiça, que demonstram a importância dessas imposições.
Dentre os alvos do ex-CEO da Hurb, o prestigiado Hotel Hyatt, localizado na deslumbrante Praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, foi uma das vítimas. Deste estabelecimento, Mendes logrou furtar uma obra de arte singular e três esculturas. A audácia de sua atuação se estendeu para o dia subsequente. De acordo com o que consta na denúncia apresentada pelo Ministério Público, ele invadiu o escritório Duda Porto Arquitetura, um dos espaços localizados dentro do Casa Shopping, no mesmo bairro carioca. Dali, foram subtraídos dois quadros, além de um iPad e a carteira pessoal do proprietário do escritório, itens de valor considerável e com grande impacto para a vítima.
Desrespeito às Determinações Judiciais e o Novo Pedido de Prisão
Após um período de intensa análise do caso e do histórico de João Ricardo Rangel Mendes, a prisão preventiva inicial do réu havia sido reconsiderada. A custódia foi então substituída por um conjunto de medidas cautelares mais brandas, embora estritas, visando assegurar que o empresário permanecesse à disposição da Justiça e que sua conduta pudesse ser monitorada. Entre essas imposições estavam a monitoração eletrônica contínua por meio da tornozeleira, a proibição expressa de se ausentar da cidade sem a prévia e formal autorização judicial e a obrigação de apresentar relatórios médicos mensais diretamente nos autos do processo, um requisito que visava acompanhar sua saúde e comprovar sua permanência no domicílio.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Contudo, a conduta de João Ricardo Rangel Mendes demonstrou um evidente descaso para com as determinações da Justiça. Nesta terça-feira, 6 de fevereiro de 2026, ao formalizar o novo e veemente requerimento de prisão preventiva, a Promotoria do Ministério Público foi taxativa em sua argumentação. O incidente recente no Ceará, onde o ex-CEO da Hurb foi flagrado com um documento falso e a tornozeleira eletrônica descarregada, é a prova cabal do desrespeito às restrições de deslocamento e ao monitoramento. Soma-se a isso a ausência total de qualquer relatório médico juntado ao processo desde o mês de setembro de 2025. Estes fatos, segundo o MPRJ, configuram um descumprimento reiterado e inaceitável das medidas cautelares, refletindo uma afronta direta à autoridade judicial e colocando em risco a aplicação da lei.
O MPRJ argumenta que o comportamento recente de Mendes sinaliza claramente que ele não pretende aderir às restrições e obrigações impostas, tornando a manutenção da liberdade condicional um risco à ordem pública e à instrução processual. A reincidência em desobediências justifica, na visão do Ministério Público, a necessidade de retomar a custódia, garantindo assim que a justiça seja devidamente aplicada e que o empresário responda por suas ações.
Confira também: Imoveis em Rio das Ostras
A situação de João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da Hurb, permanece em desenvolvimento, com a Justiça agora encarregada de deliberar sobre o pedido de prisão preventiva apresentado pelo MPRJ. Este caso sublinha a seriedade do descumprimento de medidas cautelares e a busca contínua por responsabilização por parte das autoridades. Para mais notícias e aprofundamentos sobre casos que envolvem justiça e grandes nomes, continue acompanhando nossa editoria de Cidades e outras análises em Análises.
Crédito da imagem: Hurb/Divulgação

